Fundação: 1962
Localidade: Canhoso, Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Jogos Manuel Alçada Padez / Polidesportivo do Canhoso
Esta coletividade foi fundada em Março de 1962 como "Centro de Recreio Popular Os Águias do Canhoso", situada no lugar de Canhoso, nos arredores da cidade da Covilhã, e pertencente na altura à freguesia de Aldeia do Carvalho. Antes da sua fundação, as gentes do Canhoso já tinham andado pelo futebol popular, com a organização de jogos amigáveis frente a equipas de localidades vizinhas, mas com o intuito de jogar a outro patamar foi criado este clube que logo na temporada de 1962/63 decide filiar-se na FNAT (hoje Inatel) sob a designação de "Centro Popular de Trabalhadores do Canhoso", para competir no campeonato de futebol, esta competição tinha a particularidade de ter na sua esmagadora maioria equipas do concelho Covilhã, muitas delas pertencentes a fábricas de lanifícios locais. O Canhoso manteve-se ainda em competição na época de 1963/64, mas teve depois uma paragem competitiva regressando apenas na época de 1967/68.
A par de outras atividades que realizava na localidade o Águias do Canhoso sempre manteve o futebol como modalidade principal, onde continuou a competir no campeonato do Inatel, o clube tinha já uma sede própria e um campo de jogos, situado numa propriedade cedida pelo benemérito local António Manuel Alçada Padez, a quem foi dado o nome ao campo como forma de homenagem. Os anos de ouro do futebol do Canhoso estavam para chegar nas décadas seguintes quando a equipa se constitui como uma das melhores do campeonato do Inatel, onde se sagrou campeã por diversas vezes, nomeadamente nos anos de 1972, 1974, 1977, 1979, 1980, 1981 e 1985.
O campeonato do Inatel em Castelo Branco entrou depois numa crise, pela falta de equipas inscritas tendo deixado de se poder realizar, posto isto o Águias do Canhoso com o objectivo de continuar a competir, inscreve a sua equipa do Campeonato Distrital de Castelo Branco, alterando a sua designação para a atual, e onde se estreia na temporada de 1991/92 jogando na 2.ª Divisão. Depressa a equipa do Canhoso deu nas vista e na época de 1993/94 consegue a subida à 1.ª Divisão Distrital, após alcançar um 2º lugar atrás da equipa do Silvares. No entanto a estadia do Águias do Canhoso na principal divisão distrital dura apenas uma temporada, tendo terminado nos últimos lugares e sido despromovida de novo para a 2.ª. Divisão, porém o Canhoso haveria de se sagrar campeão distrital da 2.ª Divisão na época de 1995/96, regressando assim ao patamar superior onde se manteve até à época de 1998/99.
A própria localidade de Canhoso foi ao longo dos anos alvo de
um grande desenvolvimento económico e social, beneficiando da sua
proximidade com a cidade de Covilhã, e com a cada vez maior fixação
de pessoas e empresas, que desenvolveram a terra em termos de
infraestruturas e serviços, até que em 1997 por decreto lei, o Canhoso
desanexou-se da freguesia de Vila do Carvalho, para passar a constituir
uma freguesia própria, assim foi até ás reformas de 2013, em que o Canhoso
passou a fazer união de freguesias com a Covilhã. A equipa foi de novo despromovida à 2.ª Divisão, mas em 1999/2000 consegue de novo a subida para a 1.ª Distrital, onde depois se manteve a competir até o clube abandonar definitivamente o futebol federado em 2002, após de uma década inteira de competição.
Problemas financeiros e directivos fizeram com a que a coletividade abrandasse a sua atividade, nomeadamente na parte desportiva, onde houveram também outras modalidades como o atletismo ou o pool. O clube voltou ao desporto federado em 2010 com a criação de uma equipa de futsal na categoria de iniciados para competir nos campeonatos distritais, essa geração de jovens teve continuidade nos anos seguintes, mantendo-se em competição nos escalões de juvenis e juniores onde terminou na época de 2014/15, deste percurso destaca-se conquista da Taça AFCB de futsal em juvenis no ano de 2013. Por essa altura foi construído no Canhoso um ringue polidesportivo, no entanto a equipa do Águias do Canhoso realizava os seus jogos caseiros no pavilhão gimnodesportivo da escola do Teixoso, por lá ter melhores condições.
O Águias do Canhoso atravessou altos e baixos nos últimos anos, mas continuou sempre com o apoio da população local, onde é a principal coletividade, dispondo de uma sede social própria e realizando várias atividades recreativas e culturais, ao nível desportivo continua a participar esporadicamente em torneio de futsal nas redondezas e tem outras modalidades como o karaté federado e ginástica de manutenção.
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
sábado, 3 de agosto de 2019
Clube de Futebol "Os Albicastrenses"
Fundação: 1934
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal Vale do Romeiro
Foi nos inícios da década de 1930 que o futebol começou a ganhar popularidade em Castelo Branco, na cidade capital de distrito um dos primeiros clubes a praticar a modalidade foi o "Onze Vermelho Albicastrense" (antecessor do atual Benfica e Castelo Branco), e aos poucos gerou-se um certo entusiasmo em torno do movimento associativo, e neste desporto em particular. No ano de 1934 dá-se a fundação de alguns da alguns que viriam a ser os principais clubes de futebol na cidade, nomeadamente o "Sporting Clube de Castelo Branco", o "Grupo Desportivo da Associação Académica Albicastrense", e o "Club de Foot-Ball «Os Albicastrenses»", criado oficialmente a 25 de Setembro e na altura como filial oficial do "Clube de Futebol «Os Belenenses»".
O clube tinha a sua sede no Largo do Espírito Santo, junto da capela homónima, perto da qual se encontra atualmente a Junta de Freguesia de Castelo Branco. A apresentação oficial do clube que na altura era popularmente designado como o "Belenenses Albicastrense", ocorreu no dia 27 de Janeiro de 1935, dando depois início aos jogos amigáveis contra outras equipas da cidade. O auge desportivo que Castelo Branco e a região viviam naqueles tempos, com o aparecimento de cada vez mais equipas e pessoas interessadas no futebol, levou à criação da Associação de Futebol de Castelo Branco, em Março de 1936, e que teve o Clube de Futebol "Os Albicastrenses" como um dos seus dez fundadores. Na época de 1935/36 organiza-se a primeira competição oficial desta Associação de Futebol, na qual participaram as principais equipas do distrito, provenientes na sua maioria das cidades de Castelo Branco e Covilhã, disputou-se assim a "Taça de Castelo Branco" que teve como vencedor o Sporting da Covilhã, com o Clube de Futebol "Os Albicastrenses" a ficar-se pelos últimos lugares, após alguns maus resultados.
Na época de 1936/37 realiza-se pela primeira vez o Campeonato Distrital de Castelo Branco, apenas oito equipas se inscrevem na competição, entre elas "Os Albicastrenses", o campeonato estava dividido em duas séries, a Zona Norte (equipas da Covilhã e Fundão), e Zona Sul (equipas de Castelo Branco), e "Os Albicastrenses" não teve muita sorte na época de estreia, tendo terminado a prova em último lugar da sua série só com derrotas, os resultados negativos deveram-se muito a uma situação ocorrida dentro de campo, em que vários jogadores dos "Albicastrenses" acabaram suspensos vários jogos por agressão a um arbitro na contestação de um penalti. Na época de 1937/38 os "Albicastrenses" volta a participar no campeonato distrital, e desta vez acaba a competição com um balanço mais positivo, com uma vitória e um empate em quatro jogos.
Os "Albicastrenses" por alguma razão não inscreve a sua equipa no campeonato distrital da temporada de 1938/39, porém continua a jogar futebol em partidas amigáveis contra outras equipas da cidade. Na época de 1939/40 dá-se o regresso da equipa ao futebol distrital, mas as coisas voltam a não correr bem à filial de Belém, terminando a temporada com um registo de oito derrotas em oito jogos, após isso o clube ainda se volta a inscrever no campeonato da época seguinte, mas acaba por comunicar a sua desistência da prova à AFCB, ainda antes do inicio da 1.ª jornada.
Apesar de tudo o clube não mais voltou a desistir do campeonato, mantendo-se depois ininterruptamente em competição nos anos seguintes. Na época de 1941/42 os "Albicastrenses" volta novamente a participar no campeonato, mas termina no último lugar da série só com derrotas, após sofrer inúmeras goleadas, tendo sucedido o mesmo na época seguinte. A pouca sorte dos "Albicastrenses" no futebol federado haveria de mudar, após os sucessivos maus resultados nos primeiros anos, a equipa viria a conquistar o 2.º lugar consecutivamente nas temporadas de 1943/44 e 44/45, nessas que foram também as últimas épocas do clube no campeonato distrial.
Para além do futebol que continuou depois a ser praticado apenas em jogos amigáveis, os "Albicastrenses" organizava também outras atividades, como convívios na sua sede, o grande número de clubes presentes em Castelo Branco, e todos eles filiais de grande clubes nacionais dividia um pouco as preferências clubísticas da população, que assim não se concentrava em grande número a apoiar um só clube. Surgiu assim a ideia de aglomerar os principais clubes da cidade num só, unindo os adeptos num novo clube, maior e mais forte para rivalizar com as principais equipas do distrito, esta iniciativa partiu do Sport Lisboa e Castelo Branco que na altura era o principal clube da cidade, e que fez uma proposta ao Sporting Clube de Castelo Branco e ao Clube de Futebol "Os Albicastrenses" (que rejeitou), para estes se unirem na criação de um novo clube que se veio a chamar "Associação Desportiva de Castelo Branco", este projecto não correu como o esperado e os benfiquistas da cidade voltaram anos mais tarde a mudar o nome do clube para o altual Sport Benfica e Castelo Branco.
Os "Albicastrenses" reuniu em assembleia geral extraordinária realizada no dia 26 de Abril de 1948, que tinha como único ponto a "Apreciação de uma proposta feita pelo Sport Lisboa e Castelo Branco, no sentido de propor a adesão do Clube de Futebol “Os Albicastrenses” à Associação Desportiva de Castelo Branco", proposta que foi rejeitada por nove votos a favor da adesão e vinte e três contra. Depois disso nunca mais se soube nada do Clube de Futebol "Os Albicastrenses", que terá desaparecido pouco tempo depois, deixando a cidade sem um clube que pode já ser considerado como um dos históricos do seu futebol.
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal Vale do Romeiro
Foi nos inícios da década de 1930 que o futebol começou a ganhar popularidade em Castelo Branco, na cidade capital de distrito um dos primeiros clubes a praticar a modalidade foi o "Onze Vermelho Albicastrense" (antecessor do atual Benfica e Castelo Branco), e aos poucos gerou-se um certo entusiasmo em torno do movimento associativo, e neste desporto em particular. No ano de 1934 dá-se a fundação de alguns da alguns que viriam a ser os principais clubes de futebol na cidade, nomeadamente o "Sporting Clube de Castelo Branco", o "Grupo Desportivo da Associação Académica Albicastrense", e o "Club de Foot-Ball «Os Albicastrenses»", criado oficialmente a 25 de Setembro e na altura como filial oficial do "Clube de Futebol «Os Belenenses»".
O clube tinha a sua sede no Largo do Espírito Santo, junto da capela homónima, perto da qual se encontra atualmente a Junta de Freguesia de Castelo Branco. A apresentação oficial do clube que na altura era popularmente designado como o "Belenenses Albicastrense", ocorreu no dia 27 de Janeiro de 1935, dando depois início aos jogos amigáveis contra outras equipas da cidade. O auge desportivo que Castelo Branco e a região viviam naqueles tempos, com o aparecimento de cada vez mais equipas e pessoas interessadas no futebol, levou à criação da Associação de Futebol de Castelo Branco, em Março de 1936, e que teve o Clube de Futebol "Os Albicastrenses" como um dos seus dez fundadores. Na época de 1935/36 organiza-se a primeira competição oficial desta Associação de Futebol, na qual participaram as principais equipas do distrito, provenientes na sua maioria das cidades de Castelo Branco e Covilhã, disputou-se assim a "Taça de Castelo Branco" que teve como vencedor o Sporting da Covilhã, com o Clube de Futebol "Os Albicastrenses" a ficar-se pelos últimos lugares, após alguns maus resultados.
Na época de 1936/37 realiza-se pela primeira vez o Campeonato Distrital de Castelo Branco, apenas oito equipas se inscrevem na competição, entre elas "Os Albicastrenses", o campeonato estava dividido em duas séries, a Zona Norte (equipas da Covilhã e Fundão), e Zona Sul (equipas de Castelo Branco), e "Os Albicastrenses" não teve muita sorte na época de estreia, tendo terminado a prova em último lugar da sua série só com derrotas, os resultados negativos deveram-se muito a uma situação ocorrida dentro de campo, em que vários jogadores dos "Albicastrenses" acabaram suspensos vários jogos por agressão a um arbitro na contestação de um penalti. Na época de 1937/38 os "Albicastrenses" volta a participar no campeonato distrital, e desta vez acaba a competição com um balanço mais positivo, com uma vitória e um empate em quatro jogos.
Os "Albicastrenses" por alguma razão não inscreve a sua equipa no campeonato distrital da temporada de 1938/39, porém continua a jogar futebol em partidas amigáveis contra outras equipas da cidade. Na época de 1939/40 dá-se o regresso da equipa ao futebol distrital, mas as coisas voltam a não correr bem à filial de Belém, terminando a temporada com um registo de oito derrotas em oito jogos, após isso o clube ainda se volta a inscrever no campeonato da época seguinte, mas acaba por comunicar a sua desistência da prova à AFCB, ainda antes do inicio da 1.ª jornada.
Apesar de tudo o clube não mais voltou a desistir do campeonato, mantendo-se depois ininterruptamente em competição nos anos seguintes. Na época de 1941/42 os "Albicastrenses" volta novamente a participar no campeonato, mas termina no último lugar da série só com derrotas, após sofrer inúmeras goleadas, tendo sucedido o mesmo na época seguinte. A pouca sorte dos "Albicastrenses" no futebol federado haveria de mudar, após os sucessivos maus resultados nos primeiros anos, a equipa viria a conquistar o 2.º lugar consecutivamente nas temporadas de 1943/44 e 44/45, nessas que foram também as últimas épocas do clube no campeonato distrial.
Para além do futebol que continuou depois a ser praticado apenas em jogos amigáveis, os "Albicastrenses" organizava também outras atividades, como convívios na sua sede, o grande número de clubes presentes em Castelo Branco, e todos eles filiais de grande clubes nacionais dividia um pouco as preferências clubísticas da população, que assim não se concentrava em grande número a apoiar um só clube. Surgiu assim a ideia de aglomerar os principais clubes da cidade num só, unindo os adeptos num novo clube, maior e mais forte para rivalizar com as principais equipas do distrito, esta iniciativa partiu do Sport Lisboa e Castelo Branco que na altura era o principal clube da cidade, e que fez uma proposta ao Sporting Clube de Castelo Branco e ao Clube de Futebol "Os Albicastrenses" (que rejeitou), para estes se unirem na criação de um novo clube que se veio a chamar "Associação Desportiva de Castelo Branco", este projecto não correu como o esperado e os benfiquistas da cidade voltaram anos mais tarde a mudar o nome do clube para o altual Sport Benfica e Castelo Branco.
Os "Albicastrenses" reuniu em assembleia geral extraordinária realizada no dia 26 de Abril de 1948, que tinha como único ponto a "Apreciação de uma proposta feita pelo Sport Lisboa e Castelo Branco, no sentido de propor a adesão do Clube de Futebol “Os Albicastrenses” à Associação Desportiva de Castelo Branco", proposta que foi rejeitada por nove votos a favor da adesão e vinte e três contra. Depois disso nunca mais se soube nada do Clube de Futebol "Os Albicastrenses", que terá desaparecido pouco tempo depois, deixando a cidade sem um clube que pode já ser considerado como um dos históricos do seu futebol.
sábado, 27 de julho de 2019
Centro Cultural e Recreativo de Enxabarda
Fundação: 1976
Localidade: Enxabarda (Castelejo), Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol e Polidesportivo da Enxabarda
A Enxabarda é uma aldeia pertencente à freguesia de Castelejo, na zona sul do Concelho do Fundão, e como aconteceu em todas as outras terras, o entusiasmo desportivo teve início nas décadas de 50 e 60, quando se começaram a criar equipas para jogar contra aldeias vizinhas, como Castelejo, Freixial, Souto da Casa e Lavacolhos, con a ideia da criação de um campo de futebol a começar a ganhar forma.
A equipa da Enxabarda começou a ter maior regularidade e participou em inúmeros jogos amigáveis e torneios, no verão de 1976 comepetiu no tradicional torneio de futebol de 11 organizado pelo Clube Académico do Fundão. O sucesso desportivo aliado à vontade de organizar outro tipo de atividades na aldeia, levaram à criação do "Centro Cultural e Recreativo de Enxabarda", tendo como seu principal percursor José Valente, tendo sido legalizado oficialmente em Dezembro de 1976, passando a ser a principal coletividade existente na terra. Seguiram-se depois anos de grande atividade desportiva, com participação em torneios e organização de jogos de futebol, assim como futebol de salão (mais tarde futsal), não só com seniores, mas também com crianças da terra, e mais tarde até equipas femininas, a isto juntou-se a construção de um campo de futebol com balneários e um ringue polidesportivo, que permitiram o desenvolvimento destas modalidades, para além de que em 1999 ter sido finalmente inaugurada a sua sede social.
Com a chegada do novo milénio a atividade do clube diminui progressivamente, a desertificação e falta de massa humana fizeram com que as atividades desportivas deixassem de ser praticadas, no entanto o clube manteve sempre em activo organizando vários tipos de eventos, como convívios, festas populares, jogos de cartas, e atividades ao ar livre, como caminhadas passeios de tractores, paintball, etc. Apesar do desporto já não fazer parte do presente desta coletividade, o mesmo faz parte da sua história.
Localidade: Enxabarda (Castelejo), Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol e Polidesportivo da Enxabarda
A Enxabarda é uma aldeia pertencente à freguesia de Castelejo, na zona sul do Concelho do Fundão, e como aconteceu em todas as outras terras, o entusiasmo desportivo teve início nas décadas de 50 e 60, quando se começaram a criar equipas para jogar contra aldeias vizinhas, como Castelejo, Freixial, Souto da Casa e Lavacolhos, con a ideia da criação de um campo de futebol a começar a ganhar forma.
A equipa da Enxabarda começou a ter maior regularidade e participou em inúmeros jogos amigáveis e torneios, no verão de 1976 comepetiu no tradicional torneio de futebol de 11 organizado pelo Clube Académico do Fundão. O sucesso desportivo aliado à vontade de organizar outro tipo de atividades na aldeia, levaram à criação do "Centro Cultural e Recreativo de Enxabarda", tendo como seu principal percursor José Valente, tendo sido legalizado oficialmente em Dezembro de 1976, passando a ser a principal coletividade existente na terra. Seguiram-se depois anos de grande atividade desportiva, com participação em torneios e organização de jogos de futebol, assim como futebol de salão (mais tarde futsal), não só com seniores, mas também com crianças da terra, e mais tarde até equipas femininas, a isto juntou-se a construção de um campo de futebol com balneários e um ringue polidesportivo, que permitiram o desenvolvimento destas modalidades, para além de que em 1999 ter sido finalmente inaugurada a sua sede social.
Com a chegada do novo milénio a atividade do clube diminui progressivamente, a desertificação e falta de massa humana fizeram com que as atividades desportivas deixassem de ser praticadas, no entanto o clube manteve sempre em activo organizando vários tipos de eventos, como convívios, festas populares, jogos de cartas, e atividades ao ar livre, como caminhadas passeios de tractores, paintball, etc. Apesar do desporto já não fazer parte do presente desta coletividade, o mesmo faz parte da sua história.
sábado, 20 de julho de 2019
Clube Recreativo Operário Estrela da Serra
Fundação: 1937
Localidade: São Jorge da Beira, Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Jogos de S. Jorge da Beira
Este clube foi criado em finais da década de 30 na então aldeia de Cebola (que apenas em 1960 passou a denominar-se oficialmente São Jorge da Beira), situada a 50 km da Covilhã perto da serra do Açor, e que nessa época beneficiava de um grande crescimento económico derivado do cada vez maior número de trabalhadores nas Minas da Panasqueira, que por alturas da II.ª Guerra Mundial atingiu o seu pico de laboração, a Cebola quase que duplicou o seu número de habitantes e com eles deu-se também o incremento das atividades culturais, recreativas e desportivas. surge assim em 1937 devidamente legalizado o "Grupo Desportivo Operário Estrela da Serra", que pretendia reunir a população trabalhadora e não só, num espaço onde pudessem conviver e confraternizar como indica o seu lema «Unir e Conviver Fraternamente».
A Cebola logo tratou de constituir uma equipa de futebol e deu inicio aos jogos amigáveis contra aldeias vizinhas, como São Francisco de Assis, Barroca Grande, o clube das Minas da Panasqueira, assim como outras equipas dos concelho da Covilhã e do Fundão. A equipa do Estrela da Serra tornou-se muito conhecida a nível local pela qualidade dos seus jogadores, sendo a equipa da Cebola uma das mais regulares da região nas décadas de 50 e 60, onde participou em inúmeros torneios e partidas amigáveis. A própria crise nas minas, a emigração e a desertificação, contribuíram para que o clube abrandasse um pouco a sua atividade, tendo o mesmo atravessado fases menos boas e até alguns anos de inactividade, e o clube passa depois de grupo desportivo para clube recreativo, focando-se noutro tipo de atividades, mas sempre virado para a população local.
Nas décadas de 80 e 90, o clube continuou com o futebol amador, com jogos esporádicos contra outras equipas da zona, e mais tarde com a construção do ringue polidesportivo na aldeia, também o futsal passou ser a praticado pela juventude. Atualmente o Estrela da Serra continua a manter uma sede social ativa, que é o ponto de encontro para a população, onde organiza várias atividades, como convívios, torneios de cartas, encontros de motorizadas, sendo uma das principais coletividades da freguesia.
Localidade: São Jorge da Beira, Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Jogos de S. Jorge da Beira
Este clube foi criado em finais da década de 30 na então aldeia de Cebola (que apenas em 1960 passou a denominar-se oficialmente São Jorge da Beira), situada a 50 km da Covilhã perto da serra do Açor, e que nessa época beneficiava de um grande crescimento económico derivado do cada vez maior número de trabalhadores nas Minas da Panasqueira, que por alturas da II.ª Guerra Mundial atingiu o seu pico de laboração, a Cebola quase que duplicou o seu número de habitantes e com eles deu-se também o incremento das atividades culturais, recreativas e desportivas. surge assim em 1937 devidamente legalizado o "Grupo Desportivo Operário Estrela da Serra", que pretendia reunir a população trabalhadora e não só, num espaço onde pudessem conviver e confraternizar como indica o seu lema «Unir e Conviver Fraternamente».
A Cebola logo tratou de constituir uma equipa de futebol e deu inicio aos jogos amigáveis contra aldeias vizinhas, como São Francisco de Assis, Barroca Grande, o clube das Minas da Panasqueira, assim como outras equipas dos concelho da Covilhã e do Fundão. A equipa do Estrela da Serra tornou-se muito conhecida a nível local pela qualidade dos seus jogadores, sendo a equipa da Cebola uma das mais regulares da região nas décadas de 50 e 60, onde participou em inúmeros torneios e partidas amigáveis. A própria crise nas minas, a emigração e a desertificação, contribuíram para que o clube abrandasse um pouco a sua atividade, tendo o mesmo atravessado fases menos boas e até alguns anos de inactividade, e o clube passa depois de grupo desportivo para clube recreativo, focando-se noutro tipo de atividades, mas sempre virado para a população local.
Nas décadas de 80 e 90, o clube continuou com o futebol amador, com jogos esporádicos contra outras equipas da zona, e mais tarde com a construção do ringue polidesportivo na aldeia, também o futsal passou ser a praticado pela juventude. Atualmente o Estrela da Serra continua a manter uma sede social ativa, que é o ponto de encontro para a população, onde organiza várias atividades, como convívios, torneios de cartas, encontros de motorizadas, sendo uma das principais coletividades da freguesia.
sábado, 13 de julho de 2019
Grupo Desportivo e Cultural Zebreirense
Fundação: 1980
Localidade: Zebreira, Idanha-a-Nova
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Complexo Desportivo do GDC Zebreirense
A Zebreira é uma antiga vila raiana, localizada no centro do concelho de Idanha-a-Nova, e que teve no seu passado desportivo a prática do futebol, que aparece na localidade pela mão da "Sociedade Recreativa Zebreirense", coletividade fundada nos anos 30, e que de entre as várias atividades que realizava estava o futebol amador. Ao longo das década a Zebreira como terra desenvolvida e populosa que sempre foi, continuou com a sua equipa de futebol em jogos amigáveis contra os seus vizinhos raianos, como o Rosmaninhal, Monfortinho, Monsanto, Salvaterra do Extremo, Ladoeiro, entre outros, para além dos tradicionais jogos solteiros x casados.
A Zebreira foi participando em torneios de futebol e jogos amigáveis com alguma regularidade, tendo surgido depois entre os zebreirenses, a ideia de se criar na vila uma coletividade dedicada não só ao desporto mas também a outras atividades, e foi assim fundado no dia 11 de Setembro de 1980 o "Grupo Desportivo e Cultural Zebreirense", associação criada com a finalidade da promoção desportiva, cultural e recreativa entre os seus associados e habitantes da localidade. Logo o clube tratou de arranjar uma sede social própria, que se viria a localizar na zona da Caneca, no local limítrofe ao campo de futebol que já existia, e cuja construção terminou em 1987, alguns anos depois este complexo desportivo veio também a ser dotado de balneários, e de um ringue polidesportivo.
A atividade desportiva do clube na década de 80 passou pelo futebol amador, com participação em jogos e torneios, tendo-se mais tarde dado o salto para o desporto federado, com equipas de futebol nas categorias de juvenis e júniores, de finais dos anos 80 a inícios dos anos 90. O Zebreirense abandonou depois o futebol de formação para se dedicar ao então "futebol de 5", onde obteve grande sucesso, a sua equipa sagrou-se vencedora de vários torneios por todo o distrito e também do outro lado da fronteira, com alguns torneios em Espanha. Ainda a nível federado, na época de 1993/94 estreia a equipa de futsal sénior que competiu no campeonato distrital até época de 1996/97, com relativo sucesso, levando o nome da vila da Zebreira por toda a região.
Mais tarde o Zebreirense dedica-se exclusivamente ao futsal de formação, onde ao longo dos anos se veio a tornar uma referencia no seu concelho, competindo com equipas de futsal em todos os escalões, desde infantis, iniciados, juvenis e juniores, uma autentica academia de futsal, que movimentava a juventude do concelho de Idanha-a-Nova, a sua equipa de juvenis chegou a ser campeã distrital e a subir à II.ª Divisão Nacional, competição que requeria outro tipo condições, chegando a ser equacionada a construção de um pavilhão desportivo na Zebreira, mas que por nega da junta local não se chegou a realizar, acabando em vez disso por se construir um novo polidesportivo com melhores condições ao pé do campo de futebol. Este projecto de futsal do Zebreirense durou até há temporada de 2003/04, tendo a colectividade suspendido o desporto federado.
Depois disso o clube dedicou-se a outras atividades culturais e recreativas na vila, tendo o Grupo Desportivo e Cultural Zebreirense entrado em inactividade há alguns anos atrás, mas deixando a sua marca no desporto regional, mais concretamente no futsal de formação. Mantêm-se no entanto em bom estado as suas instalações desportivas, que estão ao dispor da juventude da terra que com maior ou menor regularidade as tem utilizado em jogos amigáveis.
Localidade: Zebreira, Idanha-a-Nova
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Complexo Desportivo do GDC Zebreirense
A Zebreira é uma antiga vila raiana, localizada no centro do concelho de Idanha-a-Nova, e que teve no seu passado desportivo a prática do futebol, que aparece na localidade pela mão da "Sociedade Recreativa Zebreirense", coletividade fundada nos anos 30, e que de entre as várias atividades que realizava estava o futebol amador. Ao longo das década a Zebreira como terra desenvolvida e populosa que sempre foi, continuou com a sua equipa de futebol em jogos amigáveis contra os seus vizinhos raianos, como o Rosmaninhal, Monfortinho, Monsanto, Salvaterra do Extremo, Ladoeiro, entre outros, para além dos tradicionais jogos solteiros x casados.
A Zebreira foi participando em torneios de futebol e jogos amigáveis com alguma regularidade, tendo surgido depois entre os zebreirenses, a ideia de se criar na vila uma coletividade dedicada não só ao desporto mas também a outras atividades, e foi assim fundado no dia 11 de Setembro de 1980 o "Grupo Desportivo e Cultural Zebreirense", associação criada com a finalidade da promoção desportiva, cultural e recreativa entre os seus associados e habitantes da localidade. Logo o clube tratou de arranjar uma sede social própria, que se viria a localizar na zona da Caneca, no local limítrofe ao campo de futebol que já existia, e cuja construção terminou em 1987, alguns anos depois este complexo desportivo veio também a ser dotado de balneários, e de um ringue polidesportivo.
A atividade desportiva do clube na década de 80 passou pelo futebol amador, com participação em jogos e torneios, tendo-se mais tarde dado o salto para o desporto federado, com equipas de futebol nas categorias de juvenis e júniores, de finais dos anos 80 a inícios dos anos 90. O Zebreirense abandonou depois o futebol de formação para se dedicar ao então "futebol de 5", onde obteve grande sucesso, a sua equipa sagrou-se vencedora de vários torneios por todo o distrito e também do outro lado da fronteira, com alguns torneios em Espanha. Ainda a nível federado, na época de 1993/94 estreia a equipa de futsal sénior que competiu no campeonato distrital até época de 1996/97, com relativo sucesso, levando o nome da vila da Zebreira por toda a região.
Mais tarde o Zebreirense dedica-se exclusivamente ao futsal de formação, onde ao longo dos anos se veio a tornar uma referencia no seu concelho, competindo com equipas de futsal em todos os escalões, desde infantis, iniciados, juvenis e juniores, uma autentica academia de futsal, que movimentava a juventude do concelho de Idanha-a-Nova, a sua equipa de juvenis chegou a ser campeã distrital e a subir à II.ª Divisão Nacional, competição que requeria outro tipo condições, chegando a ser equacionada a construção de um pavilhão desportivo na Zebreira, mas que por nega da junta local não se chegou a realizar, acabando em vez disso por se construir um novo polidesportivo com melhores condições ao pé do campo de futebol. Este projecto de futsal do Zebreirense durou até há temporada de 2003/04, tendo a colectividade suspendido o desporto federado.
Depois disso o clube dedicou-se a outras atividades culturais e recreativas na vila, tendo o Grupo Desportivo e Cultural Zebreirense entrado em inactividade há alguns anos atrás, mas deixando a sua marca no desporto regional, mais concretamente no futsal de formação. Mantêm-se no entanto em bom estado as suas instalações desportivas, que estão ao dispor da juventude da terra que com maior ou menor regularidade as tem utilizado em jogos amigáveis.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Futebol Clube de Malpica do Tejo
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| Brasão da Freguesia de Malpica do Tejo |
Localidade: Malpica do Tejo, Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol do Covão
Nesta aldeia situada ao sul do concelho de Castelo Branco, paredes meias com com o Alto Alentejo e com Espanha, e cuja área integra o parte Parque Natural do Tejo Internacional, sempre houve uma grande actividade cultural, recreativa e desportiva por parte da população, no que ao futebol diz respeito, a modalidade começou a ser praticada pelo "Atlético Club Recreativo de Malpica" coletividade fundada em 1940, e de carácter elitista, visto que de entre outras atividades que realizava, como jogos de salão, e peças de teatro, também o futebol só podia ser praticado por sócios do clube, que eram na sua maioria a "burguesia" da aldeia, ou por outras palavras, gente com algumas posses.
O Atlético de Malpica terá existido apenas nos primeiros anos da década de 40, desavenças entre a população fizeram com que o clube estivesse perto de fechar as portas logo no seu inicio, mas o mesmo conseguiu erguer-se e passou a dedicar-se mais a atividades recreativas e de lazer. Ainda nos anos 40 começam a surgir os famosos jogos entre aldeias, e o povo de Malpica logo formou uma equipa de futebol, realizando partidas frente a outras povoações das proximidades, como Ladoeiro, Lentiscais e os seu grande rival, a aldeia vizinha de Monforte da Beira, com quem viria a disputar um polémico jogo de futebol que ficou para história.
Em 1945 as povoações vizinhas de Malpica do Tejo e Monforte da Beira, combinaram uma jornada de futebol, que consistia em dois jogos entre ambas equipas, jogando cada uma em sua "casa", como era costume na altura, estes jogos contavam sempre com grandes assistência por parte população de ambas aldeias que se deslocavam de propósito para ver as suas equipas jogar. No jogo em Monforte a formação malpiqueira haveria de perder por 8-1, esperando pela desforra no jogo seguinte, mas a jogar em casa, quando Malpica já ganhava 1-0 na segunda parte, a partida começou a ficar demasiado violenta, e um confronto físico entre dois jogados das duas equipas despoletou uma briga geral que envolveu a invasão de campo pelos adeptos, terminado com a retirada forçosa da equipa de Monforte que abandonou a aldeia a ser apedrejada pelos locais. este incidente provocou uma rivalidade ainda maior entre as duas aldeias que se mantém até hoje, e que em termos desportivos, só voltariam a realizar um jogo de futebol entre si apenas na década de 70.
Nos anos seguintes com mais ou menos atividade, Malpica lá foi praticando futebol em partidas amigáveis contra terra vizinhas, tanto do lado de Portugal como também de Espanha, e com participação em alguns torneios, depois do 25 de Abril e com o espírito de liberdade que deu um grande impulso ao associativismo, foi realizada uma assembleia geral num dos cafés da aldeia, com alguns locais, para a criação de uma coletividade desportiva, e assim nasceu em Fevereiro de 1978 o "Futebol Clube de Malpica do Tejo", logo que legalizado o clube entrou em atividade e começou a realizar vários jogos de futebol contra outras localidades, a equipa usava o campo de futebol situado numa zona denominada de "Covão" e equipava de amarelo e preto.
Esta foi talvez a fase de maior atividade desportiva da aldeia, para além dos jogos amigáveis a equipa malpiqueira participou em inúmeros torneios, nalguns dos quais obteve sucesso, como um quadrangular realizado em Caféde no ano de 1980, em que Malpica foi a equipa sensação. A equipa participou ainda no conhecido torneio inter-aldeias em 1985, na altura organizado em Salgueiro do Campo, e em que Malpica acabou por não passar da fase de grupos. Ainda nos 80 e 90, o decréscimo da população levou o clube à inactividade, porém o desporto continuou, com as vertentes de futebol de 7 e mais tarde com a construção do ringue polidesportivo com o futebol de 5, a desertificação afetou a aldeia em vários sentidos e a prática desportiva hoje é praticamente inexistente, com exceção do tradicional jogo entre solteiros x casados que se realiza por altura das festas, no entanto Malpica do Tejo possui um passado desportivo do qual se pode orgulhar.
sábado, 22 de junho de 2019
Casa do Povo de Souto da Casa
Fundação: Anos 40
Localidade: Souto da Casa, Fundão
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol do Souto da Casa
Souto da Casa, é uma aldeia situada na Cova da Beira, na zona sul fo concelho do Fundão, e que sempre teve na sua Casa do Povo, a entidade mais importante e responsável por todo o movimento cultural, recreativo e desportivo que acontece na localidade, desde os famosos bombos do Souto da Casa até ao rancho folclórico, foi também pela Casa do Povo que se deu o crescimento da prática de futebol na aldeia.
Já na década 30 se registavam partidas de futebol, com jogos frente a outras aldeias, a equipa do Souto da Casa dava pelo nome de "Sporting Leões da Gardunha", por simpatia dos seus habitantes com o Sporting Clube de Portugal. Ao longo dos anos foram surgindo na aldeia várias equipas compostas pelos locais, que jogavam em partidas amigáveis, porém não existia ainda um campo de futebol em Souto da Casa, tendo a equipa de jogar em terrenos improvisados para o efeito.
Em 1950 dá-se a inauguração do campo de futebol do Souto da Casa, num local denominado de "Barreiras dos Pressas", o terreno foi oferecido por um ilustre da terra, Fernando Trigueiros Leitão Correia de Castro, que pagou também as obras de terraplanagem. Por essa altura já era a Casa do Povo de Souto da Casa que tomava conta do futebol, representando a aldeia em partidas contra várias localidades do concelho do Fundão, em especial os jogos contra a equipa vizinha do Castelejo.
Ao longo das décadas, com maior ou menor regularidade, o futebol continuou a ser praticado pela juventude do Souto da Casa, fosse nos tradicionais jogos entre solteiros x casados, ou em partidas amigáveis contra outras aldeias. Na década de 70 começou a aparecer também o "futebol de salão", com a equipa do Souto Casa a participar em torneios um pouco por todo o concelho, tendo inclusivamente se sagrado vencedora de um torneio de futebol de salão em 1975, organizado pelo Clube Académico do Fundão. Nos anos 80 e 90 o futebol continua a ser praticado de forma amadora, assim como o futebol de 5, e mais tarde futsal, no inicio do milénio chegou a ser equaciona a construção de um ringue polidesportivo na freguesia, obra essa que acabou por nunca se realizar, simultaneamente a Casa do Povo, como coletividade principal da aldeia, continuava muito activa noutras atividades, como os já aqui referidos grupo bombos e rancho folclórico.
Apesar de ser cada vez menor a população jovem na aldeia, Souto da Casa ainda consegue manter o desporto vivo, com participações regulares da sua equipa em torneios de futsal na região, e também no já tradicional jogo de futebol que se realiza no 1.º de Maio, dia do trabalhador, frente à Associação Cultural Desportiva e Recreativa dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Fundão. A par da vertente desportiva a Casa do Povo de Souto da Casa é também um espaço de convívio para população e onde se realizam eventos de vária ordem, por lá passa grande parte do dinamismo da freguesia.
Localidade: Souto da Casa, Fundão
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol do Souto da Casa
Souto da Casa, é uma aldeia situada na Cova da Beira, na zona sul fo concelho do Fundão, e que sempre teve na sua Casa do Povo, a entidade mais importante e responsável por todo o movimento cultural, recreativo e desportivo que acontece na localidade, desde os famosos bombos do Souto da Casa até ao rancho folclórico, foi também pela Casa do Povo que se deu o crescimento da prática de futebol na aldeia.
Já na década 30 se registavam partidas de futebol, com jogos frente a outras aldeias, a equipa do Souto da Casa dava pelo nome de "Sporting Leões da Gardunha", por simpatia dos seus habitantes com o Sporting Clube de Portugal. Ao longo dos anos foram surgindo na aldeia várias equipas compostas pelos locais, que jogavam em partidas amigáveis, porém não existia ainda um campo de futebol em Souto da Casa, tendo a equipa de jogar em terrenos improvisados para o efeito.
Em 1950 dá-se a inauguração do campo de futebol do Souto da Casa, num local denominado de "Barreiras dos Pressas", o terreno foi oferecido por um ilustre da terra, Fernando Trigueiros Leitão Correia de Castro, que pagou também as obras de terraplanagem. Por essa altura já era a Casa do Povo de Souto da Casa que tomava conta do futebol, representando a aldeia em partidas contra várias localidades do concelho do Fundão, em especial os jogos contra a equipa vizinha do Castelejo.
Ao longo das décadas, com maior ou menor regularidade, o futebol continuou a ser praticado pela juventude do Souto da Casa, fosse nos tradicionais jogos entre solteiros x casados, ou em partidas amigáveis contra outras aldeias. Na década de 70 começou a aparecer também o "futebol de salão", com a equipa do Souto Casa a participar em torneios um pouco por todo o concelho, tendo inclusivamente se sagrado vencedora de um torneio de futebol de salão em 1975, organizado pelo Clube Académico do Fundão. Nos anos 80 e 90 o futebol continua a ser praticado de forma amadora, assim como o futebol de 5, e mais tarde futsal, no inicio do milénio chegou a ser equaciona a construção de um ringue polidesportivo na freguesia, obra essa que acabou por nunca se realizar, simultaneamente a Casa do Povo, como coletividade principal da aldeia, continuava muito activa noutras atividades, como os já aqui referidos grupo bombos e rancho folclórico.
Apesar de ser cada vez menor a população jovem na aldeia, Souto da Casa ainda consegue manter o desporto vivo, com participações regulares da sua equipa em torneios de futsal na região, e também no já tradicional jogo de futebol que se realiza no 1.º de Maio, dia do trabalhador, frente à Associação Cultural Desportiva e Recreativa dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Fundão. A par da vertente desportiva a Casa do Povo de Souto da Casa é também um espaço de convívio para população e onde se realizam eventos de vária ordem, por lá passa grande parte do dinamismo da freguesia.
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