Casa do Povo de Souto da Casa
Localidade: Souto da Casa, Fundão
Modalidade: Futebol
Casa: Campo do Tamboleirão
Souto da Casa é uma aldeia situada na zona central do concelho do Fundão, e que sempre teve na sua Casa do Povo a entidade mais importante e responsável por todo o movimento cultural, recreativo e desportivo que acontece na localidade, desde os famosos bombos do Souto da Casa até ao rancho folclórico, foi também através da Casa do Povo que se deu o crescimento da prática do futebol.
Já na década '30 se registavam partidas de futebol, com jogos frente a outras aldeias, a equipa do Souto da Casa dava pelo nome de "Sporting Leões da Gardunha", por simpatia dos seus habitantes com o Sporting Clube de Portugal. Ao longo dos anos foram surgindo na aldeia várias equipas compostas por habitantes locais, que jogavam em partidas amigáveis, porém não existia ainda um campo de futebol na aldeia, tendo a equipa de jogar em terrenos improvisados para o efeito.
Em 1950 dá-se a inauguração do campo de futebol do Souto da Casa, num local denominado de "Barreiras dos Pressas", o terreno foi oferecido por um ilustre da terra, Fernando Trigueiros Leitão Correia de Castro, que pagou também as obras de terraplanagem. Por essa altura já era a Casa do Povo de Souto da Casa que tomava conta do futebol através do seu grupo desportivo, representando a aldeia em partidas contra várias localidades do concelho do Fundão, em especial os jogos contra a equipa vizinha do Castelejo.
Ao longo das décadas, com maior ou menor regularidade, o futebol continuou a ser praticado pela juventude do Souto da Casa, fosse nos tradicionais jogos entre solteiros e casados, ou em partidas amigáveis contra outras aldeias. Na década de '70 começou a aparecer também o futebol de salão, com a equipa do Souto Casa a participar em torneios um pouco por todo o concelho, tendo inclusivamente se sagrado vencedora de um torneio de futebol de salão em 1975, organizado pelo Clube Académico do Fundão. Nos anos '80 e '90 o futebol continua a ser praticado de forma amadora, assim como o futebol de cinco, e mais tarde futsal, no inicio do milénio chegou a ser equacionada a construção de um ringue polidesportivo na freguesia, obra essa que acabou por nunca se realizar, simultaneamente a Casa do Povo, como coletividade principal da aldeia, continuava muito activa noutras atividades, como os já referidos grupo bombos e rancho folclórico, e também com a participação em provas de atletismo.
Apesar de ser cada vez menor a população jovem na aldeia, Souto da Casa ainda consegue manter o desporto vivo, com participações regulares da sua equipa em torneios de futsal na região, e também no já tradicional jogo de futebol que se realiza anualmente no 1.º de Maio (dia do trabalhador), frente à Associação Cultural Desportiva e Recreativa dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Fundão. A par da vertente desportiva a Casa do Povo de Souto da Casa é também um espaço de convívio para a população e onde se realizam eventos de vária ordem, por lá passa grande parte do dinamismo da freguesia.
Casa do Benfica em Alcains
Localidade: Alcains, Castelo Branco
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Básica e Secundária de Alcains
A Casa do Benfica em Alcains era um anseio antigo das gentes benfiquistas da vila, que à muitos anos sonhavam num espaço para albergar os convívios do seu clube que se já se realizam anualmente, foi assim que no dia 2 de Fevereiro de 2006 foi inaugurada oficialmente esta que é a casa N.º 206 do Sport Lisboa e Benfica.
Desde a sua abertura a Casa do Benfica em Alcains teve grande afluência por parte da população local, mesmo aquela não afecta ao futebol, a grande adesão por parte das pessoas na sua sede social, situada no centro comercial Santo António, no centro de Alcains, levaram a coletividade a ter de aumentar o seu espaço físico, dado o crescimento do número de aficionados. A Casa do Benfica foi organizando atividades recreativas como por exemplo participação em torneios de sueca, mas a grande actividade desportiva desta jovem coletividade começa quando na época de 2008/09 se decide a criar uma equipa sénior de futsal feminino, para participar no campeonato distrital. A presença de uma equipa feminina de futsal não era inédita na vila, já que o Clube Desportivo de Alcains tinha tido nas épocas de 1999/00 e 2000/01 equipas seniores de futsal feminino, e que na altura foram pioneiras nesse escalão no concelho de Castelo Branco.
A época de estreia da Casa do Benfica em Alcains no campeonato distrital não foi má de todo, com a equipa a ficar-se pelo meio da tabela, tendo em conta que uma grande percentagem da sua equipa, era composta por jogadoras ainda em idade júnior, e outras atletas que não tinham qualquer experiência no futsal federado. Nas duas épocas seguintes a equipa da Casa do Benfica em Alcains manteve-se estável no campeonato distrital de futsal feminino, tendo inclusivamente lutado pelo titulo na taça distrital, ao mesmo tempo foi também criada uma equipa de juvenis masculinos, que obteve bons resultados, como a conquista da taça de honra de futsal na época de 2010/11.
Após quatro épocas a participar no distrital, a equipa sénior feminina da Casa do Benfica em Alcains teve a sua última temporada de competição em 2011/12, onde se manteve nos lugares cimeiros do campeonato e foi finalista da taça distrital, porém o projecto de futsal terminou por questões directivas e financeiras, após alguns anos de boas prestações das suas equipas, e com o lançamento de muitas jogadoras que continuaram depois a competir noutros clubes. Foi uma marca deixada no futsal distrital e sobretudo em Alcains, que até então tinha apenas o futebol como desporto mais presente.
Apesar da Casa do Benfica em Alcains ter abandonado o futsal, a modalidade ainda continuou na vila, na sua vertente de formação, através do Clube Desportivo de Alcains, que nas épocas de 2012/13 e 2013/14 manteve uma equipa de juniores masculinos em competição. Mais tarde deixou de existir futsal quer sénior quer de formação em Alcains, no entanto a Casa do Benfica continua a participar em torneios de futsal amigáveis, e realiza a tradicional "Liga das Maltas", torneio de futsal em que participam pessoas de todas as gerações, a par de outras atividades que desenvolve, é actualmente uma das mais importantes e mais frequentadas coletividades da vila de Alcains.
Casa do Benfica em Idanha-a-Nova
Fundação: 2003
Localidade: Idanha-a-Nova
Modalidade: Futsal
Casa: Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Idanha-a-Nova
A Casa do Benfica em Idanha-a-Nova foi fundada a 13 de Agosto de 2003, através de um grupo de pessoas do concelho simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica. Nasceu como um espaço de convívio e recreio não só direcionado para benfiquistas mas também para a população da vila em geral, começou por realizar atividades recreativas e culturais, como a organização de bailes e torneios de sueca, passando depois também para a parte desportiva, onde contou durante alguns anos com uma secção de atletismo.
Dá-se depois inicio àquela que é hoje a sua modalidade principal, o futsal, começando na época de 2013/14 com participações nos campeonatos distritais de futsal com equipas de iniciados, juvenis e juniores, projecto que foi tendo continuidade nos anos seguintes, e que deu alguns frutos, sendo que Casa do Benfica em Idanha-a-Nova foi vice-campeã em iniciados na temporada de 2016/17 e de juvenis em 2018/19.
Na época de 2018/19 a coletividade estabeleceu uma parceria com a Associação Cultural e Desportiva do Ladoeiro (a principal referência do futsal no concelho), para todas as equipas das camadas jovens que dai em diante passaram a utilizar a sigla de ambas colectividades "ACDL/CBDIN", com vista a um melhor aproveitamento de recursos e infraestruturas, realizando os jogos caseiros entre os pavilhões municipais de Idanha-a-Nova e Ladoeiro, e também fomentando este desporto na juventude do concelho, com o futsal de formação a ficar todo concentrado numa só entidade.
Deste protocolo resultou ainda a criação da equipa "B" do Ladeiro, uma equipa satélite que na temporada de 2020/21 se estreou no campeonato distrital de futsal sénior de Castelo Branco sob a designação de "ACD Ladoeiro B/CBDIN", um projecto que pretende não só dar espaço aos jogadores menos utilizados da equipa principal do Ladoeiro (que disputava o campeonato nacional da modalidade), mas também dar oportunidade aos jovens que saem das camadas de formação. A época de estreia não podia ter sido melhor, com a equipa a sagrar-se vice-campeã distrital.
Na época de 2021/22 a equipa mostrou novamente ser uma das favoritas na conquista do titulo, ao bater-se de igual para igual com o principal candidato o Cariense, com quem disputou o play-off de campeão ficando em segundo lugar, assim como sendo finalista da Taça de Honra. Na temporada seguinte a equipa dominou por completo as provas distritais ao conquistar a "dobradinha", vencendo o campeonato e a taça de honra, no entanto a formação idanhense foi impedida de subir para a III.ª Divisão, pois nessa mesma época o Ladoeiro desceu para essa divisão, e os regulamentos impedem as equipas "B" de competir no mesmo patamar que a sua equipa principal. A equipa continua a ser uma das principais equipas no campeonato distrital de futsal onde tem competido nos últimos anos.
A Casa do Benfica em Idanha-a-Nova situa-se em plena zona histórica daquela vila raiana, e para além do futsal, que é a sua maior bandeira, continua a ser um ponto de encontro da população e a realizar atividades culturais e sociais na comunidade.
Clube de Futebol "Os Covilhanenses" | Grupo Desportivo Covilhanense
Fundação: 1928
Localidade: Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal José dos Santos Pinto
Na Covilhã, progressiva cidade da indústria dos têxtil, o futebol começou a ter alguma expressão na década de '20, com o Sporting Clube da Covilhã a tornar-se desde cedo no principal clube da terra. Ao longo dos anos outras equipas de futebol foram aparecendo e desaparecendo, e em 1928 é criado o "Internacional Foot-Ball Club", fundado por simpatizantes do Clube de Futebol «Os Belenenses», cujas cores envergava no seu equipamento, e que mais tarde viria a conseguir o estatuto de sua filial oficial. Este clube tinha a sua sede na Praça do Município, na antiga freguesia de S. Pedro, na Covilhã.
Nos seus primeiros anos o Internacional FC dedicou-se ao futebol , rivalizando com as principais equipas da cidade na altura, o Sport Lisboa e Covilhã e o Sporting da Covilhã, com quem partilhava o campo do Alto do Hospital, que depois veio a dar lugar ao atual estádio Santos Pinto. Em 1932, por altura do seu aniversário, o clube altera a sua designação para "Clube de Futebol «Os Covilhanenses»", por indicação do próprio Belenenses, de quem era filial.
Nos anos '30 o «Os Covilhanenses», por inexistência de competições oficiais, manteve-se pelo futebol amador, com jogos frente a equipas dos concelhos da Covilhã e Fundão. Até ser criada em 1936 a Associação de Futebol de Castelo Branco, do qual foi um dos dez clubes fundadores, marcando presença no primeiro Campeonato Distrital de Castelo Branco, que se realizou na época de 1936/37. A equipa acabou por ter resultados menos positivos nas duas primeiras épocas, num campeonato que era disputado apenas por meia dúzia de equipas, e na temporada de 1938/39 atingiu o 2.º lugar no campeonato, garantindo assim a vaga para participar na II.ª Divisão Nacional nessa mesma época.
Nos anos seguintes «Os Covilhanenses» arrancou para a melhor fase desportiva da sua história, em que competiu simultaneamente no campeonato distrital e na II.ª Divisão (tirando a época de 1941/42 em que não inscreveu a sua equipa), e iniciou uma rivalidade com o Sporting da Covilhã, com quem disputava os campeonatos distritais, em jogos que eram os maiores dérbis da cidade. Na II.ª Divisão o clube manteve sempre lugares a meio da tabela, garantindo a manutenção, a jogar numa série em que era notório o escasso número de equipas da região. No entanto os resultados a nível distrital não eram os melhores, e «Os Covilhanenses» acabou por desaparecer em 1946, após uma fusão acordada com o Sport Lisboa e Covilhã, com ambos clubes a darem lugar a uma nova equipa, o "Grupo Desportivo Covilhanense", que tinha como objectivo a criação de um clube maior e mais forte, para fazer frente aos clubes grandes da região, e sobretudo ao seu conterrâneo Sporting da Covilhã.
Fundação: 1946
Localidade: Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Estádio Municipal José dos Santos Pinto
O Grupo Desportivo Covilhanense nasce em Maio de 1946, fruto da fusão de dois outros clubes emblemáticos da cidade, ficando assim isolado para rivalizar com o Sporting da Covilhã. Logo na sua época de estreia em 1946/47, o GD Covilhanense disputa não só o campeonato distrital de Castelo Branco, como também a II.ª Divisão Nacional, ocupando a vaga deixada por um dos clubes que lhe deu origem, «Os Covilhanenses». A temporada não correu bem no distrital, com a equipa a ficar-se pelo fundo da tabela, no entanto alcançou a manutenção na sua série da II.ª Divisão Nacional.
Na época de 1947/48, o Covilhanense disputou apenas o campeonato nacional da III.ª Divisão, patamar criado nesse ano, que englobava mais equipas nas provas nacionais. Nessa altura vivia-se uma crise no futebol distrital, com um número reduzido de equipas a praticar a modalidade de forma federada, e como consequência não se realizou o campeonato distrital de Castelo Branco, que apenas teve o Covilhanense como único inscrito, e por ser a única equipa inscrita na prova, foi considerado campeão distrital desse ano. A Associação de Futebol de Castelo Branco, para não deixar os clubes sem competir, organizou nesse ano a "Taça Amizade", prova em que participaram os únicos três clubes em actividade na altura, Sport Lisboa e Castelo Branco, GD Covilhanense e Sporting da Covilhã, tendo sido este último a vencer o troféu.
Na temporada de 1948/49 sucede o mesmo que na anterior, não havendo equipas para se formar um campeonato distrital, o Covilhanense é novamente o único clube inscrito e considerado vencedor desse ano, simultaneamente compete ainda na III.ª Divisão Nacional, onde atinge um lugar de subida para o campeonato Nacional da II.ª Divisão. Na época de 1949/50 não se realiza novamente nenhum campeonato distrital, por não haver nenhum clube inscrito, e as restantes equipas da região, incluindo o Covilhanense, disputam apenas os campeonatos nacionais.
Os anos que seguem continuam a ser bons em termos de resultados para o Covilhanense, que era já uma das principais equipas da Covilhã, porém sem conseguir chegar ao nível do rival Sporting da Covilhã, que por essa altura estava nos palcos da 1.ª Divisão Nacional. Em 1950/51 volta-se a realizar o campeonato distrital, no entanto apenas duas equipas se inscrevem, o Covilhanense e a Associação Desportiva de Castelo Branco (antecessora do atual Benfica e Castelo Branco), com o Covilhanense a sagrar-se campeão distrital desse ano, titulo que voltaria a conquistar nas duas épocas seguintes, em campeonatos disputados a dois, sempre contra a mesma equipa. Paralelamente o clube continuou a competir na II.ª Divisão Nacional, de onde acabou por ser despromovido directamente para o campeonato distrital em 1954.
Os anos seguintes foram passados no campeonato distrital, onde a equipa até teve boas prestações, com posições nos lugares cimeiros da tabela, tendo também nessa altura equipas de juniores em actividade. Na época de 1957/58 o Covilhanense conseguiu a subida para a III.ª Divisão Nacional, após terminar o campeonato em 3.º lugar, atrás do Unhais da Serra e do Benfica e Castelo Branco, como ambos os clubes já disputavam provas nacionais, o Covilhanense ocupou a vaga de subida, e regressou assim aos campeonatos nacionais, após alguns anos de ausência. A equipa acabaria por ser novamente despromovida para o distrital, onde ainda competiu na temporada de 1958/59, porém essa foi a sua última época no futebol federado, tendo o clube por alguma razão desistido da prova após a 1.ª volta, não voltando nunca mais ao activo.
Desconhecem-se as razões que tenham levado este clube ao desaparecimento, mas o mesmo deixou um legado na história do futebol na Covilhã, apesar de não ter chegado ao mesmo patamar que o Sporting da Covilhã, o Covilhanense foi a equipa com quem este mais rivalizou, e obteve sucesso a nível distrital, tendo conquistado ao todo cinco campeonatos distritais.




