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União Desportiva Cariense

Fundação: 1977
Localidade: Caria, Belmonte
Modalidade: Futebol e Futsal
 
Com sede na vila de Caria, o Cariense é uma das coletividades desportivas mais importantes do seu concelho, esteve largos anos em competição no campeonato distrital de futebol, e mais recentemente apostou no futsal, onde foi campeão distrital várias vezes, competindo durante alguns anos nos campeonatos nacionais.

O futebol em Caria começou na década de '20, quando um grupo de jovens se juntou para criar uma equipa, e começar a representar a localidade em partidas de futebol contra outras equipas da região, foi então que este grupo decidiu construir um campo próprio, o jogo inaugural aconteceu em 1924 e teve como adversário o "Grupo Desportivo Cova da Beira", do Fundão, o campo era já conhecido como campo de Santo Antão, situado ao lado da capela homónima, nos arredores da vila. Nos anos seguintes o futebol continuou através de outras equipas, como o "Foot-ball Club Cariense", que na década de '40 teve uma grande atividade desportiva, em jogos contra várias equipas da zona.

É já no pós-25 de Abril que se constitui legalmente em Caria a primeira colectividade desportiva, no dia 7 de Outubro de 1977 nasce assim a "União Desportiva Cariense", fruto de um grupo de jovens da terra que já vinham a praticar futebol de forma amadora, e que criaram um clube para poderem inscrever a equipa nas competições federadas na época de 1977/78, tanto que o Cariense logo no mês seguinte à sua fundação realiza o seu jogo de estreia no campeonato distrital de futebol, nessa temporada a equipa tem uma boa prestação, terminando a meio da tabela. Na época de 1979/80, o Cariense acaba o campeonato nos últimos lugares, e vê a sua equipa ser relegada para a recém criada 2.ª Divisão Distrital, patamar onde competiu nas duas temporadas seguintes. Em 1981/82 a equipa sagra-se vice-campeã distrital da 2.ª Divisão, e consegue a subida para o patamar principal, onde se manteria a competir nas décadas seguintes.

Os resultados do Cariense foram sendo cada vez melhores, e a equipa começou a afirmar-se no distrital, em 1984/85 alcança o 3.º lugar no campeonato e em 1986/87 sagra-se vice-campeã distrital, em virtude de nessa altura se ter dado um alargamento do número de equipas no Campeonato Nacional da Primeira Divisão, as restantes divisões inferiores tiveram também de incluir mais equipas, o que fez com que tivessem de subir aos nacionais mais equipas dos campeonatos distritais para além dos campeões, com o Cariense a beneficiar de ter sido segundo classificado, e assim participar na III.ª Divisão Nacional na época de 1987/88, nessa que foi a primeira e única participação do clube numa prova nacional, visto que a equipa haveria de terminar em último lugar da sua série e ser relegada de novo para o distrital. Nas épocas seguintes a equipa continuou a ser um dos principais candidatos ao titulo, sagrando-se vice-campeã distrital nas épocas de 1988/89 e 1989/90.

Na temporada de 1990/91 o Cariense ainda consegue o 3.º lugar e conquista o seu primeiro titulo ao vencer a Taça de Honra, nos anos seguintes obtém boas classificações no cimo da tabela, mantendo-se em competição durante toda a década de '90 no campeonato distrital até abandonar o futebol sénior em 1999/00. Nesse ano de paragem o clube dedicou-se apenas ao futebol de formação, onde já vinha tendo equipas nos anos anteriores. O futebol sénior regressa a Caria logo na época de 2001/02, agora com a equipa a ter de começar por baixo, na 2.ª Divisão Distrital, onde no ano do seu regresso consegue uma posição a meio da tabela. O objectivo do clube era voltar ao escalão principal, onde tinha competido durante tantos anos, e que acabou por conseguir na época de 2002/03, com o Cariense a sagrar-se campeão distrital da 2.ª Divisão, numa grande campanha onde lutou pelo titulo até ao fim com o vizinho Belmonte. Porém o regresso à 1.ª Divisão Distrital pouco durou, mesmo tendo conseguido posições cimeiras nos dois anos seguintes, a época de 2004/05 foi mesmo a última do Cariense no futebol, que por questões financeiras suspendeu a modalidade.

Seguiu-se uma nova fase, com o Cariense a apostar no futsal, modalidade onde já tinha tido uma equipa sénior feminina, que nas épocas de 1999/00 e 2000/01 competiu no campeonato distrital (e que teria depois um curto regresso em 2015/16). Na temporada de 2006/07 dá-se a estreia da equipa sénior masculina no distrital, e nos anos seguintes uma aposta também em algumas equipas nas camadas jovens. A equipa sénior foi conseguindo modestas posições nos primeiros anos de competição, até que na época de 2009/10 atinge pela primeira vez a fase do play-off de apuramento do campeão, classificando-se em 3.º lugar. Inicialmente o Cariense realizava os seus jogos caseiros no pavilhão de Belmonte, visto que a construção de um pavilhão em Caria, que era uma obra à muito aguardada na vila, ainda estava longe de se concretizar. Em Dezembro de 2010 é finalmente inaugurado o Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Caria, infraestrutura que veio permitir ao Cariense a possibilidade de realizar os seus jogos em casa, assim como expandir a sua academia de futsal com cada vez mais equipas nos escalões de formação.

A nova casa trouxe sucesso à equipa, após nova presença no play-off em 2010/11, o Cariense acaba por se sagrar campeão distrital de futsal em 2011/12, titulo que dava acesso à subida da equipa para os campeonatos nacionais, porém o clube teve de recusar a sua presença nos nacionais por não ter apoios financeiros suficientes por parte da autarquia de Belmonte, sendo que essa recusa foi punida pela Federação Portuguesa de Futebol com dois anos de suspensão das provas nacionais. Como o Cariense queria manter o clube vivo e em atividade, inscreveu a equipa novamente no campeonato distrital, e acabou por vencer outra vez o campeonato na época seguinte, desta vez apesar de já ter apoios financeiros, o clube estava impedido de subir em virtude da punição que lhe tinha sido imposta. Na temporada de 2013/14 o mesmo se repete, com a conquista de mais um titulo, o Cariense tornava-se assim num insólito tri-campeão distrital, troféu ao qual juntou ainda a Taça de Honra desse ano.

Desta vez o clube já estava em condições de subir, e a equipa estreia-se na II.ª Divisão Nacional de Futsal na temporada de 2014/15. A equipa conseguiu manter-se nos campeonato nacionais durante alguns anos, lutando pelos lugares cimeiros, até que em 2020/21 acabou por não conseguir a manutenção tendo sido relegado para os distritais. De volta ao distrital o Cariense fez a "dobradinha", ao conquistar o campeonato e a Taça de Honra, porém acabou por não conseguir a subida na fase de acesso os nacionais, mas após o incumprimento dos requisitos por parte de outras equipas para participar na prova, o clube foi convidado a subir e assim regressou à III.ª Divisão Nacional. No entanto a equipa acabou por não conseguir a manutenção sendo de novo relegada para o distrital.

O Cariense é já uma bandeira do futsal na região, onde para além da equipa sénior tem também camadas jovens em vários escalões. Pelo seu passado no futebol, e o seu presente percurso no futsal, é um dos históricos do desporto no concelho de Belmonte, e a principal coletividade da vila de Caria.


Outros emblemas referenciados:

Emblema do Foot-ball Club Cariense

Sporting Clube da Covilhã

Fundação: 1923
Localidade: Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
 
O Sporting da Covilhã é o clube de futebol mais bem sucedido do distrito de Castelo Branco e um dos mais antigos, tendo marcado presença na Primeira Liga durante várias épocas, e numa final da Taça de Portugal. Foi uma presença regular nas competições profissionais durante muitos anos, sendo uma das principais bandeiras da cidade da Covilhã e de toda a região da Beira Interior.
 
Na cidade da Covilhã, terra com um grande passado industrial na área dos lanifícios, começaram a surgir os primeiros clubes desportivos nos inícios da década de '20, já o futebol caminhava para uma popularidade que se ia alastrando por todo o país, o entusiasmo por este desporto levou a que fossem formadas algumas equipas, como "Montes Hermínios Sport Club", "Victória Luso Sporting", "União Desportiva da Covilhã" ou o "Estrela Foot-ball Club", este último que em 1923 por uma grande ligação que existia entre alguns dos seus elementos com figuras do Sporting de Clube de Portugal, veio a dar origem ao "Sporting da Clube da Covilhã", como filial oficial N.º 8 do clube lisboeta.
 
O então denominado campo da Várzea era o terreno usado pela maioria das equipa covilhanenses para os jogos amigáveis, mais tarde deu-se a construção de um campo de jogos na cidade, chamado Campo do Alto do Hospital, que teve como grande impulsionador José dos Santos Pinto, tendo mais tarde o Sporting da Covilhã, a titulo póstumo, dado o seu nome ao campo em forma de homenagem, e que se mantém até aos dias de hoje. Os primeiros anos do clube no futebol foram em partidas amigáveis contra outras equipas da cidade e da região, visto que no distrito ainda não existia nenhuma competição oficial, para colmatar essa lacuna, no inicio de 1936 os clubes da cidade decidiram organizar a "Liga de Futebol da Covilhã", disputada entre si. Ainda nesse ano viria a ser criada a Associação de Futebol de Castelo Branco, da qual o Sp. da Covilhã foi um dos dez clubes fundadores, a primeira prova oficial realizada foi a Taça de Castelo Branco, disputada apenas entre o Sport Lisboa e Castelo Branco e o Sp. da Covilhã, com os serranos a levarem a melhor. Na época de 1936/37 dá-se inicio ao Campeonato Distrital de Castelo Branco, que o Sp. da Covilhã viria a dominar por completo, conquistando o titulo nas primeiras onze edições da prova, de 1936/37 até 1946/47.
 
Nessa altura, como o número de clubes em competição no campeonato distrital era muito reduzido, as próprias competições tinham uma curta duração, pelo que as equipas campeãs distritais competiam simultaneamente no distrital e na II.ª Divisão Nacional na mesma temporada, o Sp. da Covilhã foi assim ficando conhecido a nível nacional pelas suas prestações, tendo na época de 1947/48 se sagrado campeão nacional da II.ª Divisão, e assim conseguir a subida para o principal patamar do futebol em Portugal, a Primeira Divisão, onde viria a competir nos anos seguintes. A jogar entre os maiores clubes nacionais, o Sp. da Covilhã foi conquistando o seu espaço, com ajuda financeira de alguns dos industriais da cidade, e da grande dedicação dos dirigentes do clube, o Covilhã conseguiu bater-se de igual com as outras equipas, contado também com a vantagem da localização do seu campo, nas alturas da Serra da Estrela, e pelas baixas temperaturas, que era considerado por muitos como o campo mais difícil de visitar. As melhores classificações da equipa foram o 6.º lugar nas épocas de 1949/50, 1950/51 e 1951/52, e um 5.º lugar em 1955/56, a sua melhor classificação de sempre na Primeira Divisão, ficando logo atrás de Sporting, Belenenses, Benfica e Porto.
 
Na época de 1956/57, a equipa termina o campeonato em 13.º lugar, acabando assim por ser relegada para a II.ª Divisão, no entanto nessa mesma temporada o clube atingiu um dos maiores feitos desportivos da sua história, ao chegar à final da Taça de Portugal, com brilhantes prestações ao longo da prova, como a eliminação do Porto nos quartos-de-final, já na final no Estádio do Jamor, o Covilhã acabou por perder o troféu para o Benfica, numa derrota por 3-1, mas que deixou uma boa imagem da formação covilhanense. Já com o mérito desportivo que veio a conquistar ao longo dos anos, o Covilhã partia para a época de 1957/58 como um dos favoritos à vitória na II.ª Divisão, onde de facto veio a sagrar-se campeão, e assim marcar o seu regresso à Primeira Divisão. Longe das prestações de anos anteriores, mas com a mesma garra que sempre o caracterizou, o Covilhã conseguiu manter-se entre os grandes do futebol nacional, mas ao fim de quatro épocas a equipa viria novamente a descer para a II.ª Divisão, patamar onde jogou nos anos seguintes, e de onde viria a descer para a III.ª Divisão Nacional em 1968/69.
 
Os anos que se seguem são de alguma instabilidade a nível competitivo, fruto também da grave crise que o sector têxtil atravessava, este que era um dos principais patrocinadores do clube, com a equipa a oscilar entre a II.ª e III.ª Divisões, até se estabelecer no segundo escalão no final da década de '70. Após alguns anos a lutar pelos lugares cimeiros, o Covilhã finalmente consegue o seu objectivo em 1984/85, ao ser vice-campeão da II.ª Divisão e alcançar assim a subida à Primeira Divisão, mais de vinte anos após a sua última presença naquele escalão. A época de 1985/86 trouxe o Covilhã de regresso ao convívio com os grandes, numa temporada em que a equipa não conseguiu atingir a manutenção, tendo sido despromovida após ficar em último lugar. Logo na época seguinte o Covilhã sagra-se campeão da II.ª Divisão, e consegue uma nova promoção para a Primeira Divisão, mas o regresso ao campeonato nacional não seria muito bom a nível de resultados, com a equipa a terminar em último lugar e a descer novamente de divisão, nessa que seria a sua última temporada no principal escalão do futebol português.
 
Em 1990 foi criada a Liga de Honra, um campeonato de carácter profissional que passaria a ser o segundo escalão, substituindo a II.ª Divisão que passaria a ser conhecida como II.ª B, no entanto o Sporting da Covilhã não conseguiu marcar presença na estreia da Liga de Honra, ficando a apenas um ponto da subida. O clube passou assim quase toda a década de '90 a competir na II.ª Divisão B, e chegou até a cair na III.ª Divisão em 1992/93. Apenas na temporada de 1996/97 o clube faz a sua estreia na Liga de Honra, mas desce de divisão logo nesse ano. Em 1998/99 sagra-se campeão nacional da II.ª Divisão B e regressa de novo à Liga de Hora, de onde volta a ser despromovido. O Covilhã passaria os próximos anos a lutar por se estabelecer no futebol profissional, com algumas descidas e subidas de divisão, contando com mais algumas presenças na Liga de Honra em 2002/03, 2003/04 e 2005/06, tendo conquistado por mais duas vez o título de campeão nacional da II.ª Divisão B em 2001/02 e 2004/05.
 
Entretanto o Estádio Municipal José dos Santos Pinto já vinha a acumular alguma degradação das suas infraestruturas ao longo dos anos, e a equipa teve de se mudar para o recém inaugurado Complexo Desportivo da Covilhã, nesta sua nova casa viria a jogar nos nove anos seguintes. Em 2014 por vontade dos sócios do clube, foi aprovado o regresso da equipa ao mítico Estádio Santos Pinto que recebeu obras de beneficiação para poder estar apto a receber jogos das competições profissionais, o Covilhã regressava assim a um estádio histórico onde tantos sucesso teve no passado.
 
Mas nem só de futebol viveu o clube, na época de 2008/09 o Sporting da Covilhã aposta pela primeira vez numa equipa sénior de futsal, e estreia-se no campeonato distrital. Após um 3.º lugar na primeira temporada, a equipa é vice-campeã no ano seguinte, e em 2010/11 acaba mesmo por vencer o campeonato distrital, juntado-lhe a conquista da Taça de Honra, fazendo assim a "dobradinha" distrital. Em 2011/12 o Covilhã disputa a III.ª Divisão Nacional de Futsal, onde as coisas não correram tão bem, a equipa acaba no penúltimo lugar, nessa que foi a sua última temporada, com o clube a optar por suspender a modalidade.
 
Continuando com o futebol, em 2007/08 o Covilhã sagra-se vice-campeão da II.ª Divisão B e consegue uma nova subida para a recém nomeada Segunda Liga, uma subida definitiva, visto que a equipa se conseguiu estabilizar de vez nesta patamar, onde se manteve durante quinze épocas, pelo meio teve altos e baixos, desde épocas em que lutou pela manutenção até à última jornada, e outras em que chegou a liderar o campeonato ficando muito perto de subir para a Primeira Liga, como por exemplo a grande campanha da época de 2014/15 que terminou com a equipa no 4.º lugar.
 
Destaque ainda para a equipa "B" do Sporting da Covilhã, que se estreou no campeonato distrital de Castelo Branco em 2015/16, uma equipa que tinha como objectivo principal dar oportunidade aos juniores e outros jogadores menos utilizados, e que acabou mesmo por ganhar o campeonato distrital e ser finalista da Taça de Honra, mas após criticas de outros clubes do distrito, que condenavam a subida do Sp. Covilhã "B" aos nacionais por este usar jogadores profissionais, e assim estar em vantagem em relação às outras equipas, o clube acabou por prescindir da subida de divisão e terminar com a equipa "B", e regressaria apenas com este projecto na época de 2019/20, mantendo os objectivos de progressão dos jogadores jovens. O futebol de formação tem também sido uma aposta do clube ao longo da sua história, com equipas em todos os escalões e a conquista de títulos a nível distrital
 
Na época de 2022/23, no ano em que comemorava o seu centenário, e depois de uma temporada menos conseguida, o Sporting da Covilhã acabou por descer de divisão, após quinze anos consecutivos a competir na Segunda Liga, onde a era a equipa que há mais anos se encontra neste escalão, sendo relegada para a Liga 3, onde tem como objetivo voltar ao futebol profissional.
 
Pela sua enorme história, o Sporting da Covilhã é sem sombra de dúvida o maior clube de futebol da região, conta ao todo com quinze presenças na Primeira Liga e com largos anos de presenças no futebol profissional, sendo por isso a equipa mais representativa do distrito de Castelo Branco.

Sport Benfica e Castelo Branco

Fundação: 1934
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal Vale do Romeiro

O Benfica e Castelo Branco é o principal clube da cidade capital de distrito, onde é uma das equipas mais antigas em competição, com várias décadas de participação nos campeonatos nacionais incluindo uma passagem pelo futebol profissional. Tem levado o nome de Castelo Branco um pouco por todo o país, não só com a equipa sénior mas também nas camadas jovens, sendo a principal colectividade desportiva da sua cidade.

A génese do atual Sport Benfica e Castelo Branco remonta a Fevereiro de 1934 quando foi fundado na cidade um clube denominado "Onze Vermelho Albicastrense". Ao contrário do que tem sido escrito ao longo dos anos, o Onze Vermelho Albicastrense não foi criado a 24 de Março de 1924, data essa que está até hoje associada à fundação do SBCB, a realidade é que essa data de fundação pertence a outro clube. No inicio da década de '20 foi criado na cidade, um clube denominado "Sport Lisboa e Castelo Branco", que então era já uma delegação oficial do Sport Lisboa e Benfica, este clube foi criado por um grupo de jovens benfiquistas e entusiastas do futebol, desporto então em crescimento, e já praticado por algumas equipas. Os primeiros anos não foram fáceis, a falta de um campo na cidade fazia com que as partidas amigáveis, contra outros clubes que iam aparecendo, se tivessem de realizar em plena Devesa, no centro da cidade. Depois de em 1926 inaugurar uma sede própria, em 1927 o clube decide construir um campo a expensas suas, deu-se então a compra de um terreno para o efeito, mas como o clube ainda não estava legalizado teve de o fazer, e recorrendo aos estatutos do próprio SL Benfica, é nesse ano registado no Governo Civil a "Delegação da Associação de Recreio «Sport Lisboa e Benfica»" com sede em Castelo Branco. O campo chegou a ser inaugurado num jogo entre as equipas do Sport Lisboa e Castelo Branco e o Sacavenense, que os albicastrenses venceram por 3-0.

Este Sport Lisboa e Castelo Branco terá existido durante mais alguns anos, até desaparecer por volta de 1930, mas como a paixão dos jovens albicastrenses pelo Benfica e pelo futebol ainda se fazia sentir, foi em Fevereiro de 1934 criado o "Onze Vermelho Albicastrense", na altura filial N.º 30 do Sport Lisboa e Benfica, este clube sim se pode considerar o verdadeiro fundador do atual SBCB, porque o mesmo nunca esteve inactivo e foi-se modificando ao longo dos anos até se tornar no atual Benfica e Castelo Branco, sendo por isso 1934 o verdadeiro e legitimo ano da fundação do clube.

O Onze Vermelho Albicastrense fez parte duma grande onda de aparecimento de equipas na cidade, nesse mesmo ano nascem também o Grupo Desportivo da Associação Académica Albicastrense, o Sporting Clube de Castelo Branco, o Clube de Futebol «Os Albicastrenses» entre outros. O Onze Vermelho ia realizando jogos amigáveis, tanto em Castelo Branco como fora. O desenvolvimento desportivo na cidade e na zona norte do distrito levou à reunião de alguns clubes para a criação da Associação de Futebol de Castelo Branco em 1936, sendo o Onze Vermelho Albicastrense um dos seus dez fundadores. Em Junho desse ano foi aprovado em assembleia geral do clube a mudança de nome para "Sport Lisboa e Castelo Branco", uma das razões apontadas para esta alteração deveu-se à conotação política que palavra "vermelho" tinha num período em que em Portugal vigorava o fascismo, dai que o próprio Benfica em Lisboa ficou conotado como os "encarnados" para evitar o uso da palavra vermelho, muito associada ao comunismo.

A primeira prova organizada pela recém criada AFCB é a Taça de Castelo Branco, disputada a duas mãos entre o Sporting da Covilhã e o Sport Lisboa e Castelo Branco, em que os covilhanenses levariam a melhor. Na época de 1936/37 tem inicio o campeonato distrital de futebol, dividido em duas séries, a Zona Norte para as equipas da Covilhã e a Zona Sul para as de Castelo Branco, e o mesmo contou com a participação do Sport Lisboa e Castelo Branco, que nos anos seguintes seria presença regular na prova. Na temporada de 1937/38 o Castelo Branco vence a sua série e disputa o jogo de atribuição de campeão distrital, que acabaria por perder para o Sporting da Covilhã, apesar disso o Castelo Branco como finalista distrital ganharia também acesso a jogar na II.ª Divisão Nacional ainda nessa mesma época. Nessa altura subia mais que uma equipa para os nacionais, onde existia uma série só para a Beira Baixa, o que fez com que o Castelo Branco mesmo nunca se tendo sagrado campeão distrital nos primeiros, tivesse tido algumas presenças na II.ª Nacional, isto até à temporada de 1946/47.

Já desde 1946 que havia a ideia de criar um clube mais forte em Castelo Branco, sem preferências clubísticas e capaz de ombrear com os melhores do distrito, para isso foi feita uma proposta por parte do Sport Lisboa e Castelo Branco ao Sporting de Castelo Branco e aos «Albicastrenses», com vista a uma fusão dos três principais clubes da cidade, «Os Albicastrenses» terá rejeitado a proposta tendo desaparecido pouco depois, já o Sp. Castelo Branco ao que tudo indica terá aceite a fusão, sendo assim o Sport Lisboa e Castelo Branco altera em 1948 a sua denominação para "Associação Desportiva de Castelo Branco", dando inicio a esse projecto de um clube único na cidade, a equipa usava um emblema inspirado no brasão do município e equipava de vermelho e preto. Logo na temporada de 1948/49 a AD Castelo Branco aparece a competir na II.ª Divisão Nacional, ocupando a vaga do seu antecessor Sport Lisboa e Castelo Branco, esta equipa ainda terá durado mais uns anos, e jogou nos nacionais até à época de 1951/52, mas os fracos resultados e prestações da equipa demonstravam que a ideia da criação de um "grande" clube na cidade tinha fracassado, pelo que foi decidido em assembleia geral voltar a adoptar a sua designação anterior, e assim em 1952 altera o nome para "Sport Benfica e Castelo Branco" que se mantém até hoje. Por curiosidade, este nome foi registado da forma errada, porque sendo o clube uma filial oficial do SL Benfica, o seu nome deveria ter respeitado os estatutos do clube, que determinavam que os nomes das suas filiais seriam "Sport (nome da cidade) e Benfica", tendo Castelo Branco ficado colocado de maneira inversa.

Já como Benfica e Castelo Branco a equipa regressa de imediato à competição, e a mudança de nome parece ter trazido sorte, visto que o clube parte para uma década de '50 cheia de sucesso desportivo, competindo simultaneamente todas as épocas no campeonato distrital e na III.ª Divisão, o clube sagra-se campeã distrital por várias épocas consecutivas, nomeadamente: 1953/54, 1954/55; 1955/56; 1956/57, 1957/58 e 1958/59, afirmando-se como uma das equipas dominantes do futebol distrital, visto que por essa altura o Sporting da Covilhã apenas disputava o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão. Na temporada de 1959/60, o Benfica e Castelo Branco conseguiu atingir um dos pontos mais altos da sua história até então, ao sagrar-se pela primeira vez campeão nacional da III.ª Divisão, o jogo da final disputou-se em Leiria contra o Sacavenense tendo os albicastrenses ganho por 2-1. Entretanto em 1956 foi inaugurado o campo muncipal Vale do Romeiro, dia que contou com os  jogos entre o Benfica e Castelo Branco e Sacavenense, e Sporting da Covilhã contra Sport Lisboa e Benfica.

Seguiram-se três temporadas com a equipa a disputar unicamente a II.ª Divisão Nacional, na primeira delas, em 1960/61, o Benfica consegue a sua melhor classificação, conquistando um 4.º lugar, na época seguinte fica-se pelo meio da tabela, e depois em 1962/63 acaba mesmo por terminar o campeonato em penúltimo lugar sendo relegada para a divisão inferior. A temporada de 1963/64 tem o Benfica e Castelo Branco a jogar não só na III.ª Divisão Nacional como também no campeonato distrital, onde acaba por se sagrar campeão, num ano em que apenas teve a equipa do Minas da Panasqueira como adversário, visto que o distrital atravessava nessa década uma crise com a falta de participantes, que levou a que a competição não se realiza-se em alguns anos.

O clube acabaria por competir na III.ª Divisão até à temporada de 1965/66, ano em que foi despromovido para o campeonato distrital. O problema é que agora a FPF apenas permitia a participação na III.ª Divisão a equipas vencedoras do respectivo campeonato distrital, e o de Castelo Branco já não tinha sido realizado no ano anterior por falta de equipas, e em 1966/67 também não se iria realizar pelo mesmo motivo, tendo a equipa ficado uma temporada sem competição. Na época de 1967/68 apenas haviam três equipas inscritas (incluindo o Benfica e Castelo Branco) para disputar o campeonato distrital, mas pelo regulamento, o campeonato só se podia realizar com um número mínimo de quatro participantes, e como o Benfica queria voltar à competição e não ficar mais um ano parado, um grupo de sócios do clube decidiu, a poucos meses do início da prova, criar um novo clube chamado "Desportivo de Castelo Branco". para assim perfazer o número de equipas necessárias para que o distrital se realizasse. O Benfica e Castelo Branco acabou por ver assim cumprindo o seu propósito, e terminou a temporada em primeiro lugar do campeonato distrital, a apenas dois pontos do segundo classificado, que era precisamente o Desportivo de Castelo Branco, no entanto o tiro saiu pela culatra aos "encarnados", pelo que a má inscrição de um jogador seu (no caso o guarda-redes que não tinha a 4.ª classe obrigatória), levou à desclassificação da equipa do Benfica, que teve assim de voltar jogar no campeonato distrital na temporada seguinte.

Em 1968/69 o clube cumpre finalmente o seu objectivo, sagra-se campeão distrital e sobe para a III.ª Divisão, um regresso da equipa ás provas nacionais após alguns anos afastada, no entanto os resultados não corresponderam e o clube acaba depois por terminar o campeonato no último lugar e descer novamente para o distrital. O Benfica e Castelo Branco seguiu para a sua fase mais longa no campeonato distrital, com a equipa a lutar todos os anos pelo titulo mas a ficar-se sempre pelo 2.º lugar, só em 1973/74 haveria ser campeã distrital e subir para os nacionais. Mas a sorte parecia não querer sorrir às "águias beirãs", de novo na III.ª Divisão, a equipa termina novamente nos lugares de descida para o distrital. No entanto a estadia no distrital foi curta, pois logo na época de 1975/76, a equipa é de novo campeã e volta a subir para os campeonatos nacionais, patamar onde se manteria durante as décadas seguintes e até aos dias de hoje, sem junca descer ao distrital.

A equipa conseguiu estabelecer-se nos anos seguintes no campeonato nacional da III.ª Divisão, garantindo a manutenção nas primeiras épocas e obtendo cada vez melhores resultados, em 1978/79 fica em 3.º lugar da sua série e na temporada seguinte em 2.º lugar, posição que lhe valeu a subida para a II.ª Divisão Nacional, quase vinte anos depois da sua última presença neste escalão. Simultaneamente o clube mantinha desde há alguns anos camadas jovens em vários escalões, tendo na sua equipa muitos jovens albicastrenses, nesta altura o clube já era um dos mais representativos do distrito, levando o nome de Castelo Branco por todo o país. Nas temporadas seguintes o Benfica manteve-se a competir na II.ª Divisão, tendo sido despromovido para jogar na III.ª Divisão na época de 1985/86, foi neste escalão que a equipa competiu nos anos que se seguiram, em 1988/89 consegue o 2.º lugar e a respectiva subida de divisão, ainda em 1989 é inaugurado o relvado do estádio Vale do Romeiro (que até ai era pelado), e que teve como jogo de estreia a equipa da casa contra o FC Porto. Houve depois uma reestruturação das competições nacionais, que culminou com a criação da Liga de Honra (Segunda Liga), o que fez com que fosse necessário preencher o campeonato com mais equipas da II.ª Divisão (que adiante passa a ser conhecida como II.ª Divisão B), e o Benfica e Castelo Banco mesmo tendo ficado em 5.ª lugar da sua série, foi promovido para disputar o recém criado campeonato profissional da Liga de Honra.

Foi a mais alta presença da equipa de Castelo Branco no futebol nacional, por essa altura foi também assinado um protocolo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica e Castelo Branco, em que este passava a ser o seu clube satélite, com a cedência de vários jogadores que vieram a contribuir muito para a prestação da equipa albicastrense, que na sua época de estreia na Liga de Honra em 1990/91, alcançou a sua melhor classificação de sempre com um 5.º lugar, a equipa chegou a liderar o campeonato durante algumas jornadas tendo perdido a corrida pelo titulo nas rondas finais. Nas épocas seguintes os resultados não foram tão animadores, o clube obtém o 15.º lugar e no ano seguinte o 18.º posto com a conseguente descida para a II.ª Divisão B, terminava assim a breve passagem dos albicastrenses pelo futebol profissional.

Nas décadas seguintes o clube continuou a ser uma das equipas mais regulares dos nacionais, com algumas descidas e subidas, oscilando ao longo dos anos entre a II.ª Divisão B e a III.ª Divisão, nesta última destacam-se os títulos alcançados em 2000/01, 2003/04, 2.º lugar em 2006/07 e novo titulo em 2011/12, tendo o Benfica e Castelo Branco o recorde de títulos nesta prova, juntamente com o Grupo Desportivo de Bragança, com quatro campeonato conquistados no total. Entretanto foi criado o Campeonato de Portugal numa fusão entre as antigas II.ª e III.ª Divisões, patamar onde o Benfica passou a competir. Nesta nova prova destaca-se a brilhante campanha que a equipa de Castelo Branco fez na época de 2013/14, onde esteve muito perto de subir à Segunda Liga, após dominar a sua série e passar ao play-off de subida, onde acabou por perder no jogo decisivo.

É inegável o grande trajecto desportivo que este clube tem feito ao longo da sua história, sendo considerado um dos grandes do futebol no distrito, a equipa mantém-se a competir no Campeonato de Portugal na esperança de um dia poder regressar à Segunda Liga. A par do futebol, outros desportos mereceram destaque no clube, como o atletismo, o andebol e o futsal feminino, onde teve uma equipa no campeonato distrital nas épocas de 2014/15 e 2015/16. Para além disso o futebol de formação é também uma aposta do clube que tem equipas em todos os escalões com várias presenças nos campeonatos nacionais. Atualmente é a filial N.º 7 do Sport Lisboa e Benfica e uma das mais conhecidas em Portugal. O Benfica e Castelo Branco é um clube com uma grande história e que já conquistou um lugar merecido entre os grandes da região.