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Associação Desportiva Penamacorense

Fundação: 1978
Localidade: Penamacor
Modalidade: Futebol e Futsal
 
Situado em Penamacor, vila e sede de concelho, este clube nasceu da fusão das duas principais colectividades da terra, o Teatro Clube de Penamacor, conhecido como o clube «rico» da vila, e o Clube Desportivo e Recreativo de Penamacor, designado como o clube «pobre». O nome inicial desta nova associação foi "Associação Cultural e Desportiva Penamacorense", no entanto como a colectividade não realizava atividades no campo cultural alterou o nome para "Associação Desportiva Penamacorense", também conhecida pela abreviatura de Adep.
 
Antes deste clube ter sido fundado, o desporto na vila já tinha começado pela mão do CDR de Penamacor (um dos clubes cuja fusão lhe deu origem), e nos anos '50 o futebol começou a despertar com a sua popularização como prática desportiva, naturalmente havia jovens da vila a jogar nos pelados contra as várias aldeias do concelho, mas nunca se estabeleceu uma equipa de futebol própria para competir. Com o surgimento da Adep em finais dos anos '70, o desporto jovem foi dos primeiros a aparecer, com o clube a apostar em equipas nas camadas jovens.
 
O futebol federado sénior no entanto teria a sua estreia apenas na época de 1981/82, com a Adep a estrear-se no campeonato distrital da 2.ª Divisão, onde se manteve em competição durante três épocas tendo abandonado em 1983/84, entretanto o clube dedicou-se apenas ao futebol de formação onde fez uma grande aposta em vários escalões, tornando-se uma referência na região. Mais tarde aventurou-se também no futsal onde na época de 1995/96 teve equipas de iniciados e seniores nos campeonatos distritais. Já o futebol sénior tem o seu regresso na temporada de 1997/98 (no ano da construção do novo Estádio Municipal de Penamacor), e novamente na 2.ª Divisão Distrital, de onde o clube é promovido na época seguinte após conseguir o 2.º lugar, tendo-se mantido no escalão principal durante vários anos, e cada vez com melhores resultados, como um 3.º lugar em 2000/01, 4.º lugar em 2002/03 e 2003/04 e o 2.º lugar em 2004/05. A sua principal conquista chegaria na época de 2005/06 com a equipa a sagrar-se campeã distrital pela primeira vez na sua história, e com a subida à III.ª Divisão Nacional, patamar onde competiu depois durante quatro temporadas, até em 2009/10 ser despromovida para os distritais.
 
O regresso da Adep ao campeonato distrital não podia ter sido melhor, com a equipa a sagrar-se novamente campeã em 2010/11, no entanto a falta de verbas por parte da Câmara Municipal de Penamacor, numa altura em que no país se vivia uma época de crise, fez com que a Adep tivesse não só de abdicar da subida à III.ª Divisão Nacional como também terminar com a equipa de futebol sénior. Apesar disso logo em 2012/13 o clube volta à competição com uma equipa sénior, mas no campeonato distrital de futsal, onde se mantém a competir ininterruptamente durante vários anos, até atingir o seu auge na época de 2023/24, em que foi finalista da Taça de Honra e campeão distrital, subindo à III.ª Divisão Nacional da modalidade, no entanto a equipa foi de novo despromovida para os distritais apor terminar nos últimos lugares.
 
Actualmente o clube tem ainda uma grande aposta nas categorias de formação em futebol e futsal, nesta última onde teve ainda uma equipa sénior feminina nas épocas de 2015/16 e 2016/17. A sua intensa atividade desportiva noutras modalidades e em eventos culturais fazem da Adep um exemplo e uma grande referência desportiva, de Penamacor para todo o distrito de Castelo Branco.

Sport Lisboa e Águias do Dominguiso

Fundação: 1945
Localidade: Dominguiso, Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol do Dominguiso / Pavilhão Gimnodesportivo do Dominguiso

Situado na aldeia de Dominguiso, este clube nasceu no final da II.ª Guerra Mundial, no dia 28 de Outubro de 1945, fundado por simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica, clube do qual se tornaria mais tarde uma delegação oficial. A data inicial da fundação do clube era 1 de Maio de 1938, mas pela crise que a guerra causou no interior do país e por várias outras razões, o clube ficou inativo e teve de ser refundado anos depois.

O Águias do Dominguiso foi um ponto de encontro na localidade da qual é a principal coletividade, e a sua modalidade desportiva mais praticada sempre foi o futebol, com a equipa a disputar os seus jogos caseiros no campo situado perto da praia fluvial do Dominguiso. A prática de futebol a nível amador já vinha de à alguns anos, com a participação da equipa em jogos amigáveis e torneios, mas a incursão pelo futebol federado dá-se na época de 1967/68, com o clube a estrear-se no campeonato distrital, nesse ano a equipa termina no último lugar, e acaba por não participar mais na prova.

O clube continuou a jogar futebol de forma amadora, em jogos amigáveis e nalguns torneios regionais onde participava. Na época de 1976/77 a equipa do Dominguiso volta ao distrital, desta vez com uma participação mais longa. Nos primeiros anos conseguiu posições confortáveis a meio da tabela, mas na época de 1978/79 acabou ficar nos últimos lugares e assim descer para a recém criada 2.ª Divisão Distrital. Apesar de ter lutado nas temporadas seguintes pelos lugares de subida, a equipa manteve-se a competir ininterruptamente no escalão inferior até à época de 1982/83, após a qual o clube abandona o futebol federado. Entretanto o futebol nunca morreu no Dominguiso, com a continuação dos jogos amigáveis, e ainda com algumas equipas nos escalões mais jovens a participar nos distritais, com o clube a dedicar-se também muito ao atletismo.

Mas uma das maiores ambições do Águias, era ter um pavilhão desportivo próprio, onde pudesse praticar outras modalidades e realizar as suas actividades com melhores condições, obra que se veio a concretizar, com o apoio do Sport Lisboa Benfica e da Câmara Municipal da Covilhã, foi assim que em 1999 se deu a inauguração oficial do seu pavilhão, uma obra ambiciosa dum complexo desportivo ao nível dos grandes clubes, com bancadas, balneários, iluminação, restaurante, um bar e sala de impressa, instalações que vieram a beneficiar e muito este clube e também a localidade.

Logo o futsal começou a fazer parte do Águias do Dominguiso, que ao longo dos anos tem vindo a organizar torneios, para além disso o clube mantém também equipas nas camadas jovens a participar nos campeonatos distritais em vários escalões, onde se tem destacado nos últimos anos com a conquista de alguns títulos, sendo a principal modalidade do clube, que tem na formação dos jovens o seu principais objetivo, e onde tem feito um grande trabalho. Enquanto ao futebol, a equipa continua esporadicamente a realizar partidas amigáveis contra vários clubes da região e também em torneios locais.

Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de Penha Garcia | Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Penha Garcia

Fundação: 1980
Localidade: Penha Garcia, Idanha-a-Nova
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol de Penha Garcia

Fundado na vila histórica de Penha Garcia, terra raiana a 480 m de altitude, este grupo surgiu como uma das primeiras coletividades populares na localidade, criado com o objectivo de realizar actividades culturais, recreativas e desportivas. Aproveitando a presença do futebol que já vinha de décadas anteriores, o grupo logo criou uma equipa e começou a realizar jogos amigáveis contra várias equipas de terras vizinhas, entre elas Termas de Monfortinho ou Monsanto.

Nos anos '80 a prática desportiva do clube, que ocupava a sede da Casa do Povo, teve o seu auge com equipas de futebol não só de adultos mas também de crianças, que com a numerosa juventude que havia na altura faziam encontros contra outras terras, as cores do clube eram o preto e o vermelho, as mesmas da freguesia. A coletividade entrou depois num período de inatividade, sendo reativada apenas em 2004 por uma comissão instaladora, que nos anos seguintes dinamizou a terra com várias atividades recreativas, culturais e também desportivas, com participação em provas de BTT, atletismo e torneios de futebol, até que por de volta de 2016 entrou em novamente em inactividade após um vazio directivo. Apesar disso o desporto esteve sempre presente em Penha Garcia através da juventude, com os jogos amigáveis no campo de futebol, e mais tarde de futebol de cinco no ringue polidesportivo.

Fundação: 2015
Localidade: Penha Garcia, Idanha-a-Nova
Modalidade: Futsal
Casa: Polidesportivo de Penha Garcia

O associativismo desportivo em Penha Garcia é depois colmatado com a criação em 2012 do "Polo do Sporting de Penha de Garcia", dependente do Núcleo Sportinguista de Castelo Branco, numa iniciativa de um grupo de sportinguistas de Penha Garcia, que decidiu criar um meio de dinamização cultural, recreativa e desportiva na localidade.

Iniciando as suas atividades em 2013, o grupo logo teve uma grande adesão da população da vila, em atividades como provas de atletismo, jogos tradicionais e torneios de futsal, a direção iniciou depois contactos com o Sporting Clube de Portugal, com vista a este polo ser reconhecido como um núcleo oficial, o que veio acontecer em 2015 com a criação do "Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Penha Garcia", registado como o núcleo N.º 263, e que desde o seu aparecimento passou a tomar conta das atividades desportivas e culturais na freguesia, tendo entre outras modalidades continuado a organizar torneios de futsal que são já uma tradição desta jovem colectividade, que é atualmente um dos principais dinamizadores de Penha Garcia, e cuja sede social, aberta a toda população se situa nas instalações da casa do povo.

Sporting Clube do Fundão | Núcleo do Sporting Clube de Portugal do Fundão

 
Fundação: 1926
Localidade: Fundão
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de S. Marcos
 
O Sporting Clube do Fundão foi fundado no dia 30 de Outubro de 1926, tendo-se tornado a filial N.º 28 do Sporting Clube de Portugal a 3 de Dezembro do mesmo ano. No Fundão já nessa década tinha começado o interesse pelo "desporto rei" com outros clubes, onde se jogava em campos pelados nas redondezas, e juntamente com as outras equipas fundanenses, também o Sporting do Fundão se manifestou para a criação de um campo com melhores condições para a prática desportiva.
 
A equipa do Sporting do Fundão tornou-se uma das melhores da zona e ímpar pela sua qualidade, como um dos principais praticantes de futebol na então vila, o Sporting do Fundão era muitas vezes convidado para vários jogos com outros clubes, para além dos dérbis que realizava localmente, o clube andou quase sempre pelo futebol amador dada a inexistência de competições oficiais. Entretanto os terrenos onde se encontrava o campo em que a equipa jogava, foi cedido para a construção do novo edifício do Seminário do Fundão, tendo sido criado um novo campo situado no Caminho de Vale de Canas, e que dava pelo nome de campo de S. Marcos.
 
Este clube ficou na história como um dos dez fundadores da Associação de Futebol de Castelo Branco em 1936, tendo o Sporting do Fundão participado na primeira edição do Campeonato Distrital de Futebol na época de 1936/37, uma época não muito feliz, em que por não ter campo próprio com condições para jogar, o clube viu-se forçado a disputar os seus jogos caseiros no campo de futebol da Covilhã, facto negativo que se reflectiu nos resultados, com a equipa a acabar assim o campeonato no último lugar, depois disso o clube continuou a realizar outras atividades não tendo participado mais nenhuma vez no campeonato distrital, por um lado estava a frustração dos maus resultados obtidos e por outro a falta de um campo digno para jogar futebol.
 
O Sp. do Fundão continuou com cada vez menos fulgor, realizando apenas alguns jogos amigáveis, mas seguiu ainda muito empenhado na criação de um campo de futebol com melhores condições, no entanto em 1941 o clube entra em dissolução, por causa da crise humana provocada pela II.ª Guerra Mundial, tendo voltado ao ativo apenas em 1946 com o regresso das partidas amigáveis de futebol. Em 1948 todas as equipas do Fundão foram prejudicadas, quando o terreno do Campo de S. Marcos, o único na vila, foi vendido a particulares (para lá se instalar a Adega Cooperativa do Fundão), e apesar de se ter feito depois um novo campo provisório perto dos arredores da vila, este era muito pequeno e tinha poucas condições, havendo ainda a necessidade da construção de um novo campo, isto levou a uma união de todos os clubes para a criação de um campo desportivo digno, que agora e mais do que nunca era necessário. Em consequência o Sporting ficou menos ativo desportivamente, apenas realizando jogos amigáveis como convidado de outras equipas visto não ter campo próprio.
 
Porém o clube acabou por ser extinto em 1955 após a sua fusão com outros dois clubes da vila, nomeadamente o Sport Fundão e Benfica e o Hóquei Clube do Fundão, que se juntaram numa tentativa de agregar todas as modalidades e infraestruturas desportivas num único clube, maior e mais popular, tendo dado origem à Associação Desportiva do Fundão que se mantém até aos dias de hoje. O Fundão viu nesse mesmo ano ser finalmente inaugurado um campo de futebol, que viria décadas mais tarde a tornar-se no atual estádio municipal.
 


Fundação: 1994
Localidade: Fundão
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão Francisco José Tavares

A presença sportinguista no Fundão é colmatada décadas mais tarde com a criação do "Núcleo Sportinguista do Fundão" em 1994, registado como núcleo N.º 140 do Sporting Clube de Portugal. O Núcleo do Sporting do Fundão participou na década de '90 em torneios de futebol de salão, onde teve uma intensa participação

O Núcleo foi crescendo e sendo mais frequentado, em termos desportivos já organizou e participou em diversas actividades, como torneios de sueca, matraquilhos, xadrez, futebol de 7, sendo o futsal a modalidade mais popular, com a equipa a participar em vários torneios na região. Apesar disso a sua principal atividades é no campo social e recreativo tendo a sua sede social no centro cidade, onde é ponto de encontro não só para os sportinguistas mas para toda a população.

Clube Desportivo de Póvoa de Rio de Moinhos

Fundação: 1976
Localidade: Póvoa de Rio de Moinhos, Castelo Branco
Modalidade: Futebol
 
Nesta aldeia a 15 km de Castelo Branco, que é conhecida sobretudo por lá se situar a Barragem de Santa Águeda (popularmente chamada de "Marateca", onde corre o Rio Ocreza), começaram-se a dar os primeiros pontapés na bola na década de '50, com os jogos no campo pelado na zona da Devesa, no centro da aldeia, onde a juventude da terra se juntava para defrontar as equipas das povoações vizinhas. Já nos anos '70 a equipa da Póvoa tinha uma constante participação em diversos torneios de futebol na zona, contando com a presença no primeiro Torneio Inter-aldeias de sempre em 1975, onde chegou à final.

O futebol foi a base principal para que no ano seguinte surgisse a necessidade de legalizar o clube que já existia, e assim teve lugar a primeira reunião oficial do Clube Desportivo de Póvoa de Rio de Moinhos, cuja data da fundação é 29 de Abril de 1976. Logo o clube se federou na Associação de Futebol de Castelo Branco e fez a sua estreia no campeonato distrital de futebol na temporada de 1976/77, o seu primeiro jogo oficial aconteceu ainda no antigo campo de jogos, e teve como opositor o Unhais da Serra, com o qual a Póvoa de Rio de Moinhos empatou a três bolas.

Na sua época de estreia a equipa terminou em 4.º lugar, a sua melhor classificação de sempre a nível distrital. A Póvoa mantém-se em competição até descer de divisão em 1978/79, após ficar nos últimos lugares, indo parar à então recém criada 2.ª Divisão Distrital, e onde esteve até à época de 1980/81. Depois disso o clube dedicou-se apenas ao futebol popular, com o regresso ao Torneio Inter-aldeias, onde foi finalista em 1986, perdendo a final para o vizinho Caféde, ainda nesta prova regista nova presença em 1989. Ao nível federado a Póvoa teve ainda outras participações, com uma equipa no campeonato distrital de juniores na época de 1994/95. Entretanto é inaugurado o novo campo de futebol com balneários e bancadas, assim como a construção do polidesportivo no centro da aldeia que permitiu a prática do então futebol de cinco, para além dos jogos amigáveis e participação em torneios, seguem-se novas participações no inter-aldeias de futebol nos anos de 2001 e 2003.

Pouco depois dá-se o tão esperado regresso ao futebol federado, com a Póvoa a participar no campeonato distrital na época de 2003/04 na 2.ª Divisão, foram anos bons ao nível desportivo na aldeia, a equipa viria a conquistar o 2.º lugar em 2005/06, nesse que foi o último ano da 2.ª Divisão, que por falta de equipas deixou de se realizar, com a equipa a ter de competir na 1.ª e única divisão distrital, na época de 2006/07, na qual chegou ainda à final da Taça de Honra, tendo a temporada de 2007/08 sido a última antes de abandonar o futebol federado.

O clube entrou depois em inactividade no ano de 2009, e esteve parado durante alguns anos. Sendo este o único clube da terra, era de uma grande importância a sua presença activa na comunidade, com a realização de inúmeras atividades, o clube foi depois reactivado e o futebol regressou, com a participação no também renascido inter-aldeias em 2013, no qual a equipa chegou à final onde acaba por perder para o Salgueiro do Campo. Seguem-se novas participações no torneio e com muito bons resultados, com a equipa a ser novamente finalista em 2014, no ano seguinte é o próprio clube que recebe e organiza o inter-aldeias tendo conquistado o 3.º lugar na prova. A sua última participação foi em 2016, onde a equipa não passou da fase de grupos, mas em que lhe foi atribuído o prémio fair-play do torneio.

Independentemente dos resultados o Clube Desportivo de Póvoa de Rio de Moinhos é um importante meio de desenvolvimento e convivo, com a sua sede social aberta à população e organizando atividades culturais e recreativas, sendo um dos principais motores sociais da localidade.

Casa do Benfica em Oleiros

Fundação: 2007
Localidade: Oleiros
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Oleiros

Criada em 2007 como casa N.º 215 do Sport Lisboa e Benfica, sendo a Casa do Benfica mais recente do distrito de Castelo Branco, esta coletividade começou por realizar outras atividades de cariz mais popular, antes se iniciar no desporto.

O futsal aparece em 2008 como um projecto desportivo de dinamização de uma modalidade não muito presente na vila, e ainda para dar oportunidade aos jovens, que por no concelho serem em reduzido número, não permitir a criação de equipas de formação em futebol, sendo assim o futsal é hoje a base da prática desportiva de muitos jovens oleirenses. Começou na época de 2008/09 com escolinhas de futsal, tendo na época seguinte participado com uma equipa no campeonato distrital de infantis, inicialmente com futebol de 7 e depois com futsal, seguiram-se depois as equipas de iniciados e ainda de juvenis, esta última que se sagrou campeã distrital em 2016/17, conquistando o primeiro título oficial da história da Casa do Benfica em Oleiros.

A escola de futsal da Casa do Benfica em Oleiros junta cerca de 40 participantes, desde as escolinhas até aos juvenis, numa importante aposta não só desportiva, mas também de formação pessoal, contribuindo para o desenvolvimento da juventude no concelho de Oleiros, e dando continuidade à equipa sénior.

No que toca a futsal sénior, a equipa estreia-se no Campeonato Distrital de Futsal em 2010/11, numa grande aposta da coletividade em jogadores do concelho, tendo uma equipa inteiramente formada por jogadores oleirenses, na temporada de estreia a equipa fica-se por um modesto 5.º lugar a meio da tabela. As classificações vieram a progredir com a afirmação do futsal da CBO, que em 2011/12 fica em 3.º lugar e vai pela primeira vez ao play-off de campeão, onde acaba eliminada, nas temporadas seguintes destaca-se o inicio da luta pelos títulos que esteve perto de conquistar, na época 2013/14 a equipa chega pela primeira vez à final da Taça de Honra, e fica em 2.º lugar no campeonato com nova presença no play-off, em 2014/15 após um 1º. lugar na fase regular a equipa de Oleiros discute o play-off até ao final acabando por perder o campeonato para o Retaxo, e na época seguinte a equipa marca nova presença no play-off do campeonato. Em 2016/17 repete-se o 1.º lugar na fase regular do campeonato distrital, e a presença na final do play-off de campeão, que o Oleiros deixa escapar novamente para o Retaxo.

Depois de alguns anos com bons resultados e exibições, chega o primeiro troféu, mas não numa competição distrital, quando em 2017 a Casa do Benfica em Oleiros se sagra campeã mundial de futsal no 4.º Torneio de Casas do Benfica que ocorreu no pavilhão do Estádio da Luz, a formação de Oleiros foi a campeã de entre mais 10 outras equipas de filiados benfiquistas, uma distinção que muito honrou e o espalhou o nome desta casa.

A temporada 2017/18 fica na história do clube, que finalmente conquista um merecido primeiro titulo oficial, ao ganhar a Taça de Honra, sendo ainda vice-campeão distrital, onde no play-off do campeonato discutiu com o Ladoeiro a final, mas com o titulo a escapar para o adversário. Na época de 2020/21, e após dez anos de competição, a CBO acaba por conquistar o campeonato distrital, no entanto a equipa acabou por não consumar a subida de divisão para os patamares nacionais, ao não se apurar no play-off que dava acesso à recém ressurgida III.ª Divisão Nacional, e após o qual a  equipa sénior foi descontinuada, com o clube a continuar a apostar apenas nas camadas jovens. 

O regresso da equipa sénior deu-se em 2022/23, numa época muito bem conseguida, com os oleireinses a serem finalistas da Taça de Honra e ainda vice-campeões distritais. Na época seguinte, e apesar do 4.º lugar alcançado na fase regular, a equipa de Oleiros surpreende nos play-offs ao eliminar os favoritos para assim se sagrar novamente campeã distrital, pela segunda vez na sua história. Porém o clube não pôde subir aos nacionais por não se ter conseguido apurar na fase de acesso.

A Casa do Benfica é um importante espaço de convívio na vila de Oleiros, não só para benfiquista mas para toda a população, sendo uma coletividade ativa que para além do futsal tem também a modalidades de karaté, e outras atividades recreativas que realiza.

Clube dos Amigos da Panasqueira | Clube Desportivo das Minas da Panasqueira

Fundação: 1944
Localidade: Panasqueira (S. Jorge da Beira), Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol da Panasqueira

Localizado na terra que deu nome ás tão conhecidas minas, uma das principais extrações de volfrâmio da Europa, o Clube dos Amigos da Panasqueira é desde o ano 2000, a nova designação do histórico Clube Recreativo das Minas da Panasqueira, o clube dos mineiros que chegou a ser umas das mais populares colectividades da sua zona.
 
Criado em 1938, e com sedes nas três localidades (designadas por secções) onde a empresa das minas tinha atividade, na Panasqueira, na Barroca Grande (Aldeia de S. Francisco de Assis) e no Rio (Silvares), foi criado para empregados e operários das minas, devendo-se ao esforço de muitas pessoas, especialmente do Eng.º Joaquim de Sousa Birne, que fizeram nascer assim o "Clube Recreativo das Minas da Panasqueira". Logo que instalado começou a funcionar com uma sala de jogos diversos, como bilhar, pingue-pongue, damas, dominó, etc, havendo ainda bailes, atividades recreativas e desportivas, sendo frequentado maioritariamente por mineiros e outros funcionários das minas, que perfaziam grande parte dos mais de quatro mil habitantes que havia nestas freguesias, num desenvolvimento gerado em torno das minas. 
 
Nos anos '40 e em pleno auge da laboração das minas (em consequência da II.ª Guerra Mundial), é construído na Panasqueira um cinema, uma piscina, um ringue de patinagem, assim como um campo de futebol. Havia ringue e campo de futebol nas três localidades, e o campo que se situava na Barroca Grande foi inaugurado em 1943, dava pelo nome de campo dos Lameirinhos e teve como jogo inaugural a equipa da Barroca Grande contra a da Panasqueira. O clube organizou sempre grandes jogos de futebol com diversas equipas, desde encontros contra aldeias vizinhas, até partidas entre empregados portugueses e empregados ingleses, país da empresa que geria as minas, a "Beralt Tin and Wolfram". A principal actividade desportiva do clube da Panasqueira acabou por ser o hóquei em patins, onde a sua equipa teve ainda actividade durante alguns anos. O clube foi devidamente legalizado em 1944 e a ele se viria a juntar anos mais tarde o "Clube Desportivo das Minas da Panasqueira", fundado em 1955 e sediado na Barroca Grande (onde ficava a outra mina), e criado para congregar toda a atividade desportiva, porém o Clube Recreativo manteve depois ainda alguma atividade a este nível.

Nas décadas seguintes a mina atravessou várias crises, sofrendo um decréscimo muito significativo de operários em relação a outros tempos, isto levou a que a Panasqueira e as restantes aldeias em redor perdessem população e consequentemente comércio e serviços, terras que deviam muito do seu desenvolvimento à existência das minas. O clube entrou em inactividade com a mudança da empresa que explorava as minas, e após um fatídico incêndio ocorrido no ano 2000, que se alastrou na sua sede e destruiu muito do seu património, reergueu-se com a ajuda da população e da Câmara Municipal da Covilhã, e sob uma nova designação mais ligada à própria aldeia e não tanto aos mineiros, tornou-se num espaço moderno com óptimas instalações ao serviço da comunidade, sendo um ponto de encontro com várias actividades recreativas, tendo ainda um polidesportivo para encontros esporádicos de futsal.


Outros emblemas referenciados:

Emblema do Clube Recreativo das Minas da Panasqueira



 










 
Fundação: 1955
Localidade: Barroca Grande (Aldeia de S. Francisco de Assis), Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Jogos da Barroca Grande / Pavilhão António Silva Urgeiro

Situado na aldeia do "couto mineiro", onde fica um dos polos mais importantes das Minas da Panasqueira, este clube foi nos seus tempos áureos, um dos locais de diversão da população e dos milhares de mineiros que residiam maioritariamente na Barroca Grande, mas também na Panasqueira (S. Jorge da Beira) e no Rio (Silvares). Foi fundado em 1955 como "Clube Desportivo das Minas da Panasqueira", e dedicado somente ás atividades desportivas dos trabalhadores das três localidades (mas com sede na Barroca Grande). Apesar de já existir muito movimento ao nível desportivo no "Clube Recreativo das Minas da Panasqueira", a sua atividade era muito dispersa por vários núcleos e por outro tipo de atividades, o clube era mais associado ao hóquei em patins que na altura era um desporto muito popular em Portugal e ao qual o clube desportivo deu continuidade, a equipa chegou a vencer vários títulos e a participar na II.ª Divisão Nacional, tendo dali saído jogadores que representaram outras equipas a nível nacional, e cujo pavilhão desportivo tem o nome de um desses jogadores, sendo o hóquei uma modalidade que deu muita fama ao clube.

Mas no que ao futebol diz respeito, já nas décadas anteriores se verificavam jogos regularmente, não só entre trabalhadores mas também entre as várias localidades, o clube foi criado com o intuito de levar o futebol a outro patamar, tanto que a equipa se estreia no campeonato distrital de Castelo Branco logo na época de 1955/56. Em 1957/58 a equipa participa também na III.ª Divisão Nacional, em virtude do 3.º lugar conquistado no campeonato distrital desse ano. O clube continuou sempre a competir no distrital, porém nos anos seguintes o número de equipas inscritas era muito reduzido, levando a sua equipa a jogar novamente na III.ª Divisão Nacional nas épocas de 1960/61 (após o 2.º lugar no campeonato) e em 1961/62, em que o campeonato distrital não se realizou por falta de equipas, e o facto de o Minas da Panasqueira ser o único inscrito na competição, fez com que o mesmo fosse considerado campeão desse ano. Após isso o campeonato distrital teve uma paragem, não se realizando em alguns anos por falta de equipas, exceção para época de 1963/64, em que o Minas da Panasqueira apenas discutiu o campeonato com o Benfica e Castelo Branco, tendo os albicastrenses saído vencedores. Na falta de provas distritais, o clube passa a jogar no campeonato da FNAT (antiga designação do Inatel), onde abundavam na sua maioria equipas de trabalhadores de empresas da região.

De regresso à competição no distrital em 1968/69, a equipa consegue o 2.º lugar, classificação que repete na época seguinte. O clube acabou depois por se sagrar campeão distrital na temporada de 1970/71, regressando à III.ª Divisão Nacional no ano seguinte, apesar de descer logo nessa época. Em maio de 1971 é inaugurado um novo campo na Barroca Grande (devido ao antigo campo dos Lameirinhos ter sido descontinuado para lá se construir uma lavaria das minas), o jogo inaugural opôs o Minas da Panasqueira contra o clube de Ciudad Rodrigo, a equipa da casa estava a ganhar por 1-0 até o jogo ser interrompido por um forte temporal, porém o troféu foi entregue, por cortesia, à equipa espanhola.
 
Os "mineiros" mantiveram-se nos anos seguintes em competição no campeonato distrital (tirando a época de 1976/77 em que não se inscreveu a equipa), tendo sido vice-campeões nas épocas de 1973/74 e 1977/78, porém começou depois a ficar-se pelos últimos lugares da tabela até à sua última presença no futebol sénior na época de 1983/84, dedicando-se depois apenas ao futebol jovem e a jogos amigáveis, numa altura de crise nas minas que afetava também o próprio clube. O hóquei em patins passou assim a ser a sua principal modalidade, onde competiu até à década de '90 e onde regressou durante um curto período em inícios dos anos 2000.

Apesar da sua ligação ás minas, a coletividade era o principal meio dinamizador da aldeia e também um espaço de convívio para a população, o clube continuou ativo nos anos seguintes com altos e baixos, realizando outras atividades, e aposta depois no futsal, recebendo obras para o efeito no seu pavilhão. Na época de 2004/05 participa no campeonato distrital de futsal sénior, onde competiu até à temporada de 2007/08, e nesse período teve ainda algumas equipas nos escalões de formação. Atualmente continua a ser um clube importante na freguesia e a principal coletividade da Barroca Grande, dispondo de uma sede social, onde os mineiros fazem ainda parte do seu quotidiano.

Grupo Desportivo Cultural e Recreativo do Telhado | Associação Terras do Barro - Cultura e Desporto

Fundação: 1975
Localidade: Telhado, Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol do Telhado / Polidesportivo do Telhado

Com sede na aldeia de Telhado, concelho do Fundão, o Grupo Desportivo Cultural e Recreativo do Telhado, que tinha como sede a Casa do Povo, passou ao longo da sua história por bons e maus momentos, atingindo algum destaque a nível desportivo, com a prática de várias modalidades e a realização de imensos eventos culturais.

Ao longo da sua história o futebol foi sempre a modalidade mais praticada, com jogos amigáveis contra terras vizinhas, como o Freixial, aldeia anexa à freguesia. A equipa do Telhado participou também em vários torneios de futebol um pouco pela região, não só de adultos mas também com equipas de jovens, e no futebol de cinco teve algumas participações em torneios na zona do Fundão.

O clube passou por alguns momentos de crise tendo surgido novamente no plano distrital a partir de 2003, onde começou a deixar marca no desporto regional, primeiro com a participação no campeonato distrital de futsal feminino júnior na época de 2003/04, e que continuou na temporada seguinte, ao qual se juntou ainda uma equipa de futsal sénior feminino. Contou ainda com outras modalidades, como basquetebol feminino e masculino, andebol masculino, provas de estrada e pista com atletismo em todos os escalões, torneios amigáveis de futebol de 7 e de 11, juniores e seniores, e ainda torneios de futsal masculino seniores e veteranos. 

Após anos de intensa actividade desportiva, por falta de infraestruturas e apoios financeiros, as modalidades deixaram de poder ser praticadas e o clube apenas manteve a sua sede com algumas atividades culturais e populares, tendo ficado inactivo alguns anos depois. O Grupo Desportivo Cultural e Recreativo do Telhado voltou ao ativo em 2018, dedicando-se apenas a atividades recreativas e culturais, com o propósito de dar mais vida à aldeia, na qual um dos principais dinamizadores.



Fundação: 2007
Localidade: Telhado, Fundão
Modalidades: Futsal
Casa: Pavilhão da Associação Desportiva do Fundão

Em 2007 surge uma nova colectividade na freguesia, a "Associação Terras do Barro -  Cultura e Desporto", o seu nome remete para a arte da olaria, que teve uma grande tradição e que faz parte da história da aldeia. A Associação Terras do Barro foi criada para trazer de novo a prática desportiva à freguesia sobretudo junto dos mais jovens, com equipas federadas de basquetebol, ténis de mesa e  atletismo. A partir da época de 2016/17 dedica-se também ao futsal de formação nos escalões de traquinas, benjamins, infantis e iniciados, com as suas equipas a realizarem inicialmente os jogos caseiros no Pavilhão Desportivo do Peso, freguesia vizinha, e mais tarde no pavilhão da ADF.

A Associação Terras do Barro foi umas das coletividades mais regulares no desporto jovem do seu concelho, com uma grande atividade desportiva até à época de 2019/20, teve depois uma paragem pela altura da pandemia, após a qual entrou num período de inatividade que ainda se mantém.

Unidos Futebol Clube do Tortosendo

Fundação: 1946
Localidade: Tortosendo, Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo da Pousada / Pavilhão Gimnodesportivo do Unidos FC do Tortosendo

O Unidos nasceu nos anos '40 na progressiva vila de Tortosendo, que na altura tal como a sua vizinha Covilhã, tinha dezenas de fábricas da indústria têxtil em laboração, as famílias mais ricas que eram donas desse império que outrora gerou muito dinheiro, tinham clubes de elite na vila onde se juntavam, sendo o Unidos um clube do povo, que reunia todas as classes sociais, sobretudo os operários fabris. Desde sempre no Tortosendo se conheciam rivalidades entre os vários bairros, e começavam a formar-se em cada um, grupos de jovens que gostavam de jogar à bola e que se juntavam nos fins de semana para a realização de jogos de futebol, foi assim que um grupo de jovens que fora convidado para participar num torneio a realizar no Peso, e que acabou por vencer, se decidiu pela criação de um clube de futebol que aglutinasse os jovens do Tortosendo.

Nasceu assim com a designação original o "Grupo Desportivo Estoril - Tortozendo" inspirado no Grupo Desportivo Estoril-Praia, pela forte ligação e simpatia dos tortosendenses ao clube do qual herdou as cores amarelo e azul que perduram até aos dias de hoje. Mais tarde muda o nome para o atual, com o futebol a ganhar popularidade, e a sua equipa como natural de uma das localidades economicamente mais pujantes da região, marcou presença nas competições federadas, com participação no campeonato distrital de futebol da temporada de 1953/54 até 1956/57, o segundo lugar no campeonato conquistado em 1955/56, levou a que o Unidos participasse também na III.ª Divisão Nacional nessa mesma época.

Após esses quatro anos de participação no distrital, o clube continuou a dedicar-se ao futebol mas apenas de forma amadora, com a sua equipa a competir em torneios e jogos amigáveis nos anos '60. O futebol na vila continuou a ser ainda jogado por vários grupos de operários fabris, que competiam nos campeonatos da então então FNAT (hoje Inatel), e mais tarde novamente a nível distrital por outro clube emblemático da terra, o "Sport Tortosendo e Benfica", com quem o Unidos chegou a "rivalizar" aquando da sua participação no futebol de formação, em finais dos anos '70 e início de '80.

A equipa jogava no Campo do Alto do Cabeço na zona cimeira da vila, mas por diferendos com o Tortosendo e Benfica, o Unidos abandonou o campo, tendo construído um campo próprio, o Campo da Pousada, embora mais tarde usado apenas para jogos amigáveis, o campo acabou por ser depois abandonado e o terreno inutilizado. Em 1978 o clube inaugurou o Pavilhão Gimnodesportivo, com um jogo de hóquei em patins, infraestrutura que permitiu ao clube a realização de outras modalidades desportivas entre elas o futebol de salão, mais tarde futsal, em que o Unidos na sua variante feminina, chegou a ter uma equipa a competir durante alguns anos no campeonato distrital, desde a estreia do campeonato distrital de futsal feminino na época 1997/98 até 2002/03.

De lá para cá o Unidos destacou-se mais noutras modalidades, como o basquetebol onde é referência a nível distrital, para além disso é um clube bastante ecléctico, com modalidades como o snooker, atletismo, patinagem artística, ténis de mesa entre outros, e apesar do futebol já não fazer parte do presente deste clube, continua a ser uma coletividade importante na sua vila e no concelho.