quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Grupo Desportivo Águias do Canhoso

Fundação: 1962
Localidade: Canhoso, Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Jogos Manuel Alçada Padez / Polidesportivo do Canhoso

Esta coletividade foi fundada em Março de 1962 como "Centro de Recreio Popular Os Águias do Canhoso", situada no lugar de Canhoso, nos arredores da cidade da Covilhã, e pertencente na altura à freguesia de Aldeia do Carvalho. Antes da sua fundação, as gentes do Canhoso já tinham andado pelo futebol popular, com a organização de jogos amigáveis frente a equipas de localidades vizinhas, mas com o intuito de jogar a outro patamar foi criado este clube que logo na temporada de 1962/63 decide filiar-se na FNAT (hoje Inatel) sob a designação de "Centro Popular de Trabalhadores do Canhoso", para competir no campeonato de futebol, esta competição tinha a particularidade de ter na sua esmagadora maioria equipas do concelho Covilhã, muitas delas pertencentes a fábricas de lanifícios locais. O Canhoso manteve-se ainda em competição na época de 1963/64, mas teve depois uma paragem competitiva regressando apenas na época de 1967/68.

A par de outras atividades que realizava na localidade o Águias do Canhoso sempre manteve o futebol como modalidade principal, onde continuou a competir no campeonato do Inatel, o clube tinha já uma sede própria e um campo de jogos, situado numa propriedade cedida pelo benemérito local António Manuel Alçada Padez, a quem foi dado o nome ao campo como forma de homenagem. Os anos de ouro do futebol do Canhoso estavam para chegar nas décadas seguintes quando a equipa se constitui como uma das melhores do campeonato do Inatel, onde se sagrou campeã por diversas vezes, nomeadamente nos anos de 1972, 1974, 1977, 1979, 1980, 1981 e 1985.

O campeonato do Inatel em Castelo Branco entrou depois numa crise, pela falta de equipas inscritas tendo deixado de se poder realizar, posto isto o Águias do Canhoso com o objectivo de continuar a competir, inscreve a sua equipa do Campeonato Distrital de Castelo Branco, alterando a sua designação para a atual, e onde se estreia na temporada de 1991/92 jogando na 2.ª Divisão. Depressa a equipa do Canhoso deu nas vista e na época de 1993/94 consegue a subida à 1.ª Divisão Distrital, após alcançar um 2º lugar atrás da equipa do Silvares. No entanto a estadia do Águias do Canhoso na principal divisão distrital dura apenas uma temporada, tendo terminado nos últimos lugares e sido despromovida de novo para a 2.ª. Divisão, porém o Canhoso haveria de se sagrar campeão distrital da 2.ª Divisão na época de 1995/96, regressando assim ao patamar superior onde se manteve até à época de 1998/99.

A própria localidade de Canhoso foi ao longo dos anos alvo de um grande desenvolvimento económico e social, beneficiando da sua proximidade com a cidade de Covilhã, e com a cada vez maior fixação de pessoas e empresas, que desenvolveram a terra em termos de infraestruturas e serviços, até que em 1997 por decreto lei, o Canhoso desanexou-se da freguesia de Vila do Carvalho, para passar a constituir uma freguesia própria, assim foi até ás reformas de 2013, em que o Canhoso passou a fazer união de freguesias com a Covilhã. A equipa foi de novo despromovida à 2.ª Divisão, mas em 1999/2000 consegue de novo a subida para a 1.ª Distrital, onde depois se manteve a competir até o clube abandonar definitivamente o futebol federado em 2002, após de uma década inteira de competição.

Problemas financeiros e directivos fizeram com a que a coletividade abrandasse a sua atividade, nomeadamente na parte desportiva, onde houveram também outras modalidades como o atletismo ou o pool. O clube voltou ao desporto federado em 2010 com a criação de uma equipa de futsal na categoria de iniciados para competir nos campeonatos distritais, essa geração de jovens teve continuidade nos anos seguintes, mantendo-se em competição nos escalões de juvenis e juniores onde terminou na época de 2014/15, deste percurso destaca-se conquista da Taça AFCB de futsal em juvenis no ano de 2013. Por essa altura foi construído no Canhoso um ringue polidesportivo, no entanto a equipa do Águias do Canhoso realizava os seus jogos caseiros no pavilhão gimnodesportivo da escola do Teixoso, por lá ter melhores condições.

O Águias do Canhoso atravessou altos e baixos nos últimos anos, mas continuou sempre com o apoio da população local, onde é a principal coletividade, dispondo de uma sede social própria e realizando várias atividades recreativas e culturais, ao nível desportivo continua a participar esporadicamente em torneio de futsal nas redondezas e tem outras modalidades como o karaté federado e ginástica de manutenção.

sábado, 3 de agosto de 2019

Clube de Futebol "Os Albicastrenses"

Fundação: 1934
Localidade: Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal Vale do Romeiro

Foi nos inícios da década de 1930 que o futebol começou a ganhar popularidade em Castelo Branco, na cidade capital de distrito um dos primeiros clubes a praticar a modalidade foi o "Onze Vermelho Albicastrense" (antecessor do atual Benfica e Castelo Branco), e aos poucos gerou-se um certo entusiasmo em torno do movimento associativo, e neste desporto em particular. No ano de 1934 dá-se a fundação de alguns da alguns que viriam a ser os principais clubes de futebol na cidade, nomeadamente o "Sporting Clube de Castelo Branco", o "Grupo Desportivo da Associação Académica Albicastrense", e o "Club de Foot-Ball «Os Albicastrenses»", criado oficialmente a 25 de Setembro e na altura como filial oficial do "Clube de Futebol «Os Belenenses»".

O clube tinha a sua sede no Largo do Espírito Santo, junto da capela homónima, perto da qual se encontra atualmente a Junta de Freguesia de Castelo Branco. A apresentação oficial do clube que na altura era popularmente designado como o "Belenenses Albicastrense", ocorreu no dia 27 de Janeiro de 1935, dando depois início aos jogos amigáveis contra outras equipas da cidade. O auge desportivo que Castelo Branco e a região viviam naqueles tempos, com o aparecimento de cada vez mais equipas e pessoas interessadas no futebol, levou à criação da Associação de Futebol de Castelo Branco, em Março de 1936, e que teve o Clube de Futebol "Os Albicastrenses" como um dos seus dez fundadores. Na época de 1935/36 organiza-se a primeira competição oficial desta Associação de Futebol, na qual participaram as principais equipas do distrito, provenientes na sua maioria das cidades de Castelo Branco e Covilhã, disputou-se assim a "Taça de Castelo Branco" que teve como vencedor o Sporting da Covilhã, com o Clube de Futebol "Os Albicastrenses" a ficar-se pelos últimos lugares, após alguns maus resultados.

Na época de 1936/37 realiza-se pela primeira vez o Campeonato Distrital de Castelo Branco, apenas oito equipas se inscrevem na competição, entre elas "Os Albicastrenses", o campeonato estava dividido em duas séries, a Zona Norte (equipas da Covilhã e Fundão), e Zona Sul (equipas de Castelo Branco), e "Os Albicastrenses" não teve muita sorte na época de estreia, tendo terminado a prova em último lugar da sua série só com derrotas, os resultados negativos deveram-se muito a uma situação ocorrida dentro de campo, em que vários jogadores dos "Albicastrenses" acabaram suspensos vários jogos por agressão a um arbitro na contestação de um penalti. Na época de 1937/38 os "Albicastrenses" volta a participar no campeonato distrital, e desta vez acaba a competição com um balanço mais positivo, com uma vitória e um empate em quatro jogos.

Os "Albicastrenses" por alguma razão não inscreve a sua equipa no campeonato distrital da temporada de 1938/39, porém continua a jogar futebol em partidas amigáveis contra outras equipas da cidade. Na época de 1939/40 dá-se o regresso da equipa ao futebol distrital, mas as coisas voltam a não correr bem à filial de Belém, terminando a temporada com um registo de oito derrotas em oito jogos, após isso o clube ainda se volta a inscrever no campeonato da época seguinte, mas acaba por comunicar a sua desistência da prova à AFCB, ainda antes do inicio da 1.ª jornada.

Apesar de tudo o clube não mais voltou a desistir do campeonato, mantendo-se depois ininterruptamente em competição nos anos seguintes. Na época de 1941/42 os "Albicastrenses" volta novamente a participar no campeonato, mas termina no último lugar da série só com derrotas, após sofrer inúmeras goleadas, tendo sucedido o mesmo na época seguinte. A pouca sorte dos "Albicastrenses" no futebol federado haveria de mudar, após os sucessivos maus resultados nos primeiros anos, a equipa viria a conquistar o 2.º lugar  consecutivamente nas temporadas de 1943/44 e 44/45, nessas que foram também as últimas épocas do clube no campeonato distrial.

Para além do futebol que continuou depois a ser praticado apenas em jogos amigáveis, os "Albicastrenses" organizava também outras atividades, como convívios na sua sede, o grande número de clubes presentes em Castelo Branco, e todos eles filiais de grande clubes nacionais dividia um pouco as preferências clubísticas da população, que assim não se concentrava em grande número a apoiar um só clube. Surgiu assim a ideia de aglomerar os principais clubes da cidade num só, unindo os adeptos num novo clube, maior e mais forte para rivalizar com as principais equipas do distrito, esta iniciativa partiu do Sport Lisboa e Castelo Branco que na altura era o principal clube da cidade, e que fez uma proposta ao Sporting Clube de Castelo Branco e ao Clube de Futebol "Os Albicastrenses" (que rejeitou), para estes se unirem na criação de um novo clube que se veio a chamar "Associação Desportiva de Castelo Branco", este projecto não correu como o esperado e os benfiquistas da cidade voltaram anos mais tarde a mudar o nome do clube para o altual Sport Benfica e Castelo Branco.

Os "Albicastrenses" reuniu em assembleia geral extraordinária realizada no dia 26 de Abril de 1948, que tinha como único ponto a "Apreciação de uma proposta feita pelo Sport Lisboa e Castelo Branco, no sentido de propor a adesão do Clube de Futebol “Os Albicastrenses” à Associação Desportiva de Castelo Branco", proposta que foi rejeitada por nove votos a favor da adesão e vinte e três contra.  Depois disso nunca mais se soube nada do Clube de Futebol "Os Albicastrenses", que terá desaparecido pouco tempo depois, deixando a cidade sem um clube que pode já ser considerado como um dos históricos do seu futebol.

sábado, 27 de julho de 2019

Centro Cultural e Recreativo de Enxabarda

Fundação: 1976
Localidade: Enxabarda (Castelejo), Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol e Polidesportivo da Enxabarda

A Enxabarda é uma aldeia pertencente à freguesia de Castelejo, na zona sul do Concelho do Fundão, e como aconteceu em todas as outras terras, o entusiasmo desportivo teve início nas décadas de 50 e 60, quando se começaram a criar equipas para jogar contra aldeias vizinhas, como Castelejo, Freixial, Souto da Casa e Lavacolhos, con a ideia da criação de um campo de futebol a começar a ganhar forma.

A equipa da Enxabarda começou a ter maior regularidade e participou em inúmeros jogos amigáveis e torneios, no verão de 1976 comepetiu no tradicional torneio de futebol de 11 organizado pelo Clube Académico do Fundão. O sucesso desportivo aliado à vontade de organizar outro tipo de atividades na aldeia, levaram à criação do "Centro Cultural e Recreativo de Enxabarda", tendo como seu principal percursor José Valente, tendo sido legalizado oficialmente em Dezembro de 1976, passando a ser a principal coletividade existente na terra. Seguiram-se depois anos de grande atividade desportiva, com participação em torneios e organização de jogos de futebol, assim como futebol de salão (mais tarde futsal), não só com seniores, mas também com crianças da terra, e mais tarde até equipas femininas, a isto juntou-se a construção de um campo de futebol com balneários e um ringue polidesportivo, que permitiram o desenvolvimento destas modalidades, para além de que em 1999 ter sido finalmente inaugurada a sua sede social.

Com a chegada do novo milénio a atividade do clube diminui progressivamente, a desertificação e falta de massa humana fizeram com que as atividades desportivas deixassem de ser praticadas, no entanto o clube manteve sempre em activo organizando vários tipos de eventos, como convívios, festas populares, jogos de cartas, e atividades ao ar livre, como caminhadas passeios de tractores, paintball, etc. Apesar do desporto já não fazer parte do presente desta coletividade, o mesmo faz parte da sua história.

sábado, 20 de julho de 2019

Clube Recreativo Operário Estrela da Serra

Fundação: 1937
Localidade: São Jorge da Beira, Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Jogos de S. Jorge da Beira

Este clube foi criado em finais da década de 30 na então aldeia de Cebola (que apenas em 1960 passou a denominar-se oficialmente São Jorge da Beira), situada a 50 km da Covilhã perto da serra do Açor, e que nessa época beneficiava de um grande crescimento económico derivado do cada vez maior número de trabalhadores nas Minas da Panasqueira, que por alturas da II.ª Guerra Mundial atingiu o seu pico de laboração, a Cebola quase que duplicou o seu número de habitantes e com eles deu-se também o incremento das atividades culturais, recreativas e desportivas. surge assim em 1937 devidamente legalizado o "Grupo Desportivo Operário Estrela da Serra", que pretendia reunir a população trabalhadora e não só, num espaço onde pudessem conviver e confraternizar como indica o seu lema «Unir e Conviver Fraternamente».

A Cebola logo tratou de constituir uma equipa de futebol e deu inicio aos jogos amigáveis contra aldeias vizinhas, como São Francisco de Assis, Barroca Grande, o clube das Minas da Panasqueira, assim como outras equipas dos concelho da Covilhã e do Fundão. A equipa do Estrela da Serra tornou-se muito conhecida a nível local pela qualidade dos seus jogadores, sendo a equipa da Cebola uma das mais regulares da região nas décadas de 50 e 60, onde participou em inúmeros torneios e partidas amigáveis. A própria crise nas minas, a emigração e a desertificação, contribuíram para que o clube abrandasse um pouco a sua atividade, tendo o mesmo atravessado fases menos boas e até alguns anos de inactividade, e o clube passa depois de grupo desportivo para clube recreativo, focando-se noutro tipo de atividades, mas sempre virado para a população local.

Nas décadas de 80 e 90, o clube continuou com o futebol amador, com jogos esporádicos contra outras equipas da zona, e mais tarde com a construção do ringue polidesportivo na aldeia, também o futsal passou ser a praticado pela juventude. Atualmente o Estrela da Serra continua a manter uma sede social ativa, que é o ponto de encontro para a população, onde organiza várias atividades, como convívios, torneios de cartas, encontros de motorizadas, sendo uma das principais coletividades da freguesia.

sábado, 13 de julho de 2019

Grupo Desportivo e Cultural Zebreirense

Fundação: 1980
Localidade: Zebreira, Idanha-a-Nova
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Complexo Desportivo do GDC Zebreirense

A Zebreira é uma antiga vila raiana, localizada no centro do concelho de Idanha-a-Nova, e que teve no seu passado desportivo a prática do futebol, que aparece na localidade pela mão da "Sociedade Recreativa Zebreirense", coletividade fundada nos anos 30, e que de entre as várias atividades que realizava estava o futebol amador. Ao longo das década a Zebreira como terra desenvolvida e populosa que sempre foi, continuou com a sua equipa de futebol em jogos amigáveis contra os seus vizinhos raianos, como o Rosmaninhal, Monfortinho, Monsanto, Salvaterra do Extremo, Ladoeiro, entre outros, para além dos tradicionais jogos solteiros x casados.

A Zebreira foi participando em torneios de futebol e jogos amigáveis com alguma regularidade, tendo surgido depois entre os zebreirenses, a ideia de se criar na vila uma coletividade dedicada não só ao desporto mas também a outras atividades, e foi assim fundado no dia 11 de Setembro de 1980 o "Grupo Desportivo e Cultural Zebreirense", associação criada com a finalidade da promoção desportiva, cultural e recreativa entre os seus associados e habitantes da localidade. Logo o clube tratou de arranjar uma sede social própria, que se viria a localizar na zona da Caneca, no local limítrofe ao campo de futebol que já existia, e cuja construção terminou em 1987, alguns anos depois este complexo desportivo veio também a ser dotado de balneários, e de um ringue polidesportivo.

A atividade desportiva do clube na década de 80 passou pelo futebol amador, com participação em jogos e torneios, tendo-se mais tarde dado o salto para o desporto federado, com equipas de futebol nas categorias de juvenis e júniores, de finais dos anos 80 a inícios dos anos 90. O Zebreirense abandonou depois o futebol de formação para se dedicar ao então "futebol de 5", onde obteve grande sucesso, a sua equipa sagrou-se vencedora de vários torneios por todo o distrito e também do outro lado da fronteira, com alguns torneios em Espanha. Ainda a nível federado, na época de 1993/94 estreia a equipa de futsal sénior que competiu no campeonato distrital até época de 1996/97, com relativo sucesso, levando o nome da vila da Zebreira por toda a região.

Mais tarde o Zebreirense dedica-se exclusivamente ao futsal de formação, onde ao longo dos anos se veio a tornar uma referencia no seu concelho, competindo com equipas de futsal em todos os escalões, desde infantis, iniciados, juvenis e juniores, uma autentica academia de futsal, que movimentava a juventude do concelho de Idanha-a-Nova, a sua equipa de juvenis chegou a ser campeã distrital e a subir à II.ª Divisão Nacional, competição que requeria outro tipo condições, chegando a ser equacionada a construção de um pavilhão desportivo na Zebreira, mas que por nega da junta local não se chegou a realizar, acabando em vez disso por se construir um novo polidesportivo com melhores condições ao pé do campo de futebol. Este projecto de futsal do Zebreirense durou até há temporada de 2003/04, tendo a colectividade suspendido o desporto federado.

Depois disso o clube dedicou-se a outras atividades culturais e recreativas na vila, tendo o Grupo Desportivo e Cultural Zebreirense entrado em inactividade há alguns anos atrás, mas deixando a sua marca no desporto regional, mais concretamente no futsal de formação. Mantêm-se no entanto em bom estado as suas instalações desportivas, que estão ao dispor da juventude da terra que com maior ou menor regularidade as tem utilizado em jogos amigáveis.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Futebol Clube de Malpica do Tejo

Brasão da Freguesia de Malpica do Tejo
Fundação: 1978
Localidade: Malpica do Tejo, Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol do Covão

Nesta aldeia situada ao sul do concelho de Castelo Branco, paredes meias com com o Alto Alentejo e com Espanha, e cuja área integra o parte Parque Natural do Tejo Internacional, sempre houve uma grande actividade cultural, recreativa e desportiva por parte da população, no que ao futebol diz respeito, a modalidade começou a ser praticada pelo "Atlético Club Recreativo de Malpica" coletividade fundada em 1940, e de carácter elitista, visto que de entre outras atividades que realizava, como jogos de salão, e peças de teatro, também o futebol só podia ser praticado por sócios do clube, que eram na sua maioria a "burguesia" da aldeia, ou por outras palavras, gente com algumas posses.

O Atlético de Malpica terá existido apenas nos primeiros anos da década de 40, desavenças entre a população fizeram com que o clube estivesse perto de fechar as portas logo no seu inicio, mas o mesmo conseguiu erguer-se e passou a dedicar-se mais a atividades recreativas e de lazer. Ainda nos anos 40 começam a surgir os famosos jogos entre aldeias, e o povo de Malpica logo formou uma equipa de futebol, realizando partidas frente a outras povoações das proximidades, como Ladoeiro, Lentiscais e os seu grande rival, a aldeia vizinha de Monforte da Beira, com quem viria a disputar um polémico jogo de futebol que ficou para história.

Em 1945 as povoações vizinhas de Malpica do Tejo e Monforte da Beira, combinaram uma jornada de futebol, que consistia em dois jogos entre ambas equipas, jogando cada uma em sua "casa", como era costume na altura, estes jogos contavam sempre com grandes assistência por parte população de ambas aldeias que se deslocavam de propósito para ver as suas equipas jogar. No jogo em Monforte a formação malpiqueira haveria de perder por 8-1, esperando pela desforra no jogo seguinte, mas a jogar em casa, quando Malpica já ganhava 1-0 na segunda parte, a partida começou a ficar demasiado violenta, e um confronto físico entre dois jogados das duas equipas despoletou uma briga geral que envolveu a invasão de campo pelos adeptos, terminado com a retirada forçosa da equipa de Monforte que abandonou a aldeia a ser apedrejada pelos locais. este incidente provocou uma rivalidade ainda maior entre as duas aldeias que se mantém até hoje, e que em termos desportivos, só voltariam a realizar um jogo de futebol entre si apenas na década de 70.

Nos anos seguintes com mais ou menos atividade, Malpica lá foi praticando futebol em partidas amigáveis contra terra vizinhas, tanto do lado de Portugal como também de Espanha, e com participação em alguns torneios, depois do 25 de Abril e com o espírito de liberdade que deu um grande impulso ao associativismo, foi realizada uma assembleia geral num dos cafés da aldeia, com alguns locais, para a criação de uma coletividade desportiva, e assim nasceu em Fevereiro de 1978 o "Futebol Clube de Malpica do Tejo", logo que legalizado o clube entrou em atividade e começou a realizar vários jogos de futebol contra outras localidades, a equipa usava o campo de futebol situado numa zona denominada de "Covão" e equipava de amarelo e preto.

Esta foi talvez a fase de maior atividade desportiva da aldeia, para além dos jogos amigáveis a equipa malpiqueira participou em inúmeros torneios, nalguns dos quais obteve sucesso, como um quadrangular realizado em Caféde no ano de 1980, em que Malpica foi a equipa sensação. A equipa participou ainda no conhecido torneio inter-aldeias em 1985, na altura organizado em Salgueiro do Campo, e em que Malpica acabou por não passar da fase de grupos. Ainda nos 80 e 90, o decréscimo da população levou o clube à inactividade, porém o desporto continuou, com as vertentes de futebol de 7 e mais tarde com a construção do ringue polidesportivo com o futebol de 5, a desertificação afetou a aldeia em vários sentidos e a prática desportiva hoje é praticamente inexistente, com exceção do tradicional jogo entre solteiros x casados que se realiza por altura das festas, no entanto Malpica do Tejo possui um passado desportivo do qual se pode orgulhar.

sábado, 22 de junho de 2019

Casa do Povo de Souto da Casa

Fundação: Anos 40
Localidade: Souto da Casa, Fundão
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol do Souto da Casa

Souto da Casa, é uma aldeia situada na Cova da Beira, na zona sul fo concelho do Fundão, e que sempre teve na sua Casa do Povo, a entidade mais importante e responsável por todo o movimento cultural, recreativo e desportivo que acontece na localidade, desde os famosos bombos do Souto da Casa até ao rancho folclórico, foi também pela Casa do Povo que se deu o crescimento da prática de futebol na aldeia.

Já na década 30 se registavam partidas de futebol, com jogos frente a outras aldeias, a equipa do Souto da Casa dava pelo nome de "Sporting Leões da Gardunha", por simpatia dos seus habitantes com o Sporting Clube de Portugal. Ao longo dos anos foram surgindo na aldeia várias equipas compostas pelos locais, que jogavam em partidas amigáveis, porém não existia ainda um campo de futebol em Souto da Casa, tendo a equipa de jogar em terrenos improvisados para o efeito.

Em 1950 dá-se a inauguração do campo de futebol do Souto da Casa, num local denominado de "Barreiras dos Pressas", o terreno foi oferecido por um ilustre da terra, Fernando Trigueiros Leitão Correia de Castro, que pagou também as obras de terraplanagem. Por essa altura já era a Casa do Povo de Souto da Casa que tomava conta do futebol, representando a aldeia em partidas contra várias localidades do concelho do Fundão, em especial os jogos contra a equipa vizinha do Castelejo.

Ao longo das décadas, com maior ou menor regularidade, o futebol continuou a ser praticado pela juventude do Souto da Casa, fosse nos tradicionais jogos entre solteiros x casados, ou em partidas amigáveis contra outras aldeias. Na década de 70 começou a aparecer também o "futebol de salão", com a equipa do Souto Casa a participar em torneios um pouco por todo o concelho, tendo inclusivamente se sagrado vencedora de um torneio de futebol de salão em 1975, organizado pelo Clube Académico do Fundão. Nos anos 80 e 90 o futebol continua a ser praticado de forma amadora, assim como o futebol de 5, e mais tarde futsal, no inicio do milénio chegou a ser equaciona a construção de um ringue polidesportivo na freguesia, obra essa que acabou por nunca se realizar, simultaneamente a Casa do Povo, como coletividade principal da aldeia, continuava muito activa noutras atividades, como os já aqui referidos grupo bombos e rancho folclórico.

Apesar de ser cada vez menor a população jovem na aldeia, Souto da Casa ainda consegue manter o desporto vivo, com participações regulares da sua equipa em torneios de futsal na região, e também no já tradicional jogo de futebol que se realiza no 1.º de Maio, dia do trabalhador, frente à Associação Cultural Desportiva e Recreativa dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Fundão. A par da vertente desportiva a Casa do Povo de Souto da Casa é também um espaço de convívio para população e onde se realizam eventos de vária ordem, por lá passa grande parte do dinamismo da freguesia.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Casa do Benfica em Alcains

Fundação: 2006
Localidade: Alcains, Castelo Branco
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Básica e Secundária de Alcains

A Casa do Benfica em Alcains era um anseio antigo das gentes benfiquistas da vila de Alcains, que à muitos anos sonhavam num espaço para albergar os convívios do seu clube que se já se realizam anualmente, foi assim que no dia 2 de Fevereiro de 2006 foi inaugurada oficialmente esta que é a casa n.º 206 do Sport Lisboa e Benfica.

Desde a sua abertura a Casa do Benfica em Alcains teve grande afluência por parte da população local, mesmo aquela não afecta ao futebol, a grande adesão por parte das pessoas na sua sede social, situada no centro comercial da vila, levaram a coletividade a ter de aumentar o seu espaço físico, dado o crescimento do número de aficionados. A Casa do Benfica foi organizando atividades recreativas como por exemplo participação em torneios de sueca. Mas a grande actividade desportiva desta jovem coletividade começa quando na época de 2008/09 se decide a criar uma equipa sénior de futsal feminino, para participar no campeonato distrital. Porém presença de uma equipa feminina de futsal não era inédita na vila, já que o Clube Desportivo de Alcains tinha tido nas épocas de 1999/2000 e 2000/2001 equipas seniores de futsal feminino, e que na altura foram pioneiras nesse escalão no concelho de Castelo Branco.

A época de estreia da Casa do Benfica em Alcains no campeonato distrital não foi má de todo, com a equipa a ficar-se pelo meio da tabela, tendo em conta que uma grande percentagem da sua equipa, era composta por jogadores ainda em idade júnior, e outras atletas que não tinham qualquer experiência no futsal federado. Nas duas épocas seguintes a equipa da Casa do Benfica em Alcains manteve-se estável no campeonato distrital de futsal feminino, tendo inclusivamente lutado pelo titulo na taça da AFCB, ao mesmo tempo foi também criada uma equipa de juvenis masculinos, que obteve bons resultados, como a conquista da taça de honra de futsal na época de 2010/11.

Após quadro épocas a participar no distrital, a equipa sénior feminina da Casa do Benfica em Alcains, teve a sua última temporada de competição em 2011/12, onde se manteve nos lugares cimeiros do campeonato e foi finalista da taça distrital, porém o projecto de futsal terminou por questões directivas e financeiras, após alguns anos de boas prestações das suas equipas, e com o lançamento de muitas jogadoras que continuaram depois a competir noutros clubes. Foi uma marca deixada no futsal distrital e sobretudo em Alcains, que até então tinha apenas o futebol como desporto mais presente.

Apesar da Casa do Benfica em Alcains ter abandonado o futsal, a modalidade continuou na vila, na sua vertente de formação, através do Clube Desportivo de Alcains, que nas épocas de 2012/13 e 2013/14 manteve equipas de juvenis e júniores masculinos em competição. Mais tarde deixou de existir futsal quer sénior quer de formação em Alcains, no entanto a Casa do Benfica continua a participar em torneios de futsal amigáveis, e realiza a tradicional "Liga das Maltas", torneio de futsal em que participam pessoas de todas as gerações, a par de outras atividades que desenvolve, é actualmente uma das mais importantes e mais frequentadas coletividades da vila de Alcains.

sábado, 1 de junho de 2019

Clube de Futebol "Os Covilhanenses" | Grupo Desportivo Covilhanense

Fundação: 1928
Localidade: Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio José Santos Pinto

Na cidade da Covilhã, progressiva cidade da indústria dos lanifícios no início do século, o futebol começou a ter alguma expressão na década de 20, com o Sporting Clube da Covilhã a tornar-se desde cedo no principal clube da cidade. Ao longo dos anos outras equipas de futebol foram aparecendo e desaparecendo, e em 1928 é criado o "Internacional Foot-Ball Club", fundado por simpatizantes do Clube de Futebol «Os Belenenses», cujas cores envergava no seu equipamento, e que mais tarde viria a conseguir o estatuto de filial oficial do clube do Restelo. Este clube tinha a sua sede na Praça do Município, na antiga freguesia de S. Pedro, na Covilhã.

Nos seus primeiros anos o Internacional FC dedicou-se ao futebol amador, rivalizando com as principais equipas da cidade na altura, o Sport Lisboa e Covilhã e o Sporting da Covilhã, com quem partilhava o campo do Alto do Hospital, que depois veio a dar lugar ao estádio Santos Pinto. Em 1932, por altura do seu aniversário, o clube altera a sua designação para "Clube de Futebol «Os Covilhanenses»", por indicação do próprio Belenenses, de quem era filial.

Nos anos 30 "Os Covilhanenses", por inexistência de competições oficiais, manteve-se pelo futebol amador, com jogos frente a equipas dos concelhos da Covilhã e Fundão. Até ser criada em 1936 a Associação de Futebol de Castelo Branco, do qual "Os Covilhanenses" foi um dos dez clubes fundadores, marcando presença no primeiro Campeonato Distrital de Castelo Branco, que se realizou na época de 1936/37. A equipa acabou por ter resultados menos positivos nas duas primeiras épocas, num campeonato que era disputado apenas por meia dúzia de equipas, na temporada de 1938/39 atingiu o 2º lugar no campeonato, garantindo assim a subida à II.ª Divisão Nacional, devido ao campeão desse ano, Sporting da Covilhã, também já estar a competir no nacional.

Nos anos seguintes "Os Covilhanenses" arrancou para a melhor fase desportiva da sua história, em que competiu simultaneamente no campeonato distrital e na II.ª Divisão, a equipa iniciou uma rivalidade com o Sporting da Covilhã, com quem disputava os campeonatos distritais, em jogos que eram os maiores "derbys" da cidade. "Os Covilhanenses" manteve sempre lugares a meio da tabela, garantindo a manutenção, a jogar numa série em que era notório o escasso número de equipas da região. No entanto, e apesar do sucesso desportivo, o clube acabou por desaparecer em 1946, após uma fusão acordada com o Sport Lisboa e Covilhã, com ambos clubes a darem lugar a uma nova equipa, o "Grupo Desportivo Covilhanense", que tinha como objectivo a criação de um clube maior e mais forte, para fazer frente aos clubes grandes da região.




Fundação: 1946
Localidade: Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio José Santos Pinto

O Grupo Desportivo Covilhanense nasce em Maio de 1946, fruto da fusão de dois outros clubes emblemáticos da cidade, ficando assim  isolado para rivalizar com o Sporting da Covilhã. Logo na sua época de estreia, em 1946/47 o GD Covilhanense disputa não só o campeonato distrital de Castelo Branco, como também a II.ª Divisão Nacional, ocupando a vaga deixada por um dos clubes que lhe deu origem, "Os Covilhanenses". A temporada não correria bem no distrital, com a equipa a ficar-se pelo fundo da tabela, no entanto alcançou a manutenção na sua série da II.ª Divisão Nacional.

Na época de 1947/48, o Covilhanense disputou apenas o campeonato nacional da III.ª Divisão, patamar criado nesse ano, que englobava mais equipas nas provas nacionais. Nessa altura vivia-se uma crise no futebol distrital, com um número reduzido de equipas a praticar a modalidade de forma federada, e como consequência não se realizou o campeonato distrital de Castelo Branco, que apenas teve o Covilhanense como único inscrito, e por ser a única equipa inscrita, o Covilhanense foi considerado campeão distrital desse ano, A Associação de Futebol de Castelo Branco, para não deixar os clubes sem competir, organizou nesse ano a "Taça Amizade", prova em que participaram os únicos três clubes em actividade na altura, Sport Lisboa e Castelo Branco, GD Covilhanense e Sporting da Covilhã, tendo sido este último a vencer o troféu.

Na temporada de 1948/49 sucede o mesmo que na anterior, não havendo equipas para se formar um campeonato distrital, o Covilhanense é novamente o único clube inscrito e considerado vencedor desse ano, simultaneamente compete ainda na III.ª Divisão Nacional, onde atinge um lugar de subida para o campeonato Nacional da II.ª Divisão. Na época de 1949/50 não se realiza novamente nenhum campeonato distrital, por não haver nenhum clube inscrito, e as restantes equipas da região, incluindo o Covilhanense estarem a disputar os campeonatos nacionais.

Os anos que seguem continuam a ser bons em termos de resultados para o Covilhanense, que era já uma das principais equipas da Covilhã, porém sem conseguir chegar ao nível do rival Sporting da Covilhã, que por essa altura estava na ribalta da 1.ª Divisão Nacional. Em 1950/51 volta-se a realizar o campeonato distrital, no entanto apenas duas equipas se inscrevem, o Covilhanense e a Associação Desportiva Albicastrense (antecessora do Benfica e Castelo Branco), com o Covilhanense a sagrar-se campeão distrital desse ano, titulo que voltaria a conquistar nas duas épocas seguintes, em campeonatos disputados a dois, sempre contra a mesma equipa. Paralelamente o clube continuou a competir na II.ª Divisão Nacional, de onde acabou por ser despromovido directamente para o campeonato distrital em 1954.

Os anos seguintes foram passados no campeonato distrital, onde a equipa até teve boas prestações, com posições nos lugares cimeiros da tabela, tendo também nessa altura equipas de júniores em actividade. Na época de 1956/57, o Covilhanense conseguiu a subida para a III.ª Divisão Nacional, após terminar o campeonato em 3º lugar, atrás do Unhais da Serra e do Benfica e Castelo Branco, como ambos os clubes já disputavam provas nacionais, o Covilhanense ocupou a vaga de subida, e regressou assim aos campeonatos nacionais, após alguns anos de ausência. A equipa acabaria por ser novamente despromovida para o distrital, onde ainda competiu na temporada de 1958/59, porém essa foi a sua última época no futebol federado, tendo o clube por alguma razão desistido da prova após a 1.ª volta, não voltando nunca mais activo.

Desconhecem-se as razões que tenham levado este clube ao desaparecimento, mas o mesmo deixou um legado na história do futebol da Covilhã, apesar de não ter chegado ao mesmo patamar que o Sporting da Covilhã, o Covilhanense foi a equipa com quem mais rivalizou, e obteve sucesso a nível distrital, tendo conquistado ao todo cinco campeonatos distritais.

sábado, 25 de maio de 2019

Centro Cultural e Desportivo "Os Amigos da Barroca"

Fundação: 1976
Localidade: Barroca, Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo dos Lameirinhos / Polidesportivo da Lameira

É na aldeia de Barroca, terra de xisto (também conhecida como Barroca do Zêzere, por lá passar o rio homónimo) que se encontra este clube, e que desde sempre tem sido uma das principais coletividades da terra, na sua vertente cultural e recreativa, onde organiza várias atividades em prol da população, e sem esquecer a parte desportiva.

O futebol na aldeia começou a ter maior expressão no final da década de 1940, com a juventude da terra a reunir-se para jogar partidas de futebol frente a aldeias vizinhas, como São Martinho, Alqueidão, Janeiro de Cima ou Dornelas do Zêzere, a equipa da Barroca dava pelo nome de "Desportivo Operário da Barroca", e reunia os trabalhadores rurais da localidade e outros jovens. Nas décadas seguintes a equipa de Barroca do Zêzere continuou a praticar futebol de forma amadora, existindo registos de vários jogos frente a outras equipas da região, nos jogos caseiros a equipa barrocense já usava o Campo dos Lameirinhos, que na altura tinha sempre grande afluência da população em dia de jogo, situado numa das entradas da aldeia e que ainda hoje existe.

Apesar de sempre terem existido várias equipas de futebol ao longo dos anos, não existia ainda na Barroca nenhuma coletividade legalmente constituída, sendo apenas no dia 25 de Setembro de 1976 que é registado oficialmente um clube apelidado somente de «Os Amigos da Barroca», anos mais tarde é acrescentada à sua designação a denominação "Centro Cultural e Desportivo", e ao longo da sua história tem sido um dos principais dinamizadores da aldeia, não só com o futebol, mas também com outras atividades em vários campos, como a criação do Grupo de Bombos da Barroca, a organização de passeios perdestes, provas Todo-o-Terreno entre outras atividades culturais.

Na parte desportiva, foi ainda construído na década de 1990 um ringue polidesportivo mesmo no centro da aldeia, não muito longe da sede do clube, e que em 2010 foi destruído para dar lugar a um recinto de festas, no entanto foi construído um novo polidesportivo nos arredores da aldeia, com melhores condições, que continua a ser utilizado pela população para a prática desportiva do futsal, com a realização de jogos e torneios, já em relação ao futebol, apenas se realiza anualmente por altura das festas, o tradicional jogo entre solteiros x casados, sendo o campo de futebol ainda utilizado para provas Todo-o-Terreno, no entanto o clube continua a ter uma grande importância na dinamização da aldeia, sendo a sua sede um local de convívio para a toda a população.


Outros emblemas referenciados:

Emblema da Associação Desportiva
e Cultural de São Martinho

sábado, 18 de maio de 2019

Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Mata

Brasão da Freguesia de Mata
Fundação: Anos 70
Localidade: Mata, Castelo Branco
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol da Laginha

O futebol nesta aldeia, localizada a cerca de 20 km de Castelo Branco, começou nas décadas de 50 e 60, de forma amadora, com os tradicionais jogos entre solteiros x casados, e partidas contra aldeias vizinhas, como os que aconteciam frente a Escalos de Baixo ou Lousa. Apenas na década de 70 aparece na localidade uma coletividade dedicada ao desporto, a "Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Mata", que de entre outras atividades que realizava para os seus associados, continuou com os jogos de futebol que eram já comuns na aldeia.

Já na década de 80, o futebol estava a cargo de outra coletividade, também ela não legalmente registada, e que dava pelo nome de "Grupo Cultural Desportivo e Recreativo de Mata", este clube, para além de jogos amigáveis participou ainda no torneio de futebol inter-aldeias de futebol entre os anos de 1980 e 1988, onde teve uma grande actividade desportiva nessa década, e que movimentava a juventude da Mata. Na década de 90 este grupo desportivo continuou ainda muito ativo no futebol, marcando presença em várias edições do torneio inter-aldeias, nomeadamente nos anos de 1990, 1992, 1997 e 1998.

Já no novo milénio a única coletividade de cariz desportivo de que existe registo na Mata, é a "Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Mata", porém com pouca atividade em relação ás décadas anteriores, muito devido à desertificação que se faz sentir nas aldeias do interior que cada vez têm menos gente, sobretudo jovens, no entanto a Mata dispõe atualmente de campo de futebol, onde esporadicamente se realizam jogos entre solteiros x casados, e também de um ringue polidesportivo para a prática de futsal, que se encontra ao lado da escola básica da aldeia, que mesmo com pouca regularidade, ainda mantém alguma atividade desportiva.

sábado, 11 de maio de 2019

Grupo Desportivo e Cultural Sobralense "Os Galitos da Serra"

Fundação: 1980
Localidade: Sobral de São Miguel, Covilhã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo dos Tocos / Polidesportivo de Sobral de São Miguel

O Grupo Desportivo e Cultural Sobralense, também chamado de "Galitos da Serra", por afinidade histórica da terra a esse animal, foi fundado em 1980, e desde sempre continua a ser a colectividade mais importante de Sobral de São Miguel, aldeia típica de xisto localizada no extremo norte do concelho da Covilhã.

A história do desporto na localidade vem já dos anos 50, aquando da vinda de um jovem pároco à freguesia, que introduziu o futebol na população, por essa altura foi criado um grupo denominado «Os Galitos da Serra», que apesar não ter estatutos nem ser uma coletividade legalizada, tinha uma direcção eleita e sócios com quotas mensais, que garantiam assim o sustento e a continuidade das atividades do grupo. Pouco tempo depois a gente da terra deitou mãos à obra para a construção de um campo futebol, que se chamaria “estádio dos Tocos”, assim como na compra dos equipamentos, o campo foi inaugurado com um jogo entre solteiros x casados, e um jogo contra os vizinhos da aldeia de Erada, que acabaram por ganhar por três bolas a zero.

Nos anos que se seguiram «Os Galitos da Serra» continuaram a representar Sobral de S. Miguel, em jogos de futebol contra outras localidades, um pouco por todo o concelho e até fora dele, no entanto a equipa terminou forçosamente por volta dos anos de 1955/1956, devido aos jovens jogadores que tiveram de abandonar a aldeia, uns por terem emigrado e outros para cumprir o serviço militar. Os jovens que ficaram não conseguiram assim manter o clube activo, sendo o grupo obrigado a fechar portas. Nos anos 70 apesar do clube já não existir, o futebol continuou de forma amadora, com jogos frente a outras aldeias, especialmente contra os vizinhos de Casegas e Erada. No entanto, nessa década a aldeia contou ainda com a participação de uma equipa no antigo campeonato de futebol do Inatel, sob a denominação de "Casa do Povo de Sobral de São Miguel".

Em 1980 conseguiram-se reunir as condições necessárias para a reactivação do clube, que foi oficialmente registado em Maio de 1980 como "Grupo Desportivo e Cultural Sobralense - Os Galitos da Serra", e voltou assim a trazer algum movimento para a terra, com a realização de atividades, culturais, recreativas e desportivas, a nova direcção do grupo voltou a tentar criar uma equipa de futebol, mas diversas dificuldades fizeram com que não fosse possível avançar com a iniciativa.

Na década de 90, a construção do ringue polidesportivo no centro da localidade, veio dar uma nova vida à actividade desportiva do clube, permitindo assim a prática do futebol de 5, que em termos de criação de equipas para jogar, ficou mais fácil do que o futebol de 11. O grupo atravessou depois uma paragem por problemas directivos, tendo sido reactivado apenas em 2001, e desde então tem desenvolvido actividades desportivas, como o atletismo, onde obteve bons resultados, assim como futsal, com participações em inúmeros torneios populares na zona, com equipas tanto masculinas como femininas. A par de outras atividades que desenvolve, como a secção de caça, e com a sua sede social, o grupo contribui para que Sobral de S. Miguel continue com algum dinamismo. 

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Grupo Desportivo Vitória de Sernache

Fundação: 1948
Localidade: Cernache do Bonjardim, Sertã
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Estádio Municipal Nuno Álvares Pereira / Pavilhão Desportivo Fernando Vaz Serra

O Vitória de Sernache é um dos clubes de futebol mais antigos e titulados do futebol regional, sediado na progressiva vila de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, este clube tem tido ao longo da sua história, uma forte actividade no futebol, com inúmeros campeonatos distritais conquistados e presenças em provas nacionais, tendo também equipas nas camadas de formação e ainda no futsal.

Este clube foi fundado na então aldeia de Sernache do Bonjardim (na grafia da época), terra onde nasceu o Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, e que desde cedo atingiu um grande desenvolvimento, tanto a nível económico como cultural. A primeira coletividade desportiva a surgir na localidade foi o "Atlético Clube de Sernache", criado em 1924 e apadrinhado pelo Atlético Clube de Portugal, passou a exercer uma importante acção junto da população na sua vertente cultural e desportiva, em especial pelo inicio da prática do futebol, desporto ainda embrionário na região. Este clube, juntamente com o "Grémio Recreativo Nuno Álvares", eram os representantes da equipa de futebol de Sernache do Bonjardim, que realizava jogos amigáveis com equipas de terras vizinhas.

Em consequência da cada vez mais frequente actividade desportiva, foram surgindo na terra outros grupos desportivos, e é assim que aparece em 1948, o "Grupo Desportivo Viação de Sernache", clube-empresa que tinha como finalidade proporcionar aos trabalhadores da "Companhia Viação de Sernache" (conhecida companhia de transportes sediada em Sernache em do Bonjardim) atividades de desporto e lazer.

Durante a década de 40, o futebol continuou a ser praticado na localidade, quer pelo o Atlético Clube de Sernache (que mais tarde acabou por desaparecer), quer pelo Grupo Desportivo Viação de Sernache, não havia no entanto muita distinção entre os diversos jogadores de ambos clubes, havendo muitas vezes nos jogos de futebol disputados contra outras terras, uma espécie de selecção dos vários elementos de cada grupo, que formavam uma equipa para representar a aldeia. O Viação de Sernache, possuía diversas modalidades desportivas, para além do futebol, tinha ainda hóquei em patins, atletismo, ginástica e andebol, fruto da sua ligação à empresa homónima, que era quem constituía o principal motor de desenvolvimento económico da localidade, foi por esta altura que se iniciou uma expansão económica em Sernache do Bonjardim

Em 28 de Maio 1950 foi inaugurado o Campo Nuno Álvares Pereira, construção cujos trabalhos foram custeados apenas pelos habitantes locais, terreno esse que anos mais tarde viria a dar lugar ao atual pavilhão desportivo. O campo era usado por todas as equipas da terra, inclusivamente a dos alunos do Instituto Vaz Serra, colégio que pertencia a Libânio Vaz Serra, também ele dono da Viação Sernache. Em 1955 Sernache do Bonjardim foi elevada por decreto lei à categoria de vila, pelo forte desenvolvimento a vários níveis que vinha tendo ao longos dos anos, e para o qual o Viação de Sernache (tanto a empresa como o grupo desportivo) contribuiu de certa maneira.

Em 1957 o Grupo Desportivo Viação de Sernache, foi convidado para participar na Taça Amizade, torneio de futebol que reunia equipas de Cernache do Bonjardim, Figueiró dos Vinhos, Cabaços, Castanheira de Pêra, Sertã e Pedrógão Grande, tendo-se sagrado o vencedor da mesma, evidenciando a qualidade dos seus jogadores. Esta vitória inesperada deu confiança aos atletas do clube, levando-os no ano seguinte a participar nas competições federadas da Associação de Futebol de Castelo Branco, foi assim que na época de 1958/59, o Viação de Sernache se estreou no campeonato distrital.

Na sua época de estreia a equipa de Sernache execedeu as expectativas, e acabou mesmo por ser capaz de se bater por igual contra as equipas mais fortes, acabando por alcançar o 2.º lugar no campeonato distrital e assim conseguir a subida à III.ª Divisão Nacional, devido ao campeão desse ano, o Benfica e Castelo Branco, já estar a jogar também em provas nacionais. Ainda nessa temporada o Sernache obteve um honroso 5.º lugar na sua série da III.ª Divisão, mas que não chegou para garantir a permanência, tendo sido relegado de novo para o distrital. No entanto a equipa acabaria por se sagrar campeã distrital na época seguinte (1959/60) e subir novamente à III.ª Divisão Nacional.

Em 1961 o clube muda a sua designação para "Grupo Desportivo Vitória de Sernache", numa tentativa de se separar da Companhia Viação de Sernache, apesar dos seus estatutos imporem uma ligação dos membros da direcção com os gerentes da empresa. Na temporada de 1960/61, pela falta de equipas inscritas, o Sernache, para além da III.ª Divisão, disputa também o campeonato distrital no qual se sagrou novamente campeão, já no futebol nacional, o Sernache obteve ainda o 2.º lugar na sua série, e conseguiu um dos maiores feitos da sua história ao atingir a subida à II.ª Divisão Nacional, prova onde competiu na época de 1961/62. Mas a prestação da equipa neste patamar não correu pelo melhor, com uma série de maus resultados, que culminaram com o último lugar da tabela e consequente descida directamente para os distritais, porém como o clube era o único inscrito no campeonato distrital desse ano, foi considerado campeão da época 1962/63 e representante do distrito para disputar a III.ª Divisão nessa temporada.

Mas quando as prestações da equipa começaram a correr mal, o clube entrou em declínio, e a falta de comparência a alguns jogos do campeonato, tiveram como consequência um processo disciplinar instaurado ao clube pela Federação Portuguesa de Futebol, que suspendeu a equipa de futebol do Vitória de Sernache durante dois anos, e passou também uma avultada multa que o clube não conseguiu liquidar.

Impedido de participar nas competições de futebol organizadas pela Associação de Futebol de Castelo Branco, que entre 1962 e 1967 não organizou o campeonato distrital por falta de equipas, o Vitória de Sernache teve as suas actividades desportivas suspensas, não se tendo realizado inclusivamente reuniões de sócios, o clube esteve assim completamente inactivo de 1964 a 1974. Com a revolução do 25 de Abril de 1974, os trabalhadores da Companhia Viação Sernache, então nacionalizada e integrada na Rodoviária Nacional, tomaram a iniciativa de reactivar o Grupo Desportivo, com o objectivo de voltar organizar eventos desportivos para toda a população, voltou assim o futebol de forma amadora, com o clube a organizar também outras atividades recreativas.

Após longos anos de ausência de futebol na vila, o Vitória de Sernache reactivou a sua equipa de futebol, e na época de 1976/77 regressou à competição no Campeonato Distrital de Castelo Branco, onde se manteve a competir ininterruptamente durante as décadas seguintes. Apesar da predominância do futebol, o Vitória de Sernache teve diversas outras atividades durante a sua história, como outras modalidades desportivas, eventos culturais e de lazer que proporcionava à população. O novo começo no futebol distrital não foi muito bom, com a equipa a ficar nos últimos lugares nas suas primeiras temporadas, no entanto com a consequente melhoria da qualidade dos jogadores, os resultados desportivos foram melhorando, e o Vitória de Sernache estabeleceu-se como uma das equipas mais regulares do campeonato distrital. Um dos principais problemas do clube era a falta de condições no já velho Campo Nuno Álvares Pereira, a ideia da construção de um novo campo começou a ganhar forma no final da década de 80, e a obra foi finalmente terminada em 1995, com a  inauguração do novo Estádio Municipal Nuno Álvares Pereira, agora com melhores condições.

O novo campo trouxe sucesso ao clube, que acabou por se sagrar campeão distrital na época de 1995/96, subindo assim à III.ª Divisão Nacional, mais de trinta anos depois da sua última presença em campeonatos nacionais, no entanto a equipa acabaria por ser despromovida, regressando ao distrital na temporada seguinte. Mas estadia no distrital foi curta, tendo o Sernache vencido novamente o campeonato em 1997/98, e regressado de novo à III.ª Divisão, o Sernache conseguiu manter-se na competição durante alguns anos, ao assegurar a permanência com classificações a meio da tabela, até ser despromovido, e voltar ao campeonato distrital na temporada de 2003/04. Seguiu-se depois uma fase de estabilidade de alguns anos nas competições distritais, em que o Sernache era sempre um dos favoritos à luta pelo titulo, de destacar a vitória na Taça de Honra em 2010/11, e depois a conquista de mais um campeonato distrital na época seguinte, titulo que deu acesso a uma nova subida à III.ª Divisão Nacional, de onde a equipa acabaria por descer logo nesse ano.

De regresso ao distrital, o Vitória de Sernache, volta a vencer mais um campeonato, na época de 2013/14, ao qual juntou ainda a conquista da Taça de Honra, desta vez a equipa subiu ao renovado Campeonato Nacional de Seniores, numa reestruturação que a FPF fez às antigas III.ª e II.ª Divisões Nacionais, nesta nova competição a formação cernachense conseguiu manter-se durante três temporadas, até ser despromovida em 2017. Após anos de competição entre o distrital e as provas nacionais o Vitória de Sernache conseguiu um estatuto mais que merecido de clube histórico na região, sendo uma das principais equipas em actividade, com esse estatuto a equipa entrava para atacar o campeonato distrital na época de 2017/18, porém apesar de lutar pelo titulo até ao fim, acabou em 2.º lugar, numa temporada em que conquistou ainda a Taça de Honra. O tão esperado titulo haveria de chegar na época seguinte com o Sernache a dominar o campeonato de inicio ao fim, e a subir assim para o Campeonato de Portugal, juntado também a conquista de mais taça de honra.

Ao longo da sua história o Vitória de Sernache manteve ainda equipas de futebol nos vários escalões de formação, onde conquistou alguns títulos, a modalidade de futsal faz também parte do passado recente do clube, com equipas seniores feminina e masculina. Para além das atividades desportivas o Vitória de Sernache colabora activamente com as diversas associações do seu concelho na promoção e organização de eventos culturais, participando em diversos torneios e jogos populares, colaborando com meios humanos e materiais na organização de eventos de outras associações da comunidade. Sendo já uma das mais importantes entidades desportivas da zona do pinhal interior sul, o Vitória de Sernache  é um porta-estandarte da sua vila e do concelho da Sertã.


Outros emblemas referenciados:

Emblema do Grupo Desportivo
Viação de Sernache

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Sport Lisboa e Covilhã | Casa do Sport Lisboa e Benfica na Covilhã

Fundação: 1939
Localidade: Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal José dos Santos Pinto

Logo que o futebol chegou à região, e por mais básico que fosse o seu entendimento, começaram-se a criar "clubismos" com as pessoas afectas aos grandes clubes de expressão nacional, no caso do Sport Lisboa Benfica, era dos que tinha mais simpatizantes na cidade, e cedo começaram a aparecer equipas de futebol inspiradas nos "encarnados". Exemplo disso é o "Onze Vermelho da Covilhã", equipa amadora que na década de 1930 representava a cidade em jogos amigáveis.

A 4 de Julho de 1939 é oficialmente criado o "Sport Lisboa e Covilhã" por adeptos benfiquistas da cidade, na antiga freguesia de São Martinho, tornando-se a filial n.º 62 do Sport Lisboa e Benfica, numa altura em que o Sporting da Covilhã já disputava campeonatos nacionais e a presença de adeptos sportinguistas era mais significativa. Após andar nos primeiros anos pelo futebol amador, e a par de outras atividades que praticava, como o atletismo, ciclismo, ping-pong entre outros, o SL Covilhã filia-se mais tarde na Associação de Futebol de Castelo Branco, onde se estreia no campeonato distrital na temporada de 1942/43, ainda nessa  época, e por falta de equipas, o SL Covilhã disputa também a II.ª Divisão Nacional como representante do distrito de Castelo Branco, em ambas competições o clube fica-se pelo meio da tabela.

O SL Covilhã disputava os seus jogos caseiros no campo do Alto do Hospital, onde jogavam todos os clubes da cidade, e que mais tarde veio a dar lugar ao atual Estádio Santos Pintos. Na época de 1943/44 o clube volta a competir na Zona Norte do campeonato distrital, série onde estavam incluídas apenas três equipas da cidade da Covilhã, tendo os benfiquistas ficado em 2.º lugar, nessa temporada o SL Benfica volta também a disputar o campeonato nacional da II.ª Divisão onde termina em último.

Nas temporadas seguintes o clube foi tendo cada vez piores resultados tanto a nível nacional como distrital, terminando nos últimos lugares da tabela, em campeonatos que eram disputados apenas por meia dúzia de equipas da região. O grande sucesso e adesão da população covilhanense ao Sporting da Covilhã, levava a que o Sport Lisboa e Covilhã não pudesse contar com uma massa adepta muito significativa apesar de ainda existirem muitos benfiquistas na cidade, e mesmo a nível desportivo o clube que mais rivalizava com o Sp. da Covilhã até era o Clube de Futebol «Os Covilhanenses», tirando um pouco o destaque ao SL Covilhã que teve a sua última época competitiva em 1945/46.

Ainda nesse ano há registos de partidas amigáveis entre o SL Covilhã e outras equipas da região, e inclusivamente de derbys com o Sporting local, no entanto o clube acabaria por desaparecer pouco tempo depois, após se fundir com outro histórico da cidade o Clube de Futebol «Os Covilhanenses», que se fundiram para dar lugar ao "Grupo Desportivo Covilhanense", numa tentativa de criar um clube mais forte para fazer frente a outros clubes grandes da região, mas que acabou por não ter o sucesso esperado.



Fundação: 1966
Localidade: Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal José dos Santos Pinto

Muitos anos depois do desaparecimento do Sport Lisboa e Covilhã, que deu lugar ao Grupo Desportivo Covilhanense, entretanto também já desaparecido, um grupo de amigos benfiquistas criaram uma nova filial do Benfica na Covilhã, fundada no dia 31 de Julho de 1966, e à qual deram o nome de "Sport Penedos Altos e Benfica" com sede na antiga freguesia de São Pedro no bairro dos Penedos Altos, este novo clube participa na época de 1966//67 no campeonato distrital juniores. Em 1968 o clube altera a sua designação para "Sport Covilhã e Benfica", e ainda nesse ano estreia uma equipa sénior no campeonato distrital de Castelo Branco.

O Covilhã e Benfica foi ao longo dos anos obtendo um sucesso relativo a nível desportivo, disputando os campeonato com as melhores equipas, numa série de bons resultados que veio a culminar com a conquista do campeonato distrital na época de 1972/73, esse titulo deu acesso à subida para a III.ª Divisão Nacional na temporada seguinte, onde o clube se encontrou com o conterrâneo e rival Sporting da Covilhã, tendo-se disputados os primeiros derbys entre as duas equipas, apesar disso o Covilhã e Benfica acabou a temporada nos últimos lugares da tabela, e foi relegado para o campeonato distrital.

No entanto a estadia do Covilhã e Benfica no campeonato distrital foi curta, já que a equipa se sagrou novamente campeã distrital logo na época de 1974/75, regressando assim ao campeonato nacional da III.ª Divisão, onde se manteve nos anos seguintes. A equipa conseguiu a manutenção na época de regresso, ficando muito perto da despromoção, no ano seguinte conseguiu a sua melhor classificação de sempre com um 8.º lugar, numa divisão que era disputada por vinte equipas, mas as coisas não correram tão bem na época seguinte com a equipa a ser despromovida após terminar em último lugar. De regresso aos distritais o Covilhã e Benfica teve épocas menos boas a nível de resultados, tendo sido despromovido para a 2.ª Divisão Distrital na temporada de 1980/81.

Os "encarnados" encontravam-se assim a competir no patamar distrital inferior, onde viriam a estar por pouco tempo, tendo-se sagrado campeões da 2.ª Divisão Distrital em 1982/83. O clube continuou depois nos anos seguintes a competir na 1.ª Divisão Distrital, tendo simultaneamente equipas nas camadas jovens também em competição. Após longos anos no futebol federado o Sport Covilhã e Benfica teve a sua última época competitiva em 1989/90, tendo terminado por problemas financeiros e crises directivas que levaram o clube a fechar portas, este que era já um histórico da cidade.

Em 1995, e com o objetivo de reactivar o clube, a sua designação foi alterada para "Casa do Benfica na Covilhã", deixando de ter o estatuto de filial oficial do Sport Lisboa e Benfica, para passar a ser a sua casa n.º 60, esta mudança ocorreu devido ao Benfica estar a dar mais apoios e incentivos às suas casas, com quem tinha melhores relações do que com as filiais e delegações. Apesar desta reestruturação a Casa do Benfica na Covilhã manteve-se sem qualquer atividade, sendo que apenas no ano de 2000, após inaugurar a sua nova sede, a Casa do Benfica abriu definitivamente as suas portas.

Apesar do futebol já não fazer parte do seu presente, a "Casa do Sport Lisboa e Benfica na Covilhã" desenvolve inúmeras atividades culturais, recreativas e desportivas na cidade, participando esporadicamente em torneios de futsal na zona, sendo essencialmente um local de encontro para a massa adepta do Benfica, que tem naquela coletividade um espaço afecto ao seu clube.

sábado, 13 de abril de 2019

Associação Recreativa e Cultural da Orca

Fundação: 1979
Localidade: Orca, Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol da Orca / Polidesportivo da Orca

A Associação Recreativa e Cultural da Orca, também conhecida pelo acrónimo ARCO, é a colectividade principal da freguesia de Orca, aldeia situada na zona sul do concelho do Fundão, e que ao longo da sua historia foi a principal dinamizadora de actividade na localidade, principalmente no que toca à parte desportiva, com um passado na prática do futebol e mais recentemente do futsal.

O futebol nesta aldeia conheceu um grande incremento na década de 40, quando os rapazes da terra se juntavam para jogos amigáveis, dispondo já de um campo de futebol próprio, inaugurado em 1946. A prática do futebol continuou com entusiasmo nos anos seguintes, e por volta de 1954 um grupo de pessoas da terra decidiu criar um clube, a que deram o nome de "Associação Recreativa e Cultural da Orca", porém ainda não devidamente legalizado, algo que era comum naqueles tempos. Como não existiam muitas condições económicas para comprar equipamentos, foram enviados pedidos a alguns clubes grandes portugueses como Sporting, Benfica e "Os Belenenses", o clube de Belém foi o único que acabou por responder e enviou camisolas e calções, tendo assim a recém criada ARCO adoptado as cores da equipa do Restelo que se mantiveram no seu equipamentos principal durante várias décadas.

Em 1979 deu-se a legalização da associação que então já existia, e com mais ou menos regularidade o futebol continuou na Orca, com a equipa a participar em vários jogos e torneios de futebol um pouco por toda a zona, a equipa continuou a "vestir-se" com as cores do Belenenses até mudar os seus equipamentos somente para vermelho. Na década de 90 com a construção do recinto polidesportivo também o futebol de 5 passou a ser praticado, com o decréscimo da população foi sendo cada vez mais difícil reunir um número suficiente de jogadores para jogar futebol, e com o tempo este desporto deixou de ter lugar na aldeia, tendo o campo futebol ficado inutilizado, e mais tarde já no ano de 2010 deu lugar a uma alameda de entrada na aldeia.

Nos anos 90 a ARCO começou a praticar mais regularmente futebol de 5, que mais tarde deu lugar ao futsal, com a equipa da Orca a participar em inúmeros torneios, onde obteve relativo sucesso, para além dos torneios que eram organizados pela própria associação e que contavam sempre com um grande número de participantes, a equipa da Orca contou ainda com uma curta passagem pelo futsal federado no final dessa década.

A ARCO continuou em actividade, e a realizar várias atividades culturais, sociais e recreativas na aldeia, e nos últimos anos recuperou a organização dos torneios de futsal que tanto sucesso tinham e que era um dos maiores da região, atualmente continuam a ter uma grande adesão, sendo já um dos principais eventos da coletividade que continua muito ativa e a contribuir para o movimento da sua da freguesia.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Associação Desportiva e Recreativa de Retaxo

Fundação: 1975
Localidade: Retaxo, Castelo Branco
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão Gimnodesportivo do Retaxo

O Retaxo é um clube de futsal de referência no concelho de Castelo Branco, tendo vencido por diversas vezes o campeonato distrital e competido nos campeonatos nacionais, foi um dos pioneiros na prática do futsal na região, onde já é um dos clubes históricos da modalidade.

O desporto na aldeia de Retaxo, situada não muito longe da cidade de Castelo Branco, teve os seus inícios com a popularização do futebol nos anos 60, tendo surgido ao longo dos anos inúmeras equipas na localidade, todas elas com uma curta existência. Por essa altura o Retaxo, juntamente com a aldeia vizinha de Cebolais de Cima, vivia um período áureo no que toca à indústria da tecelagem, com várias fábricas presentes em ambas localidades, o que originava também jogos de futebol entre equipas compostas por operários, para além dos encontros disputados entre equipas das duas aldeias.

No inicio da década de 70 a população da aldeia juntou-se para construir um pavilhão desportivo, infraestrutura que a juventude aproveitou para começar a praticar o então futebol de salão, modalidade que estava em crescimento. A partir de 1973 deu-se inicio à realização de um torneio anual de futebol de salão, que se continuou a realizar durante mais de uma década, tendo o Retaxo sido uma das primeiras localidades a apostar nesta modalidade ainda pouco praticada na região. Em consequência deste incremento desportivo nasceu a "Associação Desportiva e Recreativa de Retaxo", fundada oficialmente dia 18 de Novembro de 1975, e que desde logo passou a ser a principal coletividade da terra, agregando a juventude local para atividades desportivas e não só.

Apesar do crescimento que o futebol de salão estava a ter na aldeia, o Retaxo continuou a praticar futebol, prova disso mesmo são as participações da equipa no torneio inter-aldeias, logo na sua primeira edição em 1975, e depois também em 1978, contando também com jogos amigáveis em que o Retaxo participava. Nos anos seguintes, a ADR Retaxo continuou a apostar no futebol de salão, com a organização e participação em torneios, agora também na variante de futebol de 5.

O Retaxo viria depois a participar no primeiro campeonato distrital de futebol de 5 (que anos mais tarde passou a ser futsal), na época de 1992/93, prova onde obteve relativo sucesso e se tornou uma das equipas mais regulares. Na época de 1994/95 venceu a taça de honra de futsal, e em 1997/1998, aproveitando a vaga deixada por outra equipa, chegou mesmo a disputar a II.ª Divisão Nacional de Futsal, tendo-se mantido nas provas nacionais até 1999. A época de 1999/2000 foi a última da equipa sénior no campeonato distrital após longos anos em competição, onde paralelamente manteve também equipas das camadas jovens, o futsal terminou assim por completo no clube, devido a um vazio directivo que deixou a associação inactiva durante alguns anos.

Na época de 2005/06 deu-se o renascer do clube, através duma comissão administrativa composta por um grupo de jovens da terra, com o objetivo de voltar a dar vida à associação, e que após conseguir concretizar obras de reabilitação no já antigo pavilhão desportivo, voltaram a apostar no futsal, com uma equipa sénior e juvenil, o regresso de um clube histórico que desde então não mais parou. Na temporada de 2006/07 sagrou-se vencedor da taça de honra, tendo lutado também pelo campeonato até ao final, titulo esse que acabaria por surgir na época seguinte, com o Retaxo a sagrar-se campeão distrital e a subir à III.ª Divisão Nacional, porém a estadia da equipa no nacional durou apenas uma temporada, após ser despromovida, regressando de novo ao campeonato distrital.

Nas épocas seguintes o Retaxo manteve-se na luta pelo titulo, tendo conquistado mais uma taça de honra em 2011/12, a escola de futsal continuou a crescer com equipas em vários escalões, tendo passado pela equipa principal muitos jogadores formados no clube. A equipa sénior acabou por subir aos nacionais novamente em 2012/13, ficando com a vaga do campeão Cariense, que tinha abdicado da subida por questões financeiras. O Retaxo começou depois uma fase de subidas e descidas, com a equipa a oscilar várias vezes entre o distrital e o nacional, tendo o clube conquistado o campeonato distrital nas épocas de 2014/15 e 2016/17, esta última em que ganhou também a taça de honra.

O Retaxo voltou ao ao campeonato distrital na época de 2018/19 onde fez a "dobradinha" ao ganhar campeonato e taça, regressando assim à II.ª Divisão Nacional, de onde tinha descido no ano anterior. A equipa de futsal do Retaxo continua ainda em competição, tendo já o estatuto de um histórico da região, onde é das principais equipas, lutando sempre pelos campeonatos onde participa, a isto juntam-se também alguns títulos conquistados pelas camadas jovens, que muito têm prestigiado esta associação que é já uma referência do futsal na região.