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Grupo Cultural Recreativo e Desportivo de Alcongosta

Fundação: 1978
Localidade: Alcongosta, Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol de Alcongosta / Polidesportivo de Alcongosta

O Grupo Cultural Recreativo e Desportivo de Alcongosta é desde 2018, a nova designação do histórico Clube Académico de Alcongosta, a coletividade mais popular desta aldeia, localizada nas planícies da Serra da Gardunha, e conhecida a nível nacional pela qualidade da sua cereja.

O futebol aparece por estas bandas na década de '30, com a realização dos primeiros jogos contra aldeias vizinhas, em 1946 os jovens da terra organizaram-se para criar uma equipa que se auto-intitulava como "Onze Unidos Acongostense", que realizava jogos contra outras equipas da zona. Mas seria apenas nos anos '60, época em que se vivia um auge de popularidade neste desporto, que em Alcongosta se constituiu uma das equipas de futebol que mais ficou na memória, e que dava pelo nome de "Estrelas Vermelhas", influenciados pela cor das camisolas vermelhas de um grande clube à época, o Estrela Vermelha de Belgrado. Esta equipa terá durante a década seguinte representado a aldeia de Alcongosta em jogos e torneios de futebol, sendo depois sucedida em 1978 pelo Clube Académico de Alcongosta, primeira coletividade oficialmente legalizada, e virada para a juventude da terra, que continuava assim a sua actividade desportiva.

Nos anos que seguem à sua fundação, o clube teve uma forte actividade no atletismo, com participação em provas distritais e nacionais, não esquecendo o futebol, que continuava a ser jogado por esta equipa academista que equipava de branco. Nos anos '80 surge o ringue polidesportivo na aldeia, e com ele começam os jogos de futebol de salão, não só com a participação da equipa em torneios pela zona do Fundão, como também na organização de torneios próprios, com equipas tanto masculinas como femininas, no que toca ao futebol, existiam ainda jogos amigáveis e algumas participações em torneios, paralelamente com outras atividades de cultura e lazer.

No final da década de '90 o clube atravessa uma crise humana, pela deslocação de muitas pessoas para fora da aldeia ao longo dos anos, o que fez com que a sua actividade abrandasse, no entanto a entrada de uma nova direcção mais jovem salvou a coletividade de um possível fim, mantendo depois o clube no activo durante os anos seguintes, com desportos como o jogo da malha, matraquilhos, pingue-pongue, hóquei em patins, e também com organização e participação em torneios de futsal e futebol, continuando a sua sede a ser um centro de convívio para a população.

O clube entrou depois numa fase decadente, e por questões financeiras e crises directivas, cessa definitivamente a sua actividade em 2014. Até que em 2018, no ano em que comemorava 40 anos de existência, o clube é reactivido por um grupo de pessoas da terra, que quis trazer de novo o associativismo que faltava em Alcongosta, por questões legais não lhes foi possível manter o mesmo nome, sendo a designação do Clube Académico de Alcongosta alterada para "Grupo Cultural Recreativo e Desportivo de Alcongosta", mantendo na mesma a identidade desde histórico clube, que continua assim através de atividades culturais e desportivas a manter viva a aldeia.


Outros emblemas referenciados:

Emblema do Clube Académico
de Alcongosta

Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo

Fundação: 1987
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futebol e Futsal

Situada na capital de distrito, mais precisamente no Bairro de Nossa Senhora do Valongo (o maior da cidade em termos de área), esta coletividade para além de ser muito activa nas várias actividades que desenvolve, é atualmente uma referência no futebol de formação em Castelo Branco e na região.

Fundada em finais do ano de 1987, a "Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo" nasceu a partir de uma união de boas vontades das gentes do bairro, que então estava em franco crescimento. A associação passou rapidamente de um clube de bairro para um dos principais de Castelo Branco, começou por actuar apenas no Bairro do Valongo, que na altura não dispunha de qualquer associação, e foi criando algumas infraestruturas necessárias para concretizar as suas várias atividades, nas áreas do desporto, cultura e lazer, depois de ter construído um polidesportivo e um recinto de festas logo nos primeiros anos de existência, a associação começou a construção daquele que viria ser o seu estádio, com condições dignas de qualquer grande clube, um complexo desportivo com campo relvado, onde também estão englobados pistas de ralicross, motocross, courts de ténis, campo de tiro aos pratos, pista de treino de cães, campos de padel e um pavilhão multiusos, para além da sua sede social.

O Bairro do Valongo alargou a sua dimensão ao resto da cidade, tendo-se iniciado no futebol de formação nos anos '90, onde desenvolveu uma grande academia desde os mais pequenos até aos juniores, tornando-se ao longo dos anos num clube de excelência do futebol de formação na cidade, onde rivaliza com o Desportivo e o Benfica e Castelo Branco. Para além do "desporto rei", a associação foi tendo outras modalidades como atletismo, ténis, cicloturismo, e também continuou com actividades culturais e recreativas.

Ainda na década de '90, houve a presença do futsal de formação e também sénior, com uma equipa que chegou a competir na primeira edição do campeonato distrital do então futebol de cinco (mais tarde futsal) em 1992/93, onde se sagrou campeã em 1996/97, tendo chegando a jogar durante alguns anos na II.ª e III.ª Divisões Nacionais de Futsal. A equipa competiu nos nacionais até à época de 2000/01. tendo depois terminado a modalidade por questões financeiras. Os jogos caseiros da equipa de futsal realizavam-se primeiramente no polidesportivo do Bairro do Valongo e mais tarde no pavilhão municipal de Castelo Branco.

Desde então o clube tem-se dedicado exclusivamente ao futebol jovem onde conquistou títulos nos vários escalões e teve presenças em campeonatos nacionais, e apostou também no futebol feminino. As cores iniciais do seu equipamento eram cor-de-rosa e amarelo, tendo depois mudado para os roxo e cor-de-laranja, hoje já característico. As boas condições das suas infraestruturas e a qualidade dos atletas que vai formando, têm feito desta associação uma das mais conhecidas da cidade, mas que continua ainda a ser fundamental para o seu bairro onde organiza atividades.

Associação Desportiva de Belmonte

Fundação: 1992
Localidade: Belmonte
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Belmonte

A Associação Desportiva de Belmonte é uma coletividade de carácter recreativo, cultural e social, que se destaca nas suas várias áreas de actuação, para além disso organiza a prática de diversas modalidades desportivas, sendo a associação mais ecléctica da vila de Belmonte, conta com um passado no futsal feminino onde foi um dos clubes pioneiros do concelho.

Esta associação nasce no ano de 1992 fruto de um grupo de belmontenses, que via a necessidade se criar um meio para organizar atividades desportivas, sobretudo para os mais jovens, visto que na vila apenas havia a União Desportiva de Belmonte que se dedicava unicamente ao futebol, existindo uma carência no que dizia respeito a outras modalidades. A ADB nasce assim com um forte impulso de toda população, tendo de imediato uma grande adesão por parte da juventude, deu-se inicio à prática desportiva de várias modalidades, como ténis, basquetebol, natação, ciclismo, karaté, atletismo, e outra modalidade que na altura estava ainda em crescimento, o futebol de cinco, mais tarde futsal.

No futsal a AD Belmonte começa por participar com uma equipa sénior masculina no primeiro campeonato distrital na época de 1992/93, e mais tarde apenas com a participação em vários torneios pela região, com a conquista de alguns troféus. Para além de equipas masculinas que realizavam jogos amigáveis, a ADB teve também futsal feminino, tendo sido uma das equipas que participaram no primeiro campeonato distrital de futsal feminino na época de 1997/98, e do qual se sagrou campeã. A associação destacou-se nesta modalidade tendo participado durante alguns anos no campeonato distrital de seniores femininos, onde  competiu até à temporada de 2000/01, ano em que o futsal terminou na coletividade, que desde finais dos anos '90, tinha também camadas jovens de futsal masculino nos campeonatos distritais, para além de continuar a participar e organizar torneios. O futsal em Belmonte seria depois continuado por outras coletividades da vila e do concelho.

A associação esteve depois envolvida noutros projectos locais, a nível cultural foi responsável pela criação do "Jornal de Belmonte" juntamente com estudantes da Universidade da Beira Interior, e do qual continua hoje responsável, para além disso são inúmeras as atividades recreativas e sociais que desenvolve regularmente, sem esquecer o desporto, onde continuou ativa com a organização de várias modalidades, como taekwondo, basquetebol, andebol, ginástica e snooker continuado a ser um ponto de encontro para a gente de Belmonte, vila onde é das coletividades mais influentes, possuindo desde o ano 2000, o estatuto de pessoa coletiva de utilidade pública.

Associação Desportiva Cultural e Recreativa Perovisense

Fundação: 1992
Localidade: Pêro Viseu, Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol de Pêro Viseu / Polidesportivo de Pêro Viseu

Criada em inícios da década de '90 por um grupo de jovens, a ADCR Perovisense nasce da necessidade de existir na aldeia uma coletividade que realizasse atividades regularmente em prol da população, foi assim que esta associação começou ao longo dos anos a realizar várias actividades de carácter desportivo, cultural e recreativo.

No que toca à vertente desportiva, Pêro Viseu tinha tradição no futebol, nos anos '40 nasce o "Grupo Desportivo de Peroviseu", que nos seus primórdios teve grande dificuldades em encontrar um campo para jogar, em virtude de os proprietários locais se recusarem a arrendar os seus terrenos para a prática desportiva, que então não era bem vista nem ainda muito bem compreendida. Só em 1952 a equipa de futebol da aldeia viu ser inaugurado o seu campo, num jogo inaugural que opôs a equipa de Perô Viseu contra a equipa do Ferro, tendo começado a partir dessa data os jogos amigáveis.

Ao longo das décadas o futebol amador continuou a ser praticado na freguesia, tendo sido uma das primeiras atividades desportivas da ADCR Perovisense, ainda na década de '90 deu-se na região um entusiasmo geral pela prática do futebol de cinco, na qual Pêro Viseu marcou presença em alguns torneios locais. Ainda nesta modalidade, destaque também para a "Associação Recreativa e Cultural de São Bartolomeu dos Vales" da aldeia de Vales, anexa à freguesia, que na época de 1995/96 marcou presença no campeonato distrital de futsal em juniores com uma equipa feminina. Já o futebol, que vinha a ter cada vez menos relevância, e juntando-se o decréscimo da população jovem na freguesia, deixou de ter lugar, sendo o campo aproveitado para outro tipo de atividades.

O ano de 2001 foi especial para a ADCR Perovisense, que concretizou um dos seus maiores projectos, a construção de um ringue polidesportivo, esta infraestrutura veio permitir que a associação pudesse dar inicio à prática do futsal. Em 2002 é criada então uma secção de futsal, que nesse ano realiza a primeira edição do torneio de futsal de Pêro Viseu, que durante anos seria uma tradição da coletividade. De realçar também a equipa federada de futsal no escalão de juniores, que na época de 2004/05 participou no campeonato distrital da categoria.

Durante os anos seguintes, e para além de outras atividades culturais, a associação apostou noutras atividades desportivas, como petanca, jogos tradicionais e passeios todo-o-terreno, não esquecendo o futsal amador que ainda hoje tem lugar na aldeia, com a realização e participação em torneios.

Associação Desportiva e Cultural do Amparo

Fundação: 1990
Localidade: Ramalhos (Carvalhal), Sertã
Modalidade: Futsal
Casa: Polidesportivo de Carvalhal

Esta associação localiza-se na freguesia de Carvalhal, no extremo norte do concelho da Sertã, porém o nome Carvalhal refere-se apenas ao aglomerado das aldeias que compõem a freguesia, sendo a sua sede na aldeia de Ramalhos. Esta coletividade de carácter desportivo, cultural e social serve toda comunidade, onde é o maior promotor de atividade na freguesia.

A ideia da criação desta associação nasce em finais do ano de 1989, quando um grande número de jovens da freguesia do Carvalhal, sentiram a necessidade de encontrar um meio de desenvolver várias atividades do âmbito desportivo, recreativo e cultural. Na altura já tinham ao seu dispor boas instalações para o efeito, na antiga Casa do Povo, que tinha reduzida utilização, foi então que este grupo de jovens pediu à Junta de Freguesia a ocupação do espaço para aí começar a desenvolver as suas atividades. Posteriormente foi então constituída a associação, que contava já com grande dinamismo, a escolha do nome foi em homenagem a Nossa Sr.ª do Amparo, a padroeira da freguesia.

A partir da sua data de fundação deu-se início a várias atividades na comunidade, de entre as quais se destacou o então futebol de cinco, aproveitando o ringue polidesportivo que tinha sido construído na aldeia à alguns anos. A freguesia do Carvalhal começou então a participar em torneios um pouco por todo o concelho, contando com algumas presenças no já tradicional Torneio de Futsal Luís Gouveia na Sertã. A coletividade continua a ter uma importante presença na sua freguesia, com a realização de atividades em várias áreas, tendo na parte desportiva o futsal amador, com participação em torneios locais.

Grupo Desportivo Recreativo e Cultural Estrela de Cortes

Fundação: 1975
Localidade: Cortes do Meio, Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal

Fundado com o advento do espírito associativo que vigorava naquele tempo, o Estrela de Cortes nasceu fruto da vontade da juventude em praticar desporto, e realizar outras atividades de convívio para a população. O seu nome tem origem na proximidade da aldeia com a Serra da Estrela, sendo que o lugar de Penhas da Saúde, aldeia de montanha que se situa a 1,500 m de altura, e um conhecido resort de inverno, faz parte da freguesia de Cortes do Meio.

A presença do futebol na aldeia vinha já dos anos '60, com os jovens da terra a organizarem jogos amigáveis contra terras vizinhas, principalmente a localidade de Bouça, que faz também parte da freguesia. Em 1967 é inaugurado o campo de futebol da aldeia, baptizado como "Campo das Cortes", e mais tarde o campo de futebol usado pela equipa seria o "Campo do Louseiro" na entrada da aldeia, no sitio do Louseiro. A equipa de Cortes do Meio andou alguns anos pelo futebol amador, nomeadamente no antigo campeonato do Inatel, na época de 1980/81, onde jogava como sendo uma delegação da Casa do Povo de Unhais da Serra, dá-se depois o salto para o futebol federado, com a equipa do Estrela de Cortes a competir no Campeonato Distrital da 2.ª Divisão, na temporada de 1981/82, sendo essa a sua única presença em nos distritais ao nível do escalão sénior.

Nas décadas de '80 e '90, o Estrela de Cortes teve equipas de futebol amador que jogavam em jogos amigáveis, e para além disso tinha ainda equipas de camadas jovens nos campeonatos distritais. Mais tarde com a inauguração do pavilhão de Cortes do Meio em 1998, o clube abandona o futebol e aventura-se no futsal de formação, modalidade que deu depois um salto com a inscrição de uma equipa sénior no campeonato distrital, onde o Estrela competiu nas épocas de 1999/00 e 2000/01. Em 1998 começou também a ser organizado pelo clube o torneio de futsal "25 de Abril", que ao longo dos anos se tornou uma referência na região, tendo-se realizado todos os anos até 2003, altura em que foi substituído por um torneio de futebol, que acabou por perder o entusiasmo e desaparecer.

Desde de então o futsal de formação foi uma forte aposta da coletividade, que ao longo dos anos foi tendo equipas de jovens nos campeonatos distritais, onde conquistou alguns títulos, como a "dobradinha" da equipa de juvenis, ao ganhar o campeonato e taça em 2008/09, e no ano seguinte a taça ganha pelos juniores que lhes valeu uma presença na taça nacional de futsal. O clube teve também equipas de futsal feminino que participaram em torneios locais.

Entretendo o Estrela de Cortes deixou de ter camadas jovens de futsal, dedicando-se apenas ao desporto amador, com uma equipa sénior que continua a representar a aldeia em torneios. Para além de outras atividades recreativas e sociais que vai desenvolvendo, o Estrela de Cortes reactivou o conhecido torneio "25 de Abril", que em conjunto com outra coletividade da freguesia, o grupo desportivo da Bouça, organizou durante alguns anos. Em relação ao futebol, o campo do Louseiro apesar minimamente preservado era muito pouco utilizado, e aquele espaço acabou por ser reconvertido num campo multidesportos com a construção de um ringue polidesportivo e uma pista de atletismo, derivado das excelentes condições que Cortes do Meio tem também no seu pavilhão, o futuro do desporto nesta freguesia passa assim pelo futsal, através da equipa da Bouça que está nas provas federadas.

Grupo Desportivo e Animação Cultural da Bouça

Fundação: 1976
Localidade: Bouça (Cortes do Meio), Covilhã
Modalidade: Futsal

O GDAC Bouça é a principal coletividade da aldeia de Bouça, anexa à freguesia de Cortes do Meio, e que de entre as várias atividades que desenvolve na sua localidade, se destaca a parte desportiva com o futsal, que ao longo dos anos tem tido uma forte presença, e que permanece até aos dia de hoje.

Este grupo nasceu com a liberdade trazida pelo 25 de Abril, e o interesse dos jovens pelo associativismo que se alastrou por todo o pais. Particularmente na aldeia de Bouça, já havia nesse tempo a necessidade de se criar uma colectividade organizada para a prática desportiva e actividades recreativas e culturais, como não havia campo de futebol, os únicos jogos que até então se tinham realizado foram em Cortes do Meio.

Foi assim que um grupo decidiu iniciar a prática de atletismo e de futebol de 11, porém como não dispunham ainda de equipamentos, decidiram fazer uma recolha de fundos, com os quais viriam a obter o material desportivo. Para além do desporto este grupo teve outras atividades como a vinda de grupos musicais, cinema e teatro à aldeia, e ainda ajudou na reivindicação da energia eléctrica para a Bouça. Apesar de tudo este grupo não era ainda uma associação legalizada, não tinha sede própria e designação oficial, foi então que com a ajuda do povo, se conseguiu uma sede arrendada, a elaboração de estatutos, e um meio de transporte para os atletas, sendo por isso o ano de 1976 a data oficial de fundação do "Grupo Desportivo e Animação Cultural da Bouça".

Ao longo dos anos a coletividade foi continuando a apostar no atletismo, a par do futebol onde a Bouça chegou a ter equipas nas camadas jovens, a partir da década de '90 aparece o futsal, que viria a ser até hoje a sua principal modalidade, primeiro de forma amadora com a participação em torneios locais, e mais tarde já com camadas jovens a competir nos campeonatos distritais, sendo que a estreia de uma equipa sénior no distrital acontece na época de 2006/07, mantendo-se a competir por mais duas temporadas, onde obteve resultados positivos. Na última época dos seniores masculinos, juntou-se também uma equipa de seniores femininos que participou no campeonato distrital da sua categoria, e onde esteve apenas um ano. Depois disso a Bouça continuou a apostar apenas nas camadas jovens, mas mantendo uma equipa de seniores amadora que ia jogando em torneios na zona, o grupo organizou também anualmente o torneio de futsal "25 de Abril", em conjunto com o vizinho Estrela de Cortes.

Na época de 2021/22 a Bouça regressou ao desporto federado com uma equipa de futsal sénior no campeonato distrital, treze anos depois da sua última participação. Composta essencialmente por jogadores da freguesia a equipa surpreendeu ao terminar o campeonato no 3.º lugar e a participar no play-off de apuramento de campeão, com boas exibições contra as melhores equipas. A Bouça teve um bom regresso ao futsal, onde leva já quatro épocas consecutivas em competição.

As equipas da Bouça disputam os seus jogos no pavilhão de Cortes do Meio, clube com o qual tem uma boa relação de entreajuda, realizando todo o tipo de atividades culturais e recreativas nas suas localidades, visto que pertencem à mesma freguesia, e apesar das rivalidades, conseguem manter de boa saúde o desporto, particularmente no futsal, onde nesta zona já se tornou numa referência.

Centro Social Cultural Recreativo e Desportivo de Santo André das Tojeiras

Brasão da Freguesia de Santo André das Tojeiras
Fundação: 1986
Localidade: Santo André das Tojeiras, Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol de Santo André das Tojeiras

Esta coletividade localizada na territorialmente extensa freguesia de Santo André das Tojeiras, da qual fazem parte cerca de trinta povoações, apareceu na década de '80 como forma de criar uma entidade capaz de organizar vários tipos de atividades na terra, numa altura em que o associativismo começava a ganhar força. De entre as atividades sociais, culturais e recreativas que este centro promoveu, a principal e a que a deu a conhecer foi o rancho folclórico, que reunia pessoas de várias aldeias da freguesia.

Também a parte desportiva teve lugar nesta associação, com uma equipa de futebol formada pela juventude da freguesia, incluindo elementos do rancho folclórico, desde a construção do campo de futebol nos arredores de Santo André das Tojeiras, que a aldeia ia realizando jogos amigáveis contra localidades das redondezas, dando-se depois a participação da equipa no conhecido Torneio Inter-aldeias, onde St.º André se estreia em 1989, desde então foi presença regular na competição, contando com participações posteriores nos anos de 1992, 1994, 1997, 1998, 1999 e 2001, um longo período de atividade desportiva e simultaneamente recreativa que terminou após a extinção da coletividade pouco tempo depois, a falta de meios humanos e financeiros, fruto da desertificação que se vive nas localidades do interior ditaram o fim desta associação.

Atualmente o campo de futebol está abandonado e em mau estado, sendo utilizado como aterro pela junta de freguesia. Outras atividades desportivas continuam a ter lugar por intermédio das associações de algumas aldeias da freguesia, no entanto o futebol ficou ausente por este zona.

Centro Cultural e Desportivo Oriental de São Martinho

Fundação: 1954
Localidade: Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Estádio Municipal José dos Santos Pinto

O Oriental de S. Martinho é um clube sediado na antiga freguesia de S. Martinho, na cidade da Covilhã, que realiza um vasto número de atividades de carácter social, cultural, recreativo e desportivo, já com uma longa história é das mais emblemáticas coletividades da sua cidade.

Foi fundado na Covilhã, por um grupo de jovens que queriam simplesmente jogar futebol, simpatizantes do Clube Oriental de Lisboa (em cujo símbolo e cores teve inspiração), e davam pelo nome de "GOLO – Grupo Oriental Liga Operária", vindo a participar em jogos amigáveis que se realizavam pela região. Cedo este clube se evidenciou pela aposta na diversificação das suas atividades, que para além do futebol amador passaram pela criação de um rancho folclórico.

O grupo é depois devidamente legalizado, alterando a sua designação para a atual para se filiar na FNAT (antiga designação do Inatel) e participa no campeonato de futebol da FNAT do distrito de Castelo Branco, que à época tinha na sua maioria equipas do concelho da Covilhã, tanto equipas compostas por operários de empresas da região como clubes locais, caso do S. Martinho. A estreia da equipa não podia ter sido melhor, tendo-se sagrado campeã logo nessa época, em 1954/55, a equipa passou a dominar aquela competição quase por completo, sendo campeã por diversas vezes consecutivas, em todos anos até 1962 inclusive, (apenas não conquistou o titulo em 1957/58). Com algumas paragens pelo meio, a equipa mantém a sua participação nesta competição que se estende até ao inícios da década de '80, após a qual o clube optou por não dar o salto para as competições federadas, ficando-se pelo futebol amador.

Ao longo dos anos o clube tornou-se numa importante associação de dinamização social na sua cidade, com inúmeras atividades, em termos desportivos para além dos jogos amigáveis de futebol que se faziam com alguma regularidade, como xadrez, ténis de mesa e voleibol Nos anos '80 começou também o futebol de cinco com torneios organizados pelo clube que chamavam sempre muita gente.

Em 1999 deu-se a conclusão da "Sala Desportiva" um mini-pavilhão para a prática das várias modalidades do clube, um sonho concretizado para a formação orientalista, que ficou com melhores condições em toda a sua sede. Já no séc. XXI o clube mantém a sua actividade desportiva com modalidades como voleibol, boxe, xadrez, pool e o futsal, este último onde teve uma equipa sénior no campeonato distrital de futsal, nas épocas de 2002/03 e 2003/04, onde utilizou o pavilhão desportivo do Inatel na Covilhã para os seus jogos caseiros, por lá ter melhores condições. 

Simultaneamente o clube mantém-se ativo com outras atividades culturais, e participa regularmente em torneios de futsal na Covilhã, tem ainda a modalidade de andebol em parceria coma Associação de Académica da Universidade da Beira Interior, a par das inúmeras atividades que realiza, o clube é por isso uma das referências do associativismo na Covilhã.

Associação Cultural de Alcaria

Fundação: 1974
Localidade: Alcaria, Fundão
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão José Luís Adrião

A Associação Cultural de Alcaria é um clube recreativo, desportivo e cultural, sediado na progressiva aldeia de Alcaria, localizada no extremo norte do concelho do Fundão. A atividade em que mais se destaca é o futsal, sendo uma referência na zona, e que conta com algumas títulos a nível distritais.

Apesar de ter sido oficialmente fundada apenas em 1974, a ACA tem origem na década de '60, altura em que um pouco por todo o país começaram a despertar os movimentos associativos, nomeadamente na prática desportiva, em Alcaria a única associação propriamente dita que existia era a Casa do Povo, de onde surgiu a primeira equipa de futebol de 11, que começou a representar Alcaria em jogos amigáveis um pouco por toda região. Com o passar dos anos e após a realização de inúmeras atividades de carácter cultural, social e desportivo, o espírito associativo foi ganhando força na terra, levando à criação de uma estrutura que no dia 1 de Maio de 1974 fez nascer a Associação Cultural de Alcaria. 

Com ajuda de diversas entidades e da população, foi construído em 1980 um ringue polidesportivo no local do antigo campo de futebol de 11, uma vez que tinha sido construído um novo campo no Sitio dos Barreiros, nos arredores da aldeia. Vai-se então destacando a modalidade de futebol de cinco (hoje futsal), que veio a ganhar cada vez mais entusiastas em Alcaria, com a participação da equipa em vários torneios pela zona do Fundão, levando a um menor interesse pelo futebol de 11. Em 1992/93 dá-se a filiação da ACA na Associação de Futebol de Castelo Branco com vista à participação no primeiro campeonato distrital de futsal masculino, onde Alcaria participa com duas equipas, uma equipa principal e uma equipa "B", tal era a adesão da juventude pelo futsal, com a equipa principal a competir até temporada de 1995/96. Mais tarde é também formada uma equipa de futsal feminino, que viria a participar no primeiro campeonato distrital da categoria em 1997/98, e cuja participação foi até 2000/01. A Associação Cultural de Alcaria veio com o passar dos anos a transformar-se numa prestigiada escola de futsal, apostando fortemente na formação de ambos os sexos, com resultados positivos tanto ao nível das camadas jovens como dos seniores, com a equipa sénior masculina a regressar ao campeonato distrital na época de 1998/99.

Com o passar do tempo o polidesportivo de Alcaria passou a não ter condições de prática desportiva para as equipas, e depois de o clube andar algum tempo a realizar os seus jogos caseiros entre os pavilhões de Vales do Rio e Dominguiso, foi em Dezembro de 2001, inaugurado o Pavilhão Multiusos em Alcaria, infraestrutura à muito esperada, que veio trazer condições significativas para a associação que nesse ano se tinha sagrado campeã distrital de juniores, e na época de 2001/02 campeã distrital de seniores. Feitos que reforçaram a aposta neste projecto, que voltou a dar frutos na temporada de 2003/04, de novo com a conquista do campeonato distrital de juniores, e da vitória no campeonato distrital de seniores. O titulo no futsal sénior levou a equipa ás competições nacionais na  III.ª Divisão Nacional de Futsal, patamar onde se manteve em competição durante alguns anos, até ser despromovida e regressar ao campeonato distrital em 2009/10.
 
Ainda a este nível a equipa de Alcaria manteve-se depois durante as épocas seguintes a participar no campeonato distrital (apenas com uma paragem em 2011/12, em que não inscreveu a equipa), onde apesar de não ter voltado a sagrar-se campeã conquistou alguns títulos, tendo vencido a Taça de Honra por duas vezes, nas temporadas de 2012/13 e 2015/16. Opções directivas ditaram depois o fim da equipa sénior que teve a sua última época em 2016/17, continuando o clube apenas com algumas equipas nos escalões de formação. Na temporada de 2022/23 deu-se o esperado regresso da equipa sénior aos campeonato distrital, que durou duas épocas.

No entanto a aposta forte na formação continua e com resultados positivos, actualmente existem algumas equipas a representar a associação nos campeonatos distritais nas camadas jovens e ainda uma equipa de veteranos, que continuam a divulgar o nome da freguesia, onde a ACA é o maior meio de desenvolvimento cultural e desportivo, com a aposta em outras atividades como a patinagem artística, sueca entre outros eventos, sempre com um foco especial na participação dos jovens.

Sporting Clube de Castelo Branco | Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Castelo Branco

Fundação: 1934
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal Vale do Romeiro

O Sporting Clube de Castelo Branco foi uma agremiação desportiva criada na cidade de Castelo Branco por simpatizantes sportinguistas, sendo na altura a filial N.º 62 do Sporting Clube de Portugal, foi um dos principais clubes na cidade, numa altura em que o futebol se estava a tornar um desporto popular.

Foi fundado a 26 de Abril de 1934, e tinha a sua sede na Rua de Santa Maria, na zona histórica de Castelo Branco. Este clube teve o futebol como a sua principal modalidade, onde ia realizando jogos amigáveis contra outras equipas. Foi um dos dez fundadores da Associação de Futebol de Castelo Branco em 1936, sendo um dos participantes no primeiro campeonato distrital realizado na época de 1936/37. Os principais "rivais" do Sporting de Castelo Branco, eram também eles filiais de grandes clubes portugueses, sendo o "Sport Lisboa e Castelo Branco" filial do Benfica, e o "Clube de Futebol «Os Albicastrenses»" filial do Belenenses, estes três clubes jogavam entre si, partilhando o Campo do Vale do Romeiro como sua "casa", e em conjunto constituíam a zona sul do campeonato distrital, onde na zona norte jogavam clubes da Covilhã, este facto devia-se aos custos elevados das deslocações, sendo assim o campeão distrital era determinado através de uma final entre o vencedor da zona norte e da zona sul, tendo o Sporting de Castelo Branco chegado à final distrital em 1937.
final do distrital em 1937,

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final do distrital em 1937,

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Após uma época sem participar nas provas federadas, o Sporting de Castelo Branco volta em 1938/39 onde termina no 2.º lugar, posição que lhe vale uma participação na II.ª Divisão Nacional ainda nessa mesma temporada. Após resultados positivos nos anos seguintes, a equipa joga simultaneamente no campeonato distrital e na II.ª Divisão, o clube era já uma referência do futebol da cidade, não só pela sua popularidade mas também pelos resultados desportivos.

Porém a temporada de 1945/46 foi a última dos "leões albicastrenses" no campeonato distrital, o equipa deixou de participar nas provas oficiais de futebol, e o clube terá depois desaparecido em 1948, após a sua união com o Sport Lisboa e Castelo Branco, numa fusão que se realizou entre os dois principais clubes da cidade, uma proposta que surgiu dos "encarnados" e que teve como objectivo unir esforços para criar um clube mais forte e mais competitivo que deu pelo nome de "Associação Desportiva de Castelo Branco", o projecto deste novo clube não correu como o esperado, tendo o mesmo dado depois origem ao atual Benfica e Castelo Branco. Terminava assim a curta história da filial do Sporting em Castelo Branco.



Fundação: 1992
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão da Escola Básica Faria de Vasconcelos

Muitas décadas depois surge na cidade de Castelo Branco uma nova presença leonina, com a fundação em 1992 do "Núcleo Sportinguista de Castelo Branco", sendo o núcleo N.º 75 do Sporting Clube de Portugal. Este Núcleo tornou-se num centro de convívio para os adeptos sportinguistas, e que ao longo dos anos conseguiu angariar um grande número de sócios, tendo as suas próprias atividades desportivas, como torneios de sueca, provas de atletismo e mais recentemente futsal, o Núcleo teve uma breve parceria com Associação Recreativa do Bairro da Boa Esperança, numa escola de futsal, mas que acabou por ser descontinuada. Desde a temporada de 2016/17 tem uma equipa de futsal feminino a competir no campeonato distrital da categoria, sendo o único clube desse escalão existente na cidade. Na época de 2018/19 a equipa do Núcleo teve a melhor prestação desportiva de sempre, ao vencer a Taça da AFCB em futsal feminino e sagrar-se vice-campeã distrital, sendo que na temporada de 2019/20 voltou a ficar em 2.º lugar no campeonato distrital, e em 2022/23 voltou a vencer a taça. Já era uma ideia antiga do clube em apostar nas camadas jovens, e na época de 2025/26 inscreve uma equipa de juniores femininos, e em detrimento disso termina com a equipa sénior.

Algum do espólio do Sporting Clube de Castelo Branco encontra-se na sede do Núcleo, que o "herdou" de um antigo presidente do clube, continuando assim de certa forma o legado sportinguista na cidade, o Núcleo do Sporting CP de Castelo Branco é hoje uma coletividade com peso na cidade, dispondo de uma sede própria e uma massa associativa significativa, garantias da sua sustentabilidade social e desportiva.

Associação Desportiva Idanhense

Fundação: 1954
Localidade: Idanha-a-Nova
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal de Idanha-a-Nova

A vila de Idanha-a-Nova, sede de um dos concelhos territorialmente mais extensos de Portugal, e com um elevado património histórico, viu em meados dos anos '50 nascer a paixão pelo "desporto rei", as partidas amadoras entre os jovens da terra e de outras localidades da zona, já vinha a acontecer com cada vez mais regularidade, e apesar de já existirem algumas coletividades, não havia nenhuma que se dedicasse somente ao desporto. A necessidade de instalações dignas para a prática do futebol era um desejo antigo das gentes da terra, e assim a Câmara Municipal ajudou na construção de um campo de jogos, que deu origem ao que é o hoje o Estádio Municipal de Idanha-a-Nova, campo esse inaugurado em 1952, e que veio dar as condições que faltavam para a vila poder ter uma equipa de futebol que a representasse dignamente.

Nasce assim em 1954 a "Associação Desportiva Idanhense", coletividade virada para o desporto, que tinha como cores principais o preto e o vermelho (as mesmas são as cores oficiais do Município de Idanha-a-Nova). Logo nesse ano é feito o jogo de estreia da equipa, que acontece a 12 Setembro, num jogo amigável em casa do Benfica e Castelo Branco, e cujo resultado foi uma derrota por 7-0 para a formação idanhense. Apesar do mau início, a ADI decide elevar o seu patamar desportivo, e passa dos simples jogos amigáveis ao campeonato distrital, o clube federou-se na Associação de Futebol de Castelo Branco, e participou no campeonato distrital, competindo da época de 1954/55 até à de 1958/59, tendo sido o primeiro clube do concelho de Idanha-a-Nova a competir no futebol federado, visto que a outra equipa da vila, o Club União Idanhense, apesar de ser mais antigo, apenas participou no campeonato distrital décadas depois.

A estadia da Desportiva Idanhense no distrital não foi a melhor, tendo obtido resultados menos positivos, numa altura em que o campeonato tinha apenas uma dúzia de participantes. A ADI entrou depois num longo período de inactividade, até se dar o seu regresso logo com o futebol federado na temporada de 1977/78, que para além da equipa sénior teve também camadas jovens que competirão nos campeonatos distritais da categoria. Nesse período a equipa já se encontrou com o conterrâneo União Idanhense, então também em competição, nesses que foram os únicos dérbis de Idanha que alguma vez aconteceram numa competição distrital. A ADI acabaria por terminar a época no fundo da tabela, mas continuou a jogar no mesmo escalão, visto que apenas existia uma divisão única. Na temporada seguinte não teve a mesma sorte, e após terminar nos últimos lugares é despromovida à recém criada 2.ª Divisão Distrital, onde compete assim por mais duas épocas (1979/80 e 1980/81) até abandonar o futebol e em 1981 desaparecer completamente do panorama desportivo até aos dias hoje.

Apesar dos curtos períodos de atividade, a Associação Desportiva Idanhense pode ser considerada como um histórico do futebol em Idanha-a-Nova, como pioneira da modalidade na vila e na formação desportiva dos mais jovens, e o primeiro clube a pratica-la de forma federada em representação da sua terra.

Associação Estevalense

Fundação: 1973
Localidade: São Pedro do Esteval, Proença-a-Nova
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol de S. Pedro do Esteval / Polidesportivo de S. Pedro do Esteval

Esta associação foi fundada no dia 1 de Novembro de 1973, na freguesia de S. Pedro do Esteval, situada no extremo sul do concelho de Proença-a-Nova, surge com o objetivo de suprir a inexistência de uma colectividade na aldeia, que realizasse atividades em prol da população. A Associação Estevalense iniciou-se na atividade desportiva com o futebol, modalidade que vinha já a ser praticada desde a década de '60, com jogos amigáveis contra equipas de outras terras vizinhas, tendo em 1978 inaugurado o seu campo de futebol.

Após organizar e participar em alguns torneios de futebol na região, em Maio de 1990 a Associação Estevalense filiou-se na Associação de Futebol de Castelo Branco, contudo nunca chegou a participar nas competições distritais de futebol. Ainda nesse ano o clube regista a sua única participação no torneio Inter-aldeias, competição que foi organizada pela própria associação, que sediou a prova, onde participaram na sua maioria equipas do concelho de Proença-a-Nova, tendo inclusive o Estevalense participado com duas equipas, a "A" e a "B". A sua equipa "A" acabaria por chegar à final, onde veio a perder o titulo para a equipa de Moitas. Nos anos seguintes a coletividade continuou com o futebol amador, não só sénior como também com equipas de jovens, com a realização de jogos amigáveis e pequenos torneios locais.

Actualmente o futebol já à muito que não se vê na terra, estando o campo sem utilidade e em mau estado, no entanto o ringue polidesportivo continua a ser usado esporadicamente para partidas amigáveis de futsal, e a sua equipa participa em alguns torneios na região, a Associação Estevalense continua assim em atividade, com a realização de eventos sociais, e outras atividades recreativas como torneios de malha e sueca,  sempre contribuindo para o desenvolvimento da sua terra.

Grupo Desportivo Teixosense

Fundação: 1951
Localidade: Teixoso, Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Estádio Municipal O Teixo / Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Básica do Teixoso

O Teixosense é um dos históricos do futebol no concelho da Covilhã, sediado na vila do Teixoso, também ela uma localidade importante e com um passado industrial. O clube esteve longas décadas em competição no campeonato distrital onde conquistou alguns títulos que o levaram também a participar nos campeonatos nacionais.

Na vila do Teixoso o interesse pelo desporto, e em particular pelo futebol, despertou nos anos '50, quando um grupo de jovens da terra se juntava para realizar partidas amigáveis com as equipas das redondezas, muitas delas já com as suas coletividades constituídas, nesse seguimento houve a necessidade de criar no Teixoso um grupo desportivo para a prática da modalidade, nasce assim em 1951 o "União Estrela Teixosense", que em 1953 alterou a sua designação para a atual. Continuando com o futebol, uma das dificuldades iniciais foi encontrar um campo para jogar, depois de passar por alguns terrenos da localidade, a questão foi resolvida anos mais tarde com a cedência de um terreno pelo Sr. Fernando Maia Campos, a quem foi dado o nome ao campo como homenagem.

A passagem do futebol amador para outras competições dá-se na década de '60, com o Teixosense a estrear-se no Campeonato Distrital de Castelo Branco na época de 1968/69. Depois de resultados mais modestos obtidos nos primeiros anos, o Teixosense acabou em último lugar na época de 1974/75, em que a equipa apenas conquistou dois pontos, tendo o clube abandonado o futebol sénior, não se inscrevendo no campeonato distrital na temporada seguinte. Porém o futebol regressa logo em 1976/77 após o qual o clube se manteve a competir ininterruptamente no futebol federado durante largos anos. Os resultados da equipa foram sendo cada vez melhores, até que na época de 1978/79 o Teixosense sagra-se campeão distrital pela primeira vez na sua história, este titulo deu acesso à subida para a III.ª Divisão Nacional, de onde a equipa seria despromovida logo no ano seguinte após ter ficado em último lugar da sua série.

O regresso aos campeonatos distritais trouxe estabilidade na equipa, que se manteve na 1.ª Divisão durante alguns anos, com o Teixosense a vencer a Taça de Honra na época de 1984/85. Em 1987/88 o clube é pela primeira vez despromovido à 2.ª Divisão Distrital, após terminar o campeonato no último lugar, com a estadia no patamar inferior a durar quatro épocas, até que na temporada de 1991/92 se sagra campeão distrital da 2.ª Divisão, regressando assim ao convívio com os "grandes" do distrito.

A década de '90 veio trazer novamente estabilidade à equipa, que conseguiu classificações a meio da tabela, mas lutando sempre pelo titulo, algo que veio acontecer apenas na época de 2000/01, com a formação do Teixoso a sagrar-se campeã distrital com quase dez pontos de vantagem sobre o segundo classificado e com apenas duas derrotas em toda a época, uma grande temporada que levou a equipa a participar novamente na III.ª Divisão Nacional. O regresso aos nacionais durou apenas uma época, com a equipa a descer para o distrital. Neste período o clube ainda consegue um 3.º lugar em 2002/03, mas os anos que se seguem trazem resultados menos positivos e por vezes perto dos últimos lugares, a crise financeira que o clube atravessava culminou com a desistência do futebol sénior em 2013/14, nessa que foi a última temporada da equipa no campeonato distrital, após mais de trinta anos consecutivos em competição. De realçar também a aposta que o Teixosense teve no futsal feminino, com uma equipa que competiu na primeira edição do campeonato desta categoria na época de 1997/98, e que esteve ao todo três temporadas em competição.

Depois disso o clube dedicou-se apenas ás camadas jovens de futebol, que vinha já tendo em anos anteriores, e também com uma equipa de veteranos. O clube conseguiu resolver também a disputa legal que mantinha com a família Maia Campos sobre o campo, com a câmara a adquirir o terreno para ali fazer um investimento e possibilitar o regresso do futebol, o campo foi beneficiado com um relvado sintético e foi-lhe alterado o nome. O Teixosense continua muito ativo, com outras atividades desportivas e de dinamização cultural, sendo a principal colectividade da sua vila e umas das mais importantes do concelho.

Associação Cultural e Desportiva da Carapalha

Fundação: 1998
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão da Escola Básica Faria de Vasconcelos

Sediada no Bairro da Carapalha, esta coletividade foi criada a 1 Setembro de 1998 com a designação inicial de "Associação Cultural e Desportiva da Quinta da Carapalha" por um grupo de residentes deste jovem bairro, um dos que mais crescimento teve a todos os níveis na cidade e que necessitava de um meio que desse voz aos seus anseios, visto que em Castelo Branco como noutras cidades, as associações de bairro funcionavam quase como juntas de freguesia, fazendo de intermediário entre a população e a autarquia.

A associação começou a crescer com o passar dos anos, dispondo de sede própria e realizando vários tipos de atividades, apesar ter atravessado maus momentos como o desaparecimento precoce do seu percursor e primeiro presidente, António Pina Fernandes, a coletividade soube sempre seguir em frente e após algumas direcções, conta deste 2007 com José Perquilhas ao leme da direção, dirigente associativo com vasta experiência que passou também pelo Centro Cultural e Recreativo de Salgueiro do Campo.

Em 2000 começaram as atividades desportivas na Carapalha, com a criação de equipas de futsal nas categorias de iniciados, juvenis (onde chegou a ser campeã distrital) e juniores, na época de 2002/03 teve ainda futsal sénior feminino, e anos mais tarde aparece também o futebol de 7 com escolinhas e infantis, que competiram nos campeonatos distritais, aproveitando assim a juventude existente no bairro, e oferecendo a prática desportiva que ali não existia, um projecto que acabou por ser depois descontinuado no fim da temporada 2010/11 por não ser financeiramente sustentável. Na época seguinte a "Juventude Albicastrense", outra coletividade do bairro, pegou no futsal de formação, com uma equipa de iniciados, que durou apenas um ano.

Entretanto já passaram pela Carapalha várias outras atividades desportivas, como cicloturismo, xadrez, taekwondo, BTT ou ténis de mesa, sendo a associação reconhecida também pelo trabalho que desenvolve nos campos culturais e sociais. Actualmente a ACDC desempenha um importante papel no bairro, sendo não só um centro de convívio para a população, como também a responsável por dinamizar todo a atividade cultural e desportiva que lá acontece, podendo considerar-se uma das associações mais ativas na cidade de Castelo Branco


Outros emblemas referenciados:

Emblema da Juventude Albicastrense

Grupo de Convívio e Amizade nas Donas

Fundação: 1989
Localidade: Donas, Fundão
Modalidade: Futsal
 
O GCA Donas é uma associação de carácter cultural, desportivo e recreativo, fundada em 1989 na aldeia de Donas, pequena freguesia situada junto da cidade do Fundão. Desportivamente a colectividade ficou conhecida pela sua equipa de futsal feminino e mais tarde também pelo atletismo onde obteve um sucesso significativo.

Antes da fundação desta coletividade, já tinha presença na aldeia de Donas o futebol sénior, que ao longo das décadas tinha vindo a ser praticado de forma amadora com participações em torneios por toda a região, existiu também até à década de '80 a "Associação Desportiva das Donas" que participava em torneios locais de futebol de salão, curiosamente também já com equipas femininas. Entretanto, e fruto da reunião de um conjunto de jovens da terra, que queriam dinamizar a aldeia com atividades desportivas, recreativas e culturais, surge o "Grupo de Convívio e Amizade nas Donas", um clube mais eclético e virado para outras áreas, que no inicio teve algumas divergências com a Associação Desportiva que mais tarde acabaria por desaparecer.

Durante o seu o crescimento a coletividade teve várias atividades, nomeadamente o futsal, que na sua vertente feminina chega em finais dos anos '90, com participações em torneios da categoria, o GCA Donas foi assim um dos pioneiros na região nesta modalidade, e uma das equipas que participou na primeira edição do Campeonato Distrital de Futsal Feminino de Castelo Branco na temporada de 1997/98. Na época de 1998/99 a equipa das Donas sagra-se campeã distrital conquistando assim o seu primeiro e único titulo. Paralelamente as Donas tiveram também equipas de juniores de futsal feminino compostas por jovens da terra, e que se sagraram campeãs por três vezes, dessas equipas saíram atletas para a equipa sénior, escalão que chegou a ter duas equipas a competir em simultâneo no campeonato distrital, a formação principal e uma equipa "B". Apesar de o clube possuir um ringue polidesportivo, as equipas das Donas disputavam inicialmente os seus jogos oficiais no pavilhão municipal do Fundão e mais tarde no de Valverde, visto que a localidade não possui pavilhão desportivo.

Após longos anos a competir ininterruptamente no campeonato distrital de futsal feminino, o Grupo de Convívio e Amizade nas Donas teve a sua última participação na época de 2009/10, em que a equipa terminou por razões financeiras e opções diretivas. Um clube histórico na modalidade que apesar de apenas ter conquistado o campeonato por uma vez, acumulou inúmeros segundos lugares, sendo sempre um dos favoritos à vitória, terminava assim uma modalidade que deu reconhecimento a esta associação que partiu depois para outros projectos.

Atualmente a coletividade desenvolve as modalidade de atletismo e triatlo onde é uma referência regional e nacional em várias categorias, para além de outras actividades culturais tem um grupo de bombos, e organiza vários eventos na sua sede social.

Instituto Politécnico de Castelo Branco

Fundação: 1980
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo da Zona de Lazer / Pavilhão Desportivo da Escola Superior de Educação

O Instituto Politécnico de Castelo Branco é uma instituição de ensino superior iniciada em 1980, que engloba várias escolas superiores na cidade de Castelo Branco, e que no ano de 2015 decidiu avançar com a criação de uma equipa sénior de futebol federada, por proposta do então coordenador do curso de licenciatura em Desporto e Atividade Física da Escola Superior de Educação, professor Rui Paulo, também ele atleta nos campeonatos distritais.

A proposta era inovadora, e incluía uma equipa constituída exclusivamente por alunos das seis escolas superiores do IPCB, dando assim oportunidade a estudantes não só da região como também de outras partes do país, para prosseguir o seu percurso no futebol ao vir estudar para Castelo Branco, num plantel que contava também com o próprio coordenador Rui Paulo, e que era orientado pelo treinador João Paulo Matos.

A equipa do IPCB ficou também conhecida como os "estudantes" ou "dragões da beira" (devido ao dragão que se encontra no emblema da instituição). Apesar das dificuldades iniciais em obter apoios da autarquia local, conseguiram-se encontrar patrocinadores que ajudaram a que este projecto fosse para a frente, começando a competir no Campeonato Distrital na época de 2015/16, ano de estreia e também de adaptação em que a equipa obteve o 9.º lugar. No segundo ano a equipa começou a dar frutos com jogadores a receberem propostas para representar outros clubes da região, por mérito dos atletas do IPCB que conseguiram criar uma equipa competitiva e que se estabilizou no campeonato distrital, que terminou em 8.º lugar na temporada de 2016/17, a sua melhor classificação de sempre.

Na última época em que a equipa participou no distrital, a formação albicastrense conseguiu de novo a 9.ª posição, num ano estável a nível de resultados, no entanto o projecto chegou ao fim depois de três anos, com a direcção do Instituto Politécnico a entender que apesar do sucesso da equipa, esta já não ia de encontro com os objectivos desportivos da instituição, que pretendia apostar mais no desporto universitário, onde de resto tinha já várias equipas de outras modalidades filiadas na FADU (Federação Académica do Desporto Universitário), sendo esse o caminho a seguir.

Terminou assim um projecto que na altura era único na região, com uma equipa de futebol que tinha como principal objectivo contribuir para a formação integral dos seus estudantes enquanto cidadãos, pela disciplina, fair-play e o facto de representarem uma instituição com a importância do IPCB, que fica assim na história recente do futebol distrital, tendo deixado no campeonato distrital muito dos jogadores que foram "formados" nesta equipa.

Na temporada de 2018/19 o IPCB estreou-se no Campeonato de Futebol de 11 da Federação Académica do Desporto Universitário, nesta nova fase, a equipa treinada pelo antigo jogador Rui Paulo, é constituída por estudantes do Instituto Politécnico que jogam em clubes da região. Para além do futebol, existem também equipas de futsal masculino e feminino que jogam nos campeonatos universitários.

Centro Cultural e Desportivo Estrela do Zêzere da Boidobra

Fundação: 1968
Localidade: Boidobra, Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal

O Estrela do Zêzere é uma coletividade desportiva sediada na vila da Boidobra, não muito longe da cidade da Covilhã. Com o nome inspirado na paisagem natural que a rodeia, perto da Serra da Estrela e do Rio Zêzere. é uma das mais importantes instituições da freguesia, desenvolvendo inúmeras atividades, não só desportivas mas também culturais e sociais.

Decorria o ano de 1967 e o único desporto praticado pela juventude da terra era o futebol, que por falta de meios era jogado de forma improvisada num pequeno espaço do recinto da escola primária, os jovens que não tendo outras atividades para passar os tempos livres, viram-se repentinamente proibidos de jogar futebol no espaço do costume por não terem permissão das autoridades locais, foram assim junto do regedor pedir ajuda para a construção de um campo de futebol, cujo local por eles fora indicado. Arrendado o terreno, de imediato se iniciou a construção do campo, com as obras pagas pelo então regedor Francisco Leal, ele que anos mais tarde, e como forma de homenagem, viria a ter o seu nome na rua onde se situa a sede do clube. O primeiro passo estava dado, e no dia 8 de Dezembro foi inaugurado o campo de futebol, com um jogo entre solteiros contra casados da Boidobra. Já havia campo, mas era necessário constituir uma associação e arranjar uma sede, para assim se poder avançar com o futebol de forma mais organizada, foi então feita uma angariação de fundos, com a qual se viria a comprar os primeiros equipamentos.

Em relação à associação, fizeram-se estatutos e foram submetidos à apreciação da FNAT (antiga denominação do Inatel), entidade à qual foi decidido filiar-se, tendo aprovado os estatutos no dia 8 de Janeiro de 1968, o grupo foi assim baptizado com o nome de "Centro de Recreio Popular Estrela do Zêzere de Boidobra". Dado que a lei de então não permitia que menores de 21 anos fossem directores de qualquer colectividade ou organismo, e nenhum dos jovens fundadores tinha essa idade, foi necessário pedir a pessoas de maioridade que assinassem os estatutos para assim poderem ser aprovados, ficando desse modo formada a primeira direcção do Estrela do Zêzere. O clube começou a competir no atletismo e também no futebol, com a realização de jogos amigáveis frente a equipas da zona, tendo depois participando no campeonato do Inatel, onde esteve durante alguns anos e com muito boas prestações, foi vice-campeão em 1979/80, e venceu a competição pela primeira vez em 1984, mais tarde sagrou-se tretacampeão, com os títulos conquistados em 1988, 1989, 1990 e 1991, em virtude de ser a única equipa do distrito de Castelo Branco inscrita na prova, o que lhe valeu várias presenças no campeonato nacional do Inatel.

O sucesso da equipa de futebol e o fim do campeonato do Inatel por falta de equipas, levaram o Estrela do Zêzere a alterar a sua designação para a atual para se inscrever-se na Associação de Futebol de Castelo Branco, com o intuito de participar nas competições federadas, o que acontece na época de 1991/92, quando se estreia no campeonato distrital da 2.ª Divisão. A equipa consegue bons resultados nos primeiros anos, e em 1994/95 alcança a subida à 1.ª Divisão Distrital ao ficar em 2.º lugar, em igualdade pontual com a equipa do Orvalho. A formação da Boidobra chega assim ao patamar principal, onde competiu até à temporada de 1997/98, época onde terminou o campeonato em último lugar, e após o qual desistiu do futebol federado, por motivos financeiros e diretivos o clube teve uma pequena paragem no futebol, tendo regressado apenas em 2001/02, numa curta participação que durou apenas duas temporadas, pois os valores da manutenção da equipa eram demasiado elevados para os encargos do clube.

O Estrela do Zêzere continuou a crescer e a dinamizar o desporto e outras atividades na Boidobra, tendo em Setembro do ano 2000 finalmente inaugurado a sua sede social, um sonho à muito desejado por todos os associados, e que deste modo veio criar mais condições para continuar o seu trabalho. A coletividade avançou depois com uma equipa de futsal sénior feminina que trouxe êxitos enormes, este projecto inovador que durou cerca de dez anos, teve como resultados a conquista de oito campeonatos distritais consecutivos, com a equipa a ser por três vezes vice-campeã nacional na Taça Nacional de Futsal (a principal competição da categoria), uma equipa forte constituída por jogadoras da região, com aposta também nas camadas jovens e por qual passaram grandes nomes do futsal nacional como os treinadores José Luís Mendes e Bruno Travassos. As equipas disputavam os seus jogos caseiros no pavilhão do Dominguiso, tendo chegado a ser equacionada a construção de um pavilhão desportivo na Boidobra, mas que nunca se concretizou, com a vila a dispor apenas de um ringue polidesportivo.

Após o final da equipa de futsal o clube apostou noutras modalidades como ciclismo, matraquilhos, basquetebol, ténis de mesa entre outros, não esquecendo o futebol, com a equipa a participar em torneios da região, realizando ainda várias atividades recreativas. Na época de 2018/19 a Boidobra voltou a ter a uma equipa de futebol sénior no campeonato distrital quinze anos depois da sua última participação, a época não correu tão bem como o esperado, tendo a equipa terminado o campeonato em último lugar sem qualquer ponto conquistado, e vendo-se obrigada a disputar os seus jogos caseiros no Complexo Desportivo da Covilhã, até que as obras no Campo 8 de Dezembro ficassem concluídas, o que aconteceu na época seguinte, com a equipa a poder voltar a jogar no seu campo e contar assim com um maior apoio das gentes da vila, neste clube que essencialmente joga por desportivismo e pela terra. A nova incursão pelo futebol distrital durou até temporada de 2022/23, com o clube a optar por suspender a modalidade por motivos relativos às dificuldades em constituir um plantel, e por estar a aguardar a instalação de um relvado sintético no seu campo.

Com uma variedade de atividades desportivas, recreativas e culturais, o Estrela do Zêzere é um dos principais pontos de convívio da vila, movimentando principalmente a população mais jovem.

Clube Recreativo e Beneficente de Salvador | Associação Amigos de Salvador

Fundação: 1979
Localidade: Salvador, Penamacor
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol de Salvador

É na aldeia de Salvador, a cerca de 15 km da vila de Penamacor, que são originarias estas duas colectividades, de tempos diferentes mas com os mesmo objetivos, a promoção da cultura e do desporto na freguesia. Começando pelo inicio do futebol popular na décadas de '50 e '60, a gente de Salvador aderiu à modalidade na altura com muito poucos recursos para a sua prática.

A primeira associação a surgir na terra é o "Clube Recreativo e Beneficente de Salvador", fundado em Junho de 1979, que deu início às suas actividades de âmbito recreativo, cultural, e mais tarde também desportivo, nomeadamente com o atletismo e com o futebol, em ambas modalidades o clube obteve sucesso, com participações em torneios concelhios e regionais, tornando conhecida a equipa de futebol de Salvador, um clube que chegou a ter cerca de 500 associados, um número considerável tendo em conta a dimensão da localidade.

No entanto a vida desta colectividade foi curta, devido ao desinteresse das direcções que se seguiram, e que não fizeram nada pela continuação da actividade no clube, o mesmo acabou por cair em inactividade no ano de 1986, desaparecendo assim um dos meios mais importantes que a juventude salvadorense tinha para os seus tempos livres, e também a toda população.



Fundação: 2009
Localidade: Salvador, Penamacor
Modalidade: Futsal
Casa: Polidesportivo de Salvador

Mas o ânimo associativo haveria de ressurgir em Salvador, quando décadas depois, no ano de 2009 é criada a "Associação Amigos de Salvador", pela vontade de um grupo de 25 pessoas, que pretendia dar uma ajuda em algumas actividades que já se realizavam na aldeia, e avançar com a realização de outras, assumindo-se assim como entidade organizadora das atividades da terra.

Na parte desportiva o antigo campo de futebol, local onde entretanto já tinha sido construido um ringue polidesportivo, recebeu obras de reabilitação para o inicio da prática de futsal, trazendo de volta o desporto. Esta associação tinha como sede as instalações do antigo Clube Recreativo e Beneficente de Salvador, e passou a ser o principal dinamizador da localidade, com a realização de todo o tipo de atividades, tendo participado regularmente em torneios de futsal um pouco por toda região, fazendo de Salvador uma terra viva e com movimento social. 
 
Nos últimos anos a equipa de Salvador venceu por duas ocasiões (2017 e 2018) o conhecido torneio 24h de futsal em Penamacor, numa equipa apoiada pela Junta de Freguesia. Entretanto a associação tinha já entrado em inactividade devido a uma vazio directivo, e só em 2025 entrou uma nova direção que reviveu o clube através da realização de eventos e atividades recreativas.

Clube Académico do Fundão

Fundação: 1974
Localidade: Fundão
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal do Fundão

O Académico do Fundão é, a par da Associação Desportiva do Fundão, um dos clubes mais emblemáticos da sua cidade, foi quem mais apostou no futebol de formação durante largos anos, sendo atualmente o único clube de futebol no Fundão, com equipas nas camadas jovens e também no escalão sénior, que competem nos campeonatos distritais.

Na década de '60, antes deste clube nascer oficialmente, a juventude da então vila já ia formando pequenos grupos para jogar futebol amador, alguns alunos do Externato de Santo António e da Escola Industrial (estabelecimentos de ensino secundário no Fundão) juntamente com outros não estudantes, criavam equipas que realizavam jogos amigáveis contra outras localidades, não só de futebol, mas também no à altura futebol de salão. As equipas vestiam de negro e davam-se pelo nome de "Associação Académica do Fundão", por serem também eles uma equipa de estudantes.

É em 1974 que aparece oficialmente o "Clube Académico do Fundão", por iniciativa dos senhores Francisco José Figueira Tavares e um grupo de fundanenses, na maioria jovens, que queriam declaradamente "fazer frente" à histórica Desportiva do Fundão, que nos últimos anos não dava apoio aos jovens noutras modalidades desportivas sem ser o futebol, sendo o clube alvo de utilização política e não desportiva. O Académico começou então com várias modalidades, querendo marcar a diferença e dar aos jovens mais liberdade desportiva, o clube teve equipas de basquetebol, masculino e feminino, atletismo, futebol, hóquei em patins, futebol de salão, xadrez, pingue-pongue, andebol, tiro, entre outras, sendo um clube virado para todos, mas principalmente para os mais jovens. No futebol destaca-se a organização de um torneio inter-aldeias em 1976, que contou com muitas equipas do concelho do Fundão, e no final da década surge também com equipas nas camadas jovens a nível distrital.

Ao longo dos anos o clube aderiu a outras iniciativas e passou também por muitas dificuldades ao nível da sede social e até directivas, tendo andado sempre com a casa ás costas devido à falta de apoio por parte dos vários executivos camarários, que durante décadas se esqueceram da grande função do clube que foi formar jovens atletas retirando-os de vícios, o que Fundão durante muitos anos foi um flagelo, tendo o clube feito o trabalho do estado a quem cabia essa tarefa. O futebol teve depois um grande destaque, com a estreia de uma equipa sénior no campeonato distrital de Castelo Branco na época de 1986/87, onde competiu depois nas duas temporadas seguintes.

Os anos que se seguem são de afirmação para o Académico do Fundão, que começou a apostar mais no futebol de formação onde se viria a tornar uma referência na cidade, sobretudo após a Desportiva do Fundão ter deixado o futebol de formação para se dedicar apenas ao futsal. A época de 2013/14 marca o regresso dos "academistas" ao futebol sénior e ao campeonato distrital, aproveitando os jovens da formação e outros jogadores com carreira já feita e que tinham passado pelo clube. A equipa obteve resultados positivos, como um 4.º lugar na temporada de 2015/16. A época de 2018/19 foi última da equipa sénior, voltando o clube a apostar somente na formação. O regresso ao futebol sénior acontece depois na temporada de 2021/21, onde conseguiu logo a conquista de dois títulos, ao vencer a 2.ª Divisão Distrital e a Supertaça, foi ainda finalista da Taça de Honra em 2022/23 e vice-campeão distrital 2023/24, esta que foi a sua melhor classificação de sempre no distrital.

Actualmente o clube continua muito ligado ao futebol de formação onde compete em todas as categorias, e tem ao longo dos anos conquistado inúmeros títulos em vários escalões, e participado em campeonatos nacionais, sendo já uma referência a nível distrital, para além disso deu nos últimos anos oportunidade aos jovens da sua formação em seguirem a carreira nos seniores, na equipa que é quase na sua totalidade composta por jogadores formados no clube, sendo o Académico uma das poucas equipas onde os jogadores não recebem qualquer tipo remuneração, jogando apenas por amor à camisola, sendo por isso um clube com uma identidade única e um dos mais representativos da cidade do Fundão.

Beira Baixa United Clube

Fundação: 2014
Localidade: Idanha-a-Nova
Modalidade: Futebol
Casa: Complexo Desportivo das Termas de Monfortinho

O Beira Baixa United é um clube que nasceu de um projecto inovador do dirigente desportivo João Serra, e que surgiu no âmbito de uma dissertação de mestrado em Gestão de Empresas, realizado na Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova, que incidia sobre a criação de um "clube-empresa". O mesmo baseou-se na criação de uma equipa de futebol feminino sediada na vila de Idanha-a-Nova, e que reúne jogadoras dos concelhos da região que representa.

Apesar do clube estar oficialmente sediado em Idanha-a-Nova, a equipa realizava os seus treinos e jogos em Castelo Branco, nos campos da zona de lazer, e por vezes também no Estádio Municipal de Idanha-a-Nova, devido ao facto de as atletas se encontrarem em vários pontos do distrito, porém a equipa fixou-se depois nas instalações do Complexo Desportivo das Termas de Monfortinho, sediado na freguesia de Monfortinho em Idanha-a-Nova.

Este é um clube único no distrito de Castelo Branco, visto ser o primeiro a apostar exclusivamente no futebol feminino, tendo a equipa participado nas competições nacionais femininas, nomeadamente no Campeonato Nacional de Promoção, escalão correspondente à segunda divisão da modalidade. Apesar das dificuldades em encontrar atletas, e até adapta-las ao futebol de 11 (visto que muitas vinham do futsal), a equipa manteve-se com boas prestações nos patamares nacionais onde competiu durante três épocas consecutivas, de 2014/15 a 2016/17. Destaque também para a participação da equipa num torneio internacional de futebol feminino em França e de jogos amigáveis com equipas espanholas.

Apesar da sustentabilidade do projecto, a equipa de futebol feminino foi suspensa em 2017, numa reestruturação do clube que pretendia apostar nas camadas de formação, com a criação de uma academia, ficando em aberto a possibilidade do regresso da equipa sénior de futebol feminino, que apesar do curto tempo da sua existência foi já um marco histórico para o desporto na região. No entanto o clube acabou por ficar inactivo e nunca mais teve qualquer tipo de atividade.