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Associação Recreativa e Cultural de Aldeia Nova do Cabo

Fundação: 1977
Localidade: Aldeia Nova do Cabo, Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo do Cabeço da Velha / Polidesportivo de Aldeia Nova do Cabo

O futebol nesta aldeia vizinha do Fundão começa na década de '30, quando um grupo de jovens se reuniu no sótão de um sapateiro local, para se decidirem a fundar um clube na terra, e por sugestão de José Trindade Dionísio, um dos fundadores, foi escolhida a designação de "União Clube de Santa Cruz" (com origem no nome da padroeira da terra). A equipa vestia de azul, com os primeiros equipamentos, botas e as primeiras bolas a serem oferecidos pelo conterrâneo Feliciano Gonçalves. Este clube viria a tornar-se com o passar dos anos, na mais representativa equipa de futebol de Aldeia Nova do Cabo.

Em 1934, é fundado por jovens da terra, o "Santa Cruz Foot-ball Club", numa reestruturação do clube já existente, e incentivados pela prática futebolística que já se fazia com muita frequência na maioria das localidades do concelho do Fundão, esta equipa de Aldeia Nova do Cabo logo tratou de arranjar um campo de futebol para o efeito, que foi utilizado nos anos seguintes em jogos amigáveis contra equipas da zona, e até este clube desaparecer já na década '60.

Mais tarde, é fundada em finais dos anos '70 esta Associação Recreativa, que veio colmatar a inexistência de uma entidade que organizasse actividades desportivas, culturais e sociais em prol do população. O futebol já era costume na terra, com os populares jogos de solteiros contra casados, e também praticado de forma amadora contra aldeias da vizinhança, no campo de futebol pelado que se situa no lugar de Cabeço da Velha, nos arredores de Aldeia de Nova do Cabo.

O futebol a nível federado surge apenas na década de' 90, com a equipa a participar durante três temporadas consecutivas no campeonato distrital da 2.ª Divisão, nomeadamente da época de 1992/93 até à de 1994/95, em que a equipa, maioritariamente constituída por jogadores da terra, conseguiu modestas classificações. Posteriormente outra colectividade da aldeia, a "Associação dos Amigos da Aldeia Nova do Cabo", competiu a nível federado com equipas nas camadas jovens.

No inicio do milénio a associação teve uma grande atividade desportiva em modalidades como basquetebol, voleibol, andebol, ténis, atletismo, ténis de mesa e snooker, tendo participado em torneios de futsal na região, nos últimos anos tem-se dedicado mais a outras actividades recreativas e culturais que desenvolve na comunidade.

Sport Clube Sobreirense

Fundação: 1930
Localidade: Sobreira Formosa, Proença-a-Nova
Modalidade: Futebol e Futsal
CasaCampo de Futebol de Sobreira Formosa / Pavilhão Desportivo do antigo Instituto de S. Tiago

Fundado a 10 de Novembro de 1930 o "Sport Club Sobreirense" situa-se na histórica vila de Sobreira Formosa, perto de Proença-a-Nova. Dada a realidade social da altura, a coletividade, sendo uma das primeiras a surgir na terra e até uma das mais antigas do concelho, começou por realizar apenas atividades recreativas, sendo um clube elitista que só permitia a entrada a pessoas de relevância na sociedade local, foi lá que surgiu o futebol, que apareceu na localidade nos anos '50. Em contrapartida a Casa do Povo de Sobreira Formosa, fundada em 1938, era o clube do povo, frequentado por toda a população, e que durante vários anos teve também equipa de futebol, e chegou inclusive a competir nos campeonatos da antiga FNAT (hoje Inatel), na época de 1954/55, sob a designação de "Centro de Recreio Popular de Sobreira Formosa".

Nos anos '60 uma nova direcção do Sobreirense autorizou o livre acesso ao clube, fazendo dele também um clube popular, e começou então a ter mais adesão nas suas actividades, porém o futebol continuou apenas no seio da Casa do Povo, onde é praticado nas décadas seguintes. Em 1982 a equipa participa no Torneio Inter-aldeias, organizado pela ADC Proença-a-Nova, prova que contou na sua maioria com equipas do concelho, tendo a equipa do Grupo Desportivo da Casa do Povo de Sobreira Formosa sido vencedora da competição. Essa foi uma das últimas provas em que a Casa do Povo participou, tendo nos anos seguintes sido o Sobreirense a "tomar conta" do futebol na vila, com a participação em torneios locais e jogos amigáveis, não só em futebol como também no então futebol de salão.

O clube manteve-se até inícios do milénio em atividade, como um local de encontro para população, principalmente dos mais jovens, ma entrou depois num longo período de inactividade, tendo sido reactivado em 2014 por um grupo de gente da terra. O Sobreirense para além da sua sede utiliza também as instalações da antiga Casa do Povo, sendo actualmente o principal dinamizador da localidade, onde nos últimos anos tem organizando muitas atividades, entre elas a participação em torneios de futsal, mantendo-se como uma coletividade histórica de Sobreira Formosa e do próprio concelho.

União Desportiva de Aldeia de Santa Margarida

Fundação: 1980
Localidade: Aldeia de Santa Margarida, Idanha-a-Nova
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Jogos António Vaz Sarafana

Foi ainda a meio do século passado que a juventude desta aldeia raiana começou a demonstrar interesse no futebol, começaram por usar um terreno nas traseiras da escola primária, até que já no final da década de '50 o Dr. Francisco Rolão Preto, conhecido proprietário local, ofereceu o terreno onde se fez o primeiro campo de futebol em terra batida, e a partir do qual se começaram logo a fazer jogos com as terras vizinhas.

O futebol de forma amadora ia sendo jogado com mais ou menos regularidade, até anos mais tarde, no dia 30 de Maio de 1980 ser então constituída a "Associação Cultural e Desportiva de Aldeia de Santa Margarida", que tinha como principais objectivos a promoção cultural, desportiva e recreativa dos seus associados, e da população. A associação começou com as modalidades de atletismo, cicloturismo, ténis, tiro ao prato, e claro o futebol.

Foi depois inaugurado em 1983, o Campo de Jogos António Vaz Sarafana com a renovação do antigo campo, que passaria agora a servir também de recinto de festas, tal equipamento contou dois anos mais tarde com a construção de um ringue polidesportivo, que possibilitou a prática do então futebol de cinco na aldeia. De entre os muitos torneios que a associação organizou, destaca-se o torneio inter-aldeias de 1988, prova que decorreu em Aldeia de St.ª Margarida, e no qual participaram maioritariamente equipas do concelhos de Idanha-a-Nova e Penamacor. Ao nível de participações no inter-aldeias, a equipa marcou ainda presença no ano de 1996, competição que organizou e na qual se sagrou vencedora, juntando-se a outros troféus que a equipa de futebol daquela geração conquistou.

Em 1997 os dirigentes da Associação Cultural e Desportiva de Aldeia de Santa Margarida resolveram, por questões organizacionais, criar uma nova entidade, denominada "União Desportiva de Aldeia de Santa Margarida". Esta colectividade, embora tenha mantido os mesmos objectivos da anterior, e cumprido todas as formalidades para funcionar legalmente, não registou qualquer actividade, ficando o futebol e o desporto da aldeia ditados a um certo abandono, causado pela desertificação generalizada que atacou o interior do pais, o campo de futebol passou a receber apenas um jogo por ano, o tradicional solteiros contra casados, assim como nos anos seguintes a juventude da aldeia foi tendo esporádicas participações em torneios de futsal.

Centro Educativo Popular de Alpedrinha

Fundação: 1955
Localidade: Alpedrinha, Fundão
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Futebol de Alpedrinha

No concelho do Fundão, mais propriamente na zona da sul, onde se situa a Serra da Gardunha, encontra-se a histórica vila de Alpedrinha, também apelidada de "Sintra da Beira" e da qual o futebol fez jus à mesma fama que todo do seu património histórico.

O primeiro clube aparece muito cedo, quando em 1902, longe sequer de existirem ainda os "três grandes" do futebol nacional, Francisco Dias da Cruz de Matos Boavida, um ilustre da terra, fundou o "Alpedrinha Foot Ball Club", entrando nesta modalidade que estava ainda muito no inicio, fez-se então uma angariação de fundos com a finalidade de construir um campo de futebol na terra, mas que nunca se concretizou tendo o clube desaparecido pouco tempo depois, sem nunca ter feito qualquer jogo. O desporto na vila só começa realmente em 1925, por iniciativa de Francisco Ribeiro Passos, que formou uma sociedade de recreio intitulada "Foot-Ball Club Cintra da Beira", e cujo fim era unicamente proporcionar aos associados treinos de futebol e jogos com outros clubes da região, que na altura eram muito poucos, com alguns grupos das zonas de Fundão e Covilhã. Após vários esforços conseguiram um campo próximo da estação dos caminho de ferro de Alpedrinha que dura até aos dias de hoje. Em 1926, devido a desavenças entre sócios, este grupo fraccionou-se, tendo os seus membros formado novos grupos, mas mais virados para outras áreas que não o desportiva.

Apenas décadas mais tarde apareceu, por iniciativa da Fábrica da Igreia Paroquial de Alpedrinha o CEPA (Centro Educativo Popular de Alpedrinha), que de entre as muitas actividades sociais e culturais que dinamizou, o desporto foi a que ocupou o lugar principal, começando por organizar torneios de futebol, de futebol de salão, entre outras modalidades, e participou em torneios um pouco por toda a região, equipando de azul e branco, as cores da freguesia. O CEPA foi a principal coletividade desportiva (e não só) de Alpedrinha durante mais de trinta anos, sendo a principal dinamizador da vila, até ter desaparecido pouco antes do início do novo milénio. A par do CEPA, o desporto continuava também simultaneamente noutras coletividades da terra, como a Liga dos Amigos de Alpedrinha ou a Casa do Povo de Alpedrinha, que ao longo dos anos tiveram também as suas equipas de futebol.

Depois disso coube ao Teatro Clube de Alpedrinha manter vivo o desporto na vila, e assim começou juntamente com a juventude alpetriniense, a organizar e a participar em torneios de futebol e futsal, com a vila a ver finalmente concretizada a construção de um ringue polidesportivo público que era esperado à anos. Dos vários torneios em que o TCA participou, destaca-se a presença no torneio de futebol inter-aldeias de 2007 em Atalaia do Campo.

Actualmente o desporto mais praticado na vila é o futsal, com a terra a participar em torneios pela zona, com equipas organizadas pelo Teatro Clube de Alpedrinha. 


Outros emblemas referenciados:

Emblema do Teatro Clube de Alpedrinha

Sport Clube do Barco

Fundação: 1976
Localidade: Barco, Covilhã
Modalidade: Futebol
Casa: Campo de Jogos 19 de Abril

Fundado na aldeia serrana de Barco, perto das margens do Rio Zêzere, o Sport Clube do Barco teve um extraordinário percurso no futebol distrital, onde se sagrou campeão algumas vezes, levando o nome da aldeia por toda a região. Numa altura em que a juventude ainda não estava habituada aos jogos de futebol, foi na década de '60 que o então Padre Manuel Curto, começou a treinar um grupo de jovens da terra e a leva-los a interessarem-se pelo futebol, juntando toda a população aos Domingos para verem os rapazes jogar, foi a partir dessa dinâmica que nasceu em 1976 o "Sport Clube do Barco", que se inicia com uma equipa nas competições federadas logo nesse ano.

É na época de 1976/77 que o Barco se estreia no campeonato distrital de Castelo Branco e começa a prometer muito com a obtenção de bons resultados, após terminar em 3.º e 4.º lugar nas duas primeiras épocas. O Barco sagra-se campeão distrital pela primeira vez na temporada de 1979/80, subindo assim à III.ª Divisão Nacional, de onde é depois despromovido no ano seguinte. No entanto o regresso ao campeonato distrital dura pouco, tendo a equipa se sagrado novamente campeã distrital em 1981/82.

De novo na III.ª Divisão Nacional, o Barco consegue a permanência, ficando-se pelos lugares a meio da tabela, num plantel em que, de entre muitos jogadores de uma família local de apelido "Brito",  despoletava o avançado César Brito, jogador da terra que segue depois para o Sporting da Covilhã, e que mais tarde viria a brilhar no Benfica. Ainda em palcos nacionais na temporada de 1983/84, a equipa do Barco já não teve a mesma sorte, e após os maus resultados acaba por desistir da competição, porém nessa época há que destacar um jogo a contar para a Taça de Portugal, em que o Barco recebeu no seu campo o Vitória de Guimarães, num jogo de casa cheia que a equipa acabou por perder 3-7. Regressado novamente ao distrital na época seguinte, o Barco mantém-se a jogar apenas uma temporada, até efectuar uma paragem no futebol federado por motivos financeiros.

O clube continuou com outras actividades, e também com camadas jovens em competição, e o regresso da equipa sénior ás competições federadas surge apenas em 1991/92, agora na 2.ª Divisão Distrital, onde acaba por se sagrar campeão em 1992/93, seguidamente a equipa mantém-se durante três temporadas na 1.ª Distrital, até ser despromovida para a 2.ª Divisão Distrital em 1995/96 após ficar em penúltimo lugar no campeonato. A equipa do Barco competiu na divisão inferior até desistir novamente do futebol federado em 1997/98. O clube atravessou depois uma grave crise financeira e directiva que quase o levou a fechar portas, mas conseguiu estabilizar-se.

O Barco continuou ainda na década seguintes com futebol nos escalões mais jovens, e com jogos amigáveis frente a outras equipas da zona. Depois de alguns períodos de inatividade o clube ainda esteve ativo durante algum tempo, realizando apenas atividades sociais e recreativas, porém acabou por cair num vazio diretivo no qual ainda se encontra. Um clube que sempre foi a principal colectividade da freguesia, e que tanto sucesso teve a nível desportivo.

Grupo Desportivo de Valverde

Fundação: 1947
Localidade: Valverde, Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Jogos de Valverde / Pavilhão Desportivo de Valverde

Na populosa aldeia de Valverde, situada a apenas 3 km da cidade do Fundão, está sediado este Grupo Desportivo, colectividade nascida nos anos '40, no seio da Casa do Povo local, e que é das mais antigas em atividade no concelho.

Este clube nasce numa altura em que a febre do futebol estava perto de atingir o seu auge de popularidade, a equipa organizou alguns torneios de futebol popular na zona, onde participavam não só equipas da região, como de todo o território nacional, é exemplo um torneio em 1953, que contou com as equipas do Sporting, Académica e Operário. Valverde sempre teve muita actividade no futebol amador, com a organização de jogos amigáveis com muita regularidade, contando com os jovens da aldeia, contra outras terras vizinhas, que tinham sempre muito apoio por parte da população. Em 1987 o Grupo Desportivo obtém a sua autonomia como coletividade independente, deixando assim de estar agregado à Casa do Povo de Valverde. Em 1993, com algum esforço financeiro, o clube adquiriu um terreno, no qual construiu um rinque polidesportivo e que veio permitir a pratica do futsal à juventude da terra, que vinha a participar em alguns torneios.

A chegada ao futebol federado acontece apenas na época de 1999/00, então na 2.ª Divisão Distrital, o seu percurso a nível distrital teve apenas uma interrupção na época de 2001/02 (em que não inscreveu equipa). O clube regressa logo em 2002/03, e consegue a subida para a 1.ª Divisão Distrital na época seguinte, em que apesar de nessa temporada a equipa ter estado muito perto dos lugares de subida terminou em 3.º (apenas subiam o 1.º e 2.º classificados), mas haveria de ser promovida para a 1.ª Distrital aproveitando a vaga deixada pela equipa da Estação, que tinha desistido da prova. No patamar principal do distrito, a equipa esteve em competição durante seis épocas, onde obteve bons resultados, com destaque para o 5.º lugar obtido em 2008/09. O clube encerrou a sua participação no campeonato distrital na época de 2009/10, tendo entrado numa grave crise financeira e consequentemente directiva, da qual levou alguns anos a recompor-se.

Nos anos seguintes, e a recuperar da crise em que se encontrava, o GDV dedicou-se ao futsal, e com bons resultados, possuindo boas instalações para o efeito, com a construção de um moderno pavilhão desportivo no local do antigo polidesportivo, tendo organizado vários torneios com equipas de nível nacional e internacional, torneios que foram ganhando notoriedade nos escalões de formação.

O clube apostou também numa equipa de futsal feminino que se sagrou campeã distrital logo na sua época de estreia em 2015/16, e que começou a dominar a sua categoria a nível distrital, com nova conquista nos campeonatos das épocas de 2016/17 e 2017/18, esta última onde venceu ainda a Taça da AFCB e conseguiu a subida aos patamares nacionais, tendo chegado à 1.ª Divisão Nacional da categoria na época de 2018/19, um feito até então histórico para uma equipa da região. A estadia na 1.ª Divisão durou apenas uma temporada, com o Valverde a ser de novo despromovido ao distrital, onde simultaneamente teve também uma equipa "B" em competição. A equipa entrou na época de 2019/20 como a grande favorita à conquista do campeonato distrital, que acabou por ganhar, dominado por completo, e fazendo ainda a "dobradinha" ao vencer também a Taça da AFCB. 

O GD Valverde teve uma grande importância na criação da 2.ª Divisão Nacional de Futsal Feminino, que arrancou em 2020/21, ao ter impulsionado esse movimento que teve uma grande adesão por muitos clubes a nível nacional, e que levou a Federação Portuguesa de Futebol a equacionar a hipótese e a criar esse escalão, que assim permite que as equipas que descem da 1.ª Divisão Nacional não vão parar directamente aos distritais, e tenham a 2.ª Divisão Nacional como patamar intermédio. Apesar dos títulos distritais que a equipa de futsal feminino conquistou nas épocas de 2020/21, 2021/22, 2022/23 e 2023/24 o clube não conseguiu passar no apuramento para subir novamente aos patamares nacionais, a equipa só haveria de subir para a 2.ª Divisão Nacional após preencher as vagas deixadas por irregularidades de outras equipas que foram excluídas da prova, e assim na época de 2024/25 estreia-se nesse escalão, porém o Valverde não conseguiu alcançar a manutenção, sendo relegado para as provas distritais na temporada seguinte.
 
O Grupo Desportivo de Valverde continua muito activo no que ao futsal diz respeito, não só com a equipa feminina mas também nas camadas jovens, e encontra-se num bom caminho para crescer e continuar a servir a sua localidade a bem do desporto e da região, sendo responsável por organizar outras atividades recreativas e culturais, dinamizando a aldeia.

Associação Desportiva e de Acção Cultural Sarnadense

Fundação: 1976
Localidade: Sarnadas de Ródão, Vila Velha de Ródão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol de Sarnadas de Ródão / Polidesportivo de Sarnadas de Ródão

O associativismo aparece em Sarnadas de Ródão na década de 70, numa altura em que a prática do futebol era já muito popular na aldeia, com jogos a serem realizados no campo de futebol sitiado junto da linha dos caminhos-de-ferro. Sarnadas de Ródão participou com uma equipa no primeiro Torneio Inter-aldeias realizado em 1975, sendo depois disso constituída oficialmente a "Associação Desportiva e de Acção Cultural Sarnadense", que desde então passou a ser o maior dinamizador desportivo da localidade. Em 1978 participa novamente no inter-aldeias, organizado no Estreito pelo então recém criado Águias do Moradal.

Anos mais tarde com a construção do ringue polidesportivo, o futsal passou a ser, a par do futebol, a modalidade mais praticada pela associação, com jogos amigáveis e participações em torneios regionais, no entanto a próxima participação no inter-aldeias ocorre apenas em 1985, competição organizada em Salgueiro do Campo, onde a equipa de Sarnadas acaba por se ficar pela fase grupos.

Deste de então a ADACS continua viva, com participações regulares em eventos desportivos como ciclismo, trail e futsal, com o futebol a ser praticado apenas anualmente por altura da festa de verão, no tradicional jogo de solteiros contra casados. É a colectividade principal da sua localidade e até das mais ativas do concelho, pelo trabalho que continua a desenvolver em prol de Sarnadas de Ródão com a realização de vários eventos sociais e culturais na comunidade.

Grupo Desportivo e Cultural dos Três Povos

Fundação: 1969
Localidade: Salgueiro (Três Povos), Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Parque Desportivo dos Três Povos

Este clube é oriundo da zona mais a norte do concelho do Fundão, onde se situa a freguesia de Três Povos, cuja  designação remete ao conjunto de três aldeia distintas, Salgueiro, Escarigo e Quintãs, apesar do clube estar sediado na primeira delas, o mesmo representa como um todo as localidades que compõem a freguesia.

A prática do futebol por estas bandas surge um pouco como em todo o lado, em finais da década de '60, com um grupo de jovens da terra que faziam jogos em campos lavrados de um terreno emprestado para o efeito, que então se empenharam na criação do "Três Povos Futebol Clube", que começou por realizar inicialmente jogos amigáveis contra equipas de aldeias vizinhas, até anos mais tarde se ter construído o atual campo de futebol, que trouxe já melhores condições para a prática desportiva. 

A equipa continuou a realizar jogos amigáveis e passou a contar com o apoio da Casa do Povo, que financiou o clube através da aquisição de equipamentos, sendo que nessa altura passa a chamar-se "Grupo Desportivo e Cultural dos Três Povos", nome que se manteve até hoje. Nos anos '80 o clube participou num torneio de futebol entre aldeias da sua zona, do qual saiu vencedor, obtendo um registo de cerca de trinta jogos sem derrotas. O futebol dos Três Povos foi sendo levado cada vez mais a sério, e na época de 1982/83 a equipa inscreveu-se no campeonato do Inatel sob a égide da Casa do Povo. Posteriormente surge então uma equipa federada no campeonato distrital de Castelo Branco, que se estreia na época de 1991/92, competindo sempre na 2.ª Divisão, onde se manteve até à temporada de 1995/96, depois disso o clube teve ainda uma equipa no campeonato distrital de juniores da Associação de Futebol de Castelo Branco.

Já no novo milénio a equipa conta com inúmeras participações em torneios de futebol
na região, e também futsal, com a inauguração de um ringue polidesportivo com relvado sintético, organizando os seus próprios torneios, sempre com o objectivo de elevar o nome das suas aldeias pela região fora. Depois de o grupo ter ficado inativo, passou a ser a AJC3P (Associação Jovem e Cultural dos Três Povos) a tomar conta da prática desportiva, com a organização e participação em torneios de futsal.

Centro Popular de Cultura e Desporto de Lardosa

Fundação: 1975
Localidade: Lardosa, Castelo Branco
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Jogos Domingos Silvares / Polidesportivo de Lardosa

O futebol na ainda hoje populosa aldeia de Lardosa, começou a ser jogado de forma amadora, num terreno pelado circundante à localidade, no entanto é já em 1975, antes deste clube ser criado, que a aldeia participa com uma equipa no primeiro Torneio Inter-aldeias, onde atinge as meias finais, pouco tempo depois surge oficialmente esta colectividade, sediada na Casa do Povo de Lardosa, cuja sede ficou a seu cargo anos mais tarde.

A vontade de jogar futebol foi sendo cada vez maior, o que levou o clube a investir e a melhorar as suas instalações, ao mesmo tempo a juventude da terra ia participando em jogos amigáveis com boas exibições no campo pelado da Lardosa, sendo que em 1980 é inaugurado o Campo de Jogos, num terreno cedido por Domingos Silvares, benemérito da freguesia cujo nome foi dado ao campo em forma de homenagem, anos mais tarde o campo foi dotado de melhores condições como balneários, bar e bancadas.

A primeira participação da Lardosa no Campeonato Distrital de Castelo Branco, surge na época de 1984/85 na 2.ª Divisão, onde o clube acabou por atingir a subida de divisão para 1.ª Distrital, derivado de no ano seguinte não se poder realizar o campeonato da 2.ª Divisão por não haverem equipas suficientes. No entanto a equipa da Lardosa acabaria por ser despromovida ao segundo patamar distrital na época 1986/87, após terminar em último lugar da tabela. A equipa haveria de atingir novamente a subida para a 1.ª Distrital em 1988/89, após um 2.º lugar atrás do Indústria Cebolense, nessa época o clube ganhou ainda o taça disciplina que muito orgulhou atletas, dirigentes e o treinador Jorge Abelho. Na época seguinte a manutenção foi conseguida com alguma dificuldade, com o clube a conseguir a 11.ª posição (de entre 14 equipas). Na temporada a seguir, a equipa agora treinada por Sequeirinha, conseguiu o 10.º lugar, assegurando mais uma vez a manutenção, sendo atribuída mais uma vez à equipa a taça disciplina. Mas depois em 1991/92 a Lardosa termina o campeonato nos últimos lugares, posição que ditava a descida da equipa para a 2.ª Divisão Distrital, porém o clube acabou por desistir do futebol federado nesse ano, devido a uma crise financeira e diretiva.

A Lardosa regressou assim ao futebol amador e participa no Inter-aldeias de 1993, organizado em Sobral do Campo, onde não passou da fase de grupos. No entanto, a paragem do futebol federado foi curta já que na época de 1994/95 a equipa regressa à 2.ª Distrital, onde se manteve em competição até nova desistência no final da temporada seguinte, fruto dos maus resultados. A equipa ainda voltou na época de 1997/98, novamente na 2.ª Divisão, mas termina no último lugar. Os problemas directivos e financeiros levaram o clube a optar novamente pelo futebol amador, e a Lardosa mostrou estar ainda à altura, com participações no Torneio Inter-aldeias em 2000, 2001, 2002 e 2004, onde apesar de não se ter sagrado campeã em nenhuma edição, ganhou a Taça Disciplina no inter-aldeias em 2004, pelo fair-play demonstrado durante a prova.

Poucos anos depois surge uma nova fase na história do clube, com o tão esperado regresso aos distritais em 2005/06, nessa mesma época foi extinta a 2.ª Divisão Distrital por falta de equipas, o que fez com que a Lardosa disputasse a 1.ª Distrital na época seguinte, patamar onde jogou entre os "grandes" do distrito, e conseguiu manter vivo o futebol com a juventude da terra, os resultados menos bons, originaram inclusivamente aparições da equipa no programa de televisão "Liga dos Últimos" da RTP, facto que engrandeceu ainda mais o clube, que apesar de tudo competiu sempre pelo desporto e pela terra, até que surge uma nova desistência na época 2009/10 por motivos financeiros, essa que foi a última temporada da Lardosa no futebol distrital.

Desde então têm-se realizado esporadicamente jogos no Campo Domingos Silvares, e apesar da colectividade continuar ativa com outras atividades, o futebol na Lardosa ainda não voltou de vez. Após alguns anos de inatividade o clube foi reativado em 2018, com a reabertura da sua sede social à população e a realização de várias atividades, entre elas o futsal com a participação em torneios onde a equipa da Lardosa conquistou alguns títulos.

Associação Desportiva do Fundão

Fundação: 1955
Localidade: Fundão
Modalidade: Futebol e Futsal
Casa: Estádio Municipal do Fundão / Pavilhão Francisco José Tavares e Pavilhão da ADF

Popularmente conhecida como Desportiva do Fundão ou pela sigla ADF, esta é uma das equipas mais conhecidas da Beira Interior, actualmente ligada ao futsal onde compete na Primeira Divisão Nacional, e se tem afirmado como uma das melhores equipas do país.

Fundada a 23 de Abril de 1955, na Farmácia Taborda, o clube nasceu da fusão do Sporting Clube do Fundão, Sport Fundão e Benfica e do Hóquei Clube do Fundão, na altura as três principais agremiações desportivas da então vila, que assim se juntaram com o objectivo de formar um único clube que acolhia todas as modalidades que pretendiam ver desenvolvidas, e unisse o povo em torno de um só clube desportivo.

O futebol vinha já a ser praticado anteriormente por duas das equipas que deram origem a este novo clube, que se estreia no campeonato distrital logo na temporada de 1955/56, mas os resultados não foram os esperados, tendo o Fundão terminado o campeonato no último lugar sem qualquer ponto conquistado, e desistido das competições federadas. Depois disso a ADF apenas teve futebol amador e de formação e futebol de salão tendo-se dedicado também a outras atividades culturais e recreativas. Em 1977 o clube construiu um pavilhão gimnodesportivo próprio, na altura um dos primeiros na região, e que permitiu dar apoio ás suas atividades desportivas e outros eventos, o ainda hoje denominado "pavilhão da ADF" serve agora o clube nas camadas jovens, juntamente com o pavilhão municipal. A equipa do Fundão voltou ao futebol federado apenas na época de 1978/79, e desde então manteve-se sempre em competição, tendo chegado ser campeão distrital em 1984/85, e subido à III.ª Divisão Nacional, de onde seria despromovido logo no seu ano estreia. De regresso ao campeonato distrital o Fundão sagra-se novamente campeão em 1986/87, tendo depois transitado com subidas e descidas durante alguns anos entre a III.ª Divisão e o campeonato distrital, com títulos conquistados nas épocas de 1989/90 e 1991/92, sem nunca conseguir a permanência nas competições nacionais.

A equipa manteve-se no campeonato distrital nos anos seguintes até ser novamente campeã em 2004/05 e voltar à III.ª Divisão Nacional, descendo logo nesse ano, o Fundão continuou ainda a competir no distrital com algumas boas prestações até à desistência definitiva do futebol em 2009/10, após décadas de futebol sénior, onde era uma das equipas mais regulares a nível distrital, e que paralelamente mantinha também camadas jovens em todos os escalões.
 
Por essa altura já a equipa de futsal estava já a dar cartas no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, sendo esta a modalidade a que a ADF está agora unicamente ligada, e que começou com a criação da equipa em finais dos anos '90, ao competir no campeonato distrital onde se sagrou campeã em 1998/99, subindo para a III.ª Divisão Nacional, de onde foi despromovida. Sagrou-se de novo campeã distrital na época de 2000/01, e a partir dai o clube foi sempre progredindo a nível nacional até chegar à Primeira Divisão na época de 2006/07, onde se mantém até hoje, e se impõe como uma das equipas de futsal mais regulares em Portugal.

Nos últimos anos a ADF tem conseguido muito bons resultados, sempre a dar luta aos ditos clubes "grandes", tendo como auge a conquista da Taça de Portugal em 2013/14, ano em que a equipa foi também vice-campeã nacional da Primeira Divisão. Com um dos orçamentos mais baixos do campeonato, o Fundão tem conquistado prestigio e reconhecimento ao longo dos anos, com várias presenças na fase de Play-Off do campeonato nacional, e com duas presenças em finais da Taça da Liga, A nível distrital chegou ainda a ter uma equipa "B" na época de 2004/05, assim como camadas jovens que mantém em todos os escalões, e ainda uma equipa sénior de futsal feminino que já se sagrou campeã distrital por várias ocasiões, nas épocas de 2007/08, 2008/09, 2018/19 e 2024/25.

Pelo patamar onde se encontra e por tudo aquilo que representa, a ADF é hoje uma das maiores referências desportivas da Beira Interior, representando a região no mais alto patamar do futsal nacional, e levando o nome da cidade por todo o país.