Fundação: 1963
Localidade: Janeiro de Cima, Fundão
Modalidades: Futebol e Futsal
Casa: Campo Rio de Janeiro / Polidesportivo de Janeiro de Cima
Num dos vales da margem esquerda do Rio Zêzere, que separa os distritos de Coimbra e Castelo Branco, fica a freguesia de Janeiro de Cima, no concelho do Fundão, local onde no primeiro dia do ano de 1963 foi fundado o Grupo Desportivo Tigres do Zêzere, por um grupo de entusiastas do desporto na aldeia..
O futebol era já o desporto principal do clube, desde os anos 50 era praticado regularmente pela juventude janeirense, que logo após a criação deste clube viu ser inaugurado o campo de São Sebastião, situado não muito longe da aldeia, e onde se passaram a disputar os jogos de futebol, porém ainda com condições insuficientes. A construção de um novo campo foi uma das prioridades do clube, e a juventude deitou literalmente mãos à obra, e com esforço conseguiu em 1975 inaugurar o novo Campo Rio de Janeiro, situado perto do parque fluvial nas margens do rio Zêzere.
Ao longo dos anos o Tigres do Zêzere foi realizando partidas amigáveis contra outras equipas de terras vizinhas, como por exemplo de Dornelas do Zêzere, Barroca e São Martinho. Tendo mais tarde começado a aparecer outras modalidades desportivas, como ténis de mesa, xadrez, sueca, e futebol de 5, que com a inauguração do ringue polidesportivo em 2003, passou a ser uma das principais modalidades, com regular participação e organização de torneios.
Mas o futebol, mesmo que menos praticado, continuou sempre a ter lugar, com o clube a participar no torneio inter-aldeias em 2004, onde inclusivamente atingiu as meias-finais. Desde então o Tigres do Zêzere tem-se mantido como a mais influente coletividade de Janeiro de Cima, realizando todo o tipo de atividades, na parte desportiva o futsal é hoje o desporto mais popular numa localidade que como tantas outras sofre de desertificação, mas que se pode orgulhar de ter um clube ainda bem vivo.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Centro Cultural e Desportivo Arsenal Futebol Clube de São Francisco
Fundação: 1954
Localidade: Covilhã
Modalidades: Futebol e Futsal
Casa: Estádio José Santos Pinto / Pavilhão Gimnodesportivo dos Penedos Altos
O Arsenal de São Francisco é uma colectividade cultural e desportiva, localizada no centro da cidade da Covilhã. Começou em 1952 com um grupo de jovens jogadores, que tinham saído dos juniores de vários clubes da cidade, nomeadamente do Sporting Clube da Covilhã, do Clube Desportivo da Covilhã e do Grupo Desportivo Covilhanense, e que tiveram a ideia de formar uma colectividade desportiva para se manterem em actividade e continuarem a jogar futebol.
Inicialmente os jovens não tinham ainda em mente qual seria o nome deste novo clube, e ao procurarem possíveis camisolas para o seu equipamento, depararam-se com a do Arsenal, clube inglês que tinha vindo jogar a Portugal naquela altura, chegaram então à conclusão que o clube se poderia chamar Arsenal. Com algumas dificuldades na compra dos equipamentos, e até sem sede própria, o clube consegue seguir em frente. Nos primeiros tempos a sua equipa participou em muitos torneios de futebol, tendo ganho alguns, o próximo passo foi avançar com a equipa para os campeonatos da Fnat (antiga designação do Inatel), e como o clube não estava ainda legalizado, foi necessário proceder ao seu registo para poder participar na competição, nasceu assim oficialmente em 1954 o "Centro Recreativo e Popular Arsenal de São Francisco", em homenagem ao santo que dá o nome à Igreja de S. Francisco, e em cujo jardim estes jovens se tinham reunido anos antes para criar o clube.
O Arsenal esteve depois em competição no campeonato da Fnat durante alguns anos, tendo-se sagrado campeão em 1958, a sua equipa de futebol, apesar de amadora, constituiu-se como uma das mais populares da cidade, e durante décadas promoveu o desporto entre os mais jovens. A participação do Arsenal nos campeonatos de futebol do Inatel, durou até aos anos 70, altura que esta competição teve um declínio, não se tendo disputado até nalguns anos devido à falta de equipas. Mais tarde aparecem outras modalidades desportivas, como o atletismo, andebol, basquetebol, ciclismo, ping-pong, pesca, sueca, damas, xadrez, matraquilhos e o futsal, onde na sua vertente feminina chegou a existir uma equipa federada, que competiu no campeonato distrital, da época de 2003/04 à de 2006/07. Para além disso o Arsenal continua a participar ativamente em torneios de futsal e a organizar outras atividades.
A par da sua atividade desportiva o Arsenal já dispondo de uma sede própria, realizou ao longo dos anos outras atividades de carácter social, cultural e recreativo, tendo uma grande importância na dinamização do associativismo na cidade, onde já é uma referência, e um ponto de encontro da população.
Localidade: Covilhã
Modalidades: Futebol e Futsal
Casa: Estádio José Santos Pinto / Pavilhão Gimnodesportivo dos Penedos Altos
O Arsenal de São Francisco é uma colectividade cultural e desportiva, localizada no centro da cidade da Covilhã. Começou em 1952 com um grupo de jovens jogadores, que tinham saído dos juniores de vários clubes da cidade, nomeadamente do Sporting Clube da Covilhã, do Clube Desportivo da Covilhã e do Grupo Desportivo Covilhanense, e que tiveram a ideia de formar uma colectividade desportiva para se manterem em actividade e continuarem a jogar futebol.
Inicialmente os jovens não tinham ainda em mente qual seria o nome deste novo clube, e ao procurarem possíveis camisolas para o seu equipamento, depararam-se com a do Arsenal, clube inglês que tinha vindo jogar a Portugal naquela altura, chegaram então à conclusão que o clube se poderia chamar Arsenal. Com algumas dificuldades na compra dos equipamentos, e até sem sede própria, o clube consegue seguir em frente. Nos primeiros tempos a sua equipa participou em muitos torneios de futebol, tendo ganho alguns, o próximo passo foi avançar com a equipa para os campeonatos da Fnat (antiga designação do Inatel), e como o clube não estava ainda legalizado, foi necessário proceder ao seu registo para poder participar na competição, nasceu assim oficialmente em 1954 o "Centro Recreativo e Popular Arsenal de São Francisco", em homenagem ao santo que dá o nome à Igreja de S. Francisco, e em cujo jardim estes jovens se tinham reunido anos antes para criar o clube.
O Arsenal esteve depois em competição no campeonato da Fnat durante alguns anos, tendo-se sagrado campeão em 1958, a sua equipa de futebol, apesar de amadora, constituiu-se como uma das mais populares da cidade, e durante décadas promoveu o desporto entre os mais jovens. A participação do Arsenal nos campeonatos de futebol do Inatel, durou até aos anos 70, altura que esta competição teve um declínio, não se tendo disputado até nalguns anos devido à falta de equipas. Mais tarde aparecem outras modalidades desportivas, como o atletismo, andebol, basquetebol, ciclismo, ping-pong, pesca, sueca, damas, xadrez, matraquilhos e o futsal, onde na sua vertente feminina chegou a existir uma equipa federada, que competiu no campeonato distrital, da época de 2003/04 à de 2006/07. Para além disso o Arsenal continua a participar ativamente em torneios de futsal e a organizar outras atividades.
A par da sua atividade desportiva o Arsenal já dispondo de uma sede própria, realizou ao longo dos anos outras atividades de carácter social, cultural e recreativo, tendo uma grande importância na dinamização do associativismo na cidade, onde já é uma referência, e um ponto de encontro da população.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Associação Académica Albicastrense
Localidade: Castelo Branco
Modalidades: Futebol
Campo: Estádio Municipal Vale do Romeiro
A Associação Académica Albicastrense nasceu como todas as outras associações de estudantes que existiam em todo o país, criada como um núcleo estudantil que promovia o convívio e a realização de atividades no âmbito académico e não só, entre os estudantes de instituições de ensino. Esta associação estava direcionada aos estudantes afetos ao então Liceu Nacional de Castelo Branco, único estabelecimento de ensino secundário presente na cidade, e um dos poucos em todo o distrito.
O ensino liceal de então não era frequentado por toda a gente, apesar de ser público, apenas tinha acesso a este nível de ensino um número reduzido de famílias, quem tinha algumas posses ou condições para meter os filhos a estudar. Os liceus por esta altura (nos anos 30/40), tinham uma certa semelhança em termos de tradição, cultura e simbolismo com as universidades, partilhando muitas coisas em comum, nomeadamente a existência de tunas académicas, o facto de os alunos de liceu também envergarem traje, e as associações académicas.
Nasceu assim em 1934, o Grupo Desportivo da Associação Académica Albicastrense, e uma das suas primeiras atividades foi a prática do futebol, desporto que não era ainda muito conhecido mas que vinha ganhando uma certa popularidade, e inspirada nas equipas de futebol já existentes noutras associações, a mais conhecida, a Associação Académica de Coimbra, os jovens do liceu organizaram uma equipa e começaram a realizar partidas amigáveis, não só contra equipas da cidade, mas também com equipas do Fundão e Covilhã. No final da década de 30 houve uma grande aderência da população ao futebol, o que levou à criação de muitos clubes na cidade, os jogos eram realizados no campo de futebol da Devesa, localizado mesmo no centro da cidade, perto do Quartel de Cavalaria, tendo depois mudado para o campo do Vale do Romeiro. A equipa da Associação Académica logo deu nas vistas, não só por se apresentar toda de negro, mas também por os seus jogadores serem todos muito jovens, em virtude de serem estudantes do liceu.
O futebol nesta coletividade continuou com jogos amigáveis dentro e fora da cidade, e com uma constante renovação de jogadores, visto que a equipa era exclusivamente composta por estudantes, e muitos jogadores tinham de abandonar a equipa assim que terminavam os estudos. A Associação Académica Albicastrense foi em 1936, um dos onze clubes fundadores da Associação de Futebol de Castelo Branco, e participou no 1.º campeonato distrital disputado na época de 1936/37, as exibições da equipa foram modestas, com os "academistas" a competir ainda na época seguinte. no entanto foi a última temporada da Associação Académica no distrital, após a qual abandonou o futebol.
Apesar de ter abandonado o desporto, a Associação Académica Albicastrense, como associação estudantil que era, terá existido ainda até aos anos 60, com outras atividades, tendo depois desaparecido. O futebol no Liceu teve depois outras participações nos anos 70 e 80, com equipas nos campeonatos distritais nas camadas jovens, nomeadamente com a designação de "Liceu Nacional de Castelo Branco" e "Escola Secundária Nun`Álvares", até que nos anos 90, o Desporto Escolar estabeleceu competições internas próprias entre os vários estabelecimentos de ensino, que passaram a competir apenas entre si. A instituição mudou algumas vezes de designação ao longo da sua história, até chegar à definitiva "Escola Secundária de Nuno Álvares" que se mantém até hoje.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Centro Cultural e Recreativo de Póvoa de Atalaia
Fundação: 1976
Localidade: Póvoa de Atalaia, Fundão
Modalidades: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol de Póvoa de Atalaia / Polidesportivo de Póvoa de Atalaia
O desporto em Póvoa de Atalaia, aldeia localizada na zona sul do Concelho do Fundão, já tinha expressão com jogos de futebol amigáveis que começaram na década de 60, partidas contra terras das redondezas, das quais se destacavam os "derbys" com a vizinha Atalaia do Campo.
Porém não existia nenhuma coletividade que se dedica-se ao desporto, sendo que é apenas em 1976, com a fundação do Centro Cultural e Recreativo que a Póvoa de Atalaia começa a participar com mais regularidade em competições desportivas, as primeiras equipas do CCR davam nas vistas pelo característico equipamento axadrezado a fazer lembrar o Boavista. Ainda nos finais da década de 70, o clube participa em torneios e jogos amigáveis de futebol, e também em torneios de futebol de salão, desporto que mais tarde nos anos 80 foi a principal modalidade do clube, que o praticava regularmente de forma amadora com presença em inúmeros torneios.
Nas décadas seguintes, com maior ou menor actividade, a coletividade foi-se mantendo ativa, com outras modalidades como o atletismo, mas sempre com participação em jogos de futebol e futsal um pouco pela região, chegando inclusive a competir de forma federada, onde o CCR Póvoa de Atalaia teve uma equipa sénior no campeonato distrital de futsal, da época de 2002/03 até à de 2004/05, tendo simultaneamente também equipas de juvenis e júniores, projecto de futsal federado que durou apenas três anos, com o clube a voltar depois ao futsal amador.
O clube, sendo a única coletividade presente em Póvoa de Atalaia, continua a realizar atividades recreativas e culturais para a população, mantendo actividade desportiva com a realização de torneios de matraquilhos e de futsal, com o campo de futebol a receber apenas esporadicamente jogos de solteiros x casados e provas todo-o-terreno, realizando assim um trabalho fundamental para manter o movimento da aldeia.
Localidade: Póvoa de Atalaia, Fundão
Modalidades: Futebol e Futsal
Casa: Campo de Futebol de Póvoa de Atalaia / Polidesportivo de Póvoa de Atalaia
O desporto em Póvoa de Atalaia, aldeia localizada na zona sul do Concelho do Fundão, já tinha expressão com jogos de futebol amigáveis que começaram na década de 60, partidas contra terras das redondezas, das quais se destacavam os "derbys" com a vizinha Atalaia do Campo.
Porém não existia nenhuma coletividade que se dedica-se ao desporto, sendo que é apenas em 1976, com a fundação do Centro Cultural e Recreativo que a Póvoa de Atalaia começa a participar com mais regularidade em competições desportivas, as primeiras equipas do CCR davam nas vistas pelo característico equipamento axadrezado a fazer lembrar o Boavista. Ainda nos finais da década de 70, o clube participa em torneios e jogos amigáveis de futebol, e também em torneios de futebol de salão, desporto que mais tarde nos anos 80 foi a principal modalidade do clube, que o praticava regularmente de forma amadora com presença em inúmeros torneios.
Nas décadas seguintes, com maior ou menor actividade, a coletividade foi-se mantendo ativa, com outras modalidades como o atletismo, mas sempre com participação em jogos de futebol e futsal um pouco pela região, chegando inclusive a competir de forma federada, onde o CCR Póvoa de Atalaia teve uma equipa sénior no campeonato distrital de futsal, da época de 2002/03 até à de 2004/05, tendo simultaneamente também equipas de juvenis e júniores, projecto de futsal federado que durou apenas três anos, com o clube a voltar depois ao futsal amador.
O clube, sendo a única coletividade presente em Póvoa de Atalaia, continua a realizar atividades recreativas e culturais para a população, mantendo actividade desportiva com a realização de torneios de matraquilhos e de futsal, com o campo de futebol a receber apenas esporadicamente jogos de solteiros x casados e provas todo-o-terreno, realizando assim um trabalho fundamental para manter o movimento da aldeia.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Club União Idanhense
Fundação: 1917
Localidade: Idanha-a-Nova
Modalidades: Futebol
Casa: Estádio Municipal de Idanha-a-Nova
O União Idanhense é o mais emblemático clube do Concelho de Idanha-a-Nova e o mais antigo de todo o distrito, tem um longo passado no futebol federado, onde conquistou alguns títulos distritais, e competiu também na III.ª Divisão Nacional, após alguns anos de inactividade, ressurgiu de uma crise financeira, e encontra-se actualmente no campeonato distrital sendo o maior representante da zona raiana.
Foi fundando no dia 17 de Abril 1917, por gente da vila, sobretudo da classe operária e rural, que assim se juntou para a criação de um clube onde pudessem conviver e organizar atividades recreativas, durante as décadas seguintes o Idanhense sempre foi o ponto de encontro da população, que ali organizava bailes e festas populares, como acontecia na maioria dos clubes na aquela altura.
O futebol em Idanha-a-Nova surge apenas nos anos 50, com a popularização deste desporto que estava ainda em crescimento, começam a realizar-se jogos amigareis entre localidades vizinhas, e em 1952, com a ajuda da Câmara Municipal, é construindo o campo de jogos, contudo não foi o Idanhense o percursor do "desporto rei" na vila, visto que a Associação Desportiva Idanhense, criada em 1954, foi quem tomou conta do futebol até inicio dos anos 60, tendo competido no campeonato distrital até a mesma ter entrado depois em inactividade. Nas década de 60 e inicio de 70 o futebol teve lugar apenas de forma amadora, com jogos amigáveis e torneios locais, e é apenas em 1974 que o Idanhense avança com uma equipa de futebol federada, com vista a participar no campeonato distrital, onde se estreia na época de 1974/75, e onde se mantém a competir ininterruptamente durante as décadas seguintes. De realçar ainda os "derbys" que se realizaram entre as temporadas de 1977/78 e 1978/79, entre as duas equipas da vila, quando a então ressurgida Associação Desportiva Idanhense e o Club União Idanhense coabitaram na mesma divisão distrital.
Entretanto já como único representante de Idanha-a-Nova, o União Idanhense manteve-se durante as décadas de 80 e 90, sempre em competição na 1.ª Distrital sem nunca ter sido despromovido à divisão inferior, tendo também camadas de formação que integravam jovens de todo o concelho. Após longos anos dedicados ao futebol, o Idanhense atinge finalmente o seu primeiro titulo, sagrando-se campeão distrital na época de 1998/99, que levou a equipa a competir na III.ª Divisão Nacional na época seguinte, de onde seria relegada logo nesse ano, após ficar em último lugar da sua série. De regresso ao campeonato distrital, o Idanhense continuou a praticar bom futebol, e a obter resultados positivos, como um 5.º lugar em 2000/01, um 2.º lugar em 2001/2002, época em que conquistou a taça de honra. Em 2003 dá-se a conclusão de uma grande obra para o clube e para a vila, com a inauguração do estádio municipal de Idanha-a-Nova, numa reconversão do antigo campo, que ficou com condições dignas de um clube dos patamares nacionais. Na temporada de 2002/03 a equipa voltou a sagrar-se de novo campeã distrital, fazendo ainda a "dobradinha" com a conquista da taça de honra.
O Idanhense partiu assim para uma das melhores fases desportivas da sua história, com a equipa a competir novamente na III.ª Divisão Nacional, e com boas prestações, tendo alcançando sempre a manutenção nas quatro temporadas em que esteve neste patamar, até o clube abandonar o futebol sénior em 2007 por questões financeiras. Porém, em 2010 o clube é forçado a fechar portas, uma crise financeira e consequente corte de apoios por parte da Câmara Municipal, que levaram este histórico emblema a ter de parar a sua actividade desportiva, numa altura em que apesar já não possuir futebol sénior, tinha ainda camadas jovens em todos os escalões e uma equipa de futsal feminino, o distrito tinha perdido assim um dos seus mais antigos clubes de futebol.
Contudo, e com vista a manter o serviço público que é a pratica desportiva para os mais jovens, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova ajudou a criar um novo clube, nasceu assim em 2010 a ADIN, "Associação Desportiva de Idanha-a-Nova", que passou a contar com camadas de formação, não deixando morrer o futebol jovem na vila. Durante os anos que seguiram a ADIN foi competindo nos campeonatos distritais em várias categorias, organizando também os conhecidos torneios de futebol jovem, que já na altura do Idanhense eram muito aclamados e atraiam muita gente à região.
Em 2014 o Club União Idanhense renasce, num grupo de pessoas que se juntou para tentar recuperar esta histórica coletividade, começando a realizar pequenos eventos e a participar em provas de atletismo, o futebol regressou também mas na vertente amadora, numa reunião de alguns jovens e veteranos que com o apoio da União de Freguesias de Idanha-a-Nova e Alcafozes, participaram com uma equipa no torneio inter-aldeias de 2014, onde chegou às meias-finais, a aposta no futebol continuou nos anos seguintes com participação nos inter-aldeias de 2015, 2016 (ano em que sediou a prova) e 2017, tendo a equipa de Idanha-a-Nova vencido o torneio por três anos consecutivos. A nova direcção conseguiu saldar todas as dividas que o clube tinha do passado, e aliado ao sucesso que teve no futebol amador, regressou com uma equipa sénior ao campeonato distrital na temporada de 2016/17, o regresso dos "raianos" não podia ter sido melhor, com o clube a terminar o campeonato em 3.º lugar e a vencer a taça de honra.
O Idanhense depressa se tornou num dos clubes favoritos à vitória no campeonato distrital, terminando a época de 2017/18 de novo na 3.ª posição. Na temporada de 2018/19, o Idanhense volta a ter camadas jovens ao "absorver" de certa forma as equipas da ADIN, clube que até então se ocupava do futebol jovem na vila, passando assim todo o futebol a estar concentrado apenas num único clube. O Idanhense continua a ser o clube mais representativo da zona raiana e um histórico do futebol distrital, sendo umas das coletividades mais importantes de Idanha-a-Nova.
Localidade: Idanha-a-Nova
Modalidades: Futebol
Casa: Estádio Municipal de Idanha-a-Nova
O União Idanhense é o mais emblemático clube do Concelho de Idanha-a-Nova e o mais antigo de todo o distrito, tem um longo passado no futebol federado, onde conquistou alguns títulos distritais, e competiu também na III.ª Divisão Nacional, após alguns anos de inactividade, ressurgiu de uma crise financeira, e encontra-se actualmente no campeonato distrital sendo o maior representante da zona raiana.
Foi fundando no dia 17 de Abril 1917, por gente da vila, sobretudo da classe operária e rural, que assim se juntou para a criação de um clube onde pudessem conviver e organizar atividades recreativas, durante as décadas seguintes o Idanhense sempre foi o ponto de encontro da população, que ali organizava bailes e festas populares, como acontecia na maioria dos clubes na aquela altura.
O futebol em Idanha-a-Nova surge apenas nos anos 50, com a popularização deste desporto que estava ainda em crescimento, começam a realizar-se jogos amigareis entre localidades vizinhas, e em 1952, com a ajuda da Câmara Municipal, é construindo o campo de jogos, contudo não foi o Idanhense o percursor do "desporto rei" na vila, visto que a Associação Desportiva Idanhense, criada em 1954, foi quem tomou conta do futebol até inicio dos anos 60, tendo competido no campeonato distrital até a mesma ter entrado depois em inactividade. Nas década de 60 e inicio de 70 o futebol teve lugar apenas de forma amadora, com jogos amigáveis e torneios locais, e é apenas em 1974 que o Idanhense avança com uma equipa de futebol federada, com vista a participar no campeonato distrital, onde se estreia na época de 1974/75, e onde se mantém a competir ininterruptamente durante as décadas seguintes. De realçar ainda os "derbys" que se realizaram entre as temporadas de 1977/78 e 1978/79, entre as duas equipas da vila, quando a então ressurgida Associação Desportiva Idanhense e o Club União Idanhense coabitaram na mesma divisão distrital.
Entretanto já como único representante de Idanha-a-Nova, o União Idanhense manteve-se durante as décadas de 80 e 90, sempre em competição na 1.ª Distrital sem nunca ter sido despromovido à divisão inferior, tendo também camadas de formação que integravam jovens de todo o concelho. Após longos anos dedicados ao futebol, o Idanhense atinge finalmente o seu primeiro titulo, sagrando-se campeão distrital na época de 1998/99, que levou a equipa a competir na III.ª Divisão Nacional na época seguinte, de onde seria relegada logo nesse ano, após ficar em último lugar da sua série. De regresso ao campeonato distrital, o Idanhense continuou a praticar bom futebol, e a obter resultados positivos, como um 5.º lugar em 2000/01, um 2.º lugar em 2001/2002, época em que conquistou a taça de honra. Em 2003 dá-se a conclusão de uma grande obra para o clube e para a vila, com a inauguração do estádio municipal de Idanha-a-Nova, numa reconversão do antigo campo, que ficou com condições dignas de um clube dos patamares nacionais. Na temporada de 2002/03 a equipa voltou a sagrar-se de novo campeã distrital, fazendo ainda a "dobradinha" com a conquista da taça de honra.
O Idanhense partiu assim para uma das melhores fases desportivas da sua história, com a equipa a competir novamente na III.ª Divisão Nacional, e com boas prestações, tendo alcançando sempre a manutenção nas quatro temporadas em que esteve neste patamar, até o clube abandonar o futebol sénior em 2007 por questões financeiras. Porém, em 2010 o clube é forçado a fechar portas, uma crise financeira e consequente corte de apoios por parte da Câmara Municipal, que levaram este histórico emblema a ter de parar a sua actividade desportiva, numa altura em que apesar já não possuir futebol sénior, tinha ainda camadas jovens em todos os escalões e uma equipa de futsal feminino, o distrito tinha perdido assim um dos seus mais antigos clubes de futebol.
Contudo, e com vista a manter o serviço público que é a pratica desportiva para os mais jovens, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova ajudou a criar um novo clube, nasceu assim em 2010 a ADIN, "Associação Desportiva de Idanha-a-Nova", que passou a contar com camadas de formação, não deixando morrer o futebol jovem na vila. Durante os anos que seguiram a ADIN foi competindo nos campeonatos distritais em várias categorias, organizando também os conhecidos torneios de futebol jovem, que já na altura do Idanhense eram muito aclamados e atraiam muita gente à região.
Em 2014 o Club União Idanhense renasce, num grupo de pessoas que se juntou para tentar recuperar esta histórica coletividade, começando a realizar pequenos eventos e a participar em provas de atletismo, o futebol regressou também mas na vertente amadora, numa reunião de alguns jovens e veteranos que com o apoio da União de Freguesias de Idanha-a-Nova e Alcafozes, participaram com uma equipa no torneio inter-aldeias de 2014, onde chegou às meias-finais, a aposta no futebol continuou nos anos seguintes com participação nos inter-aldeias de 2015, 2016 (ano em que sediou a prova) e 2017, tendo a equipa de Idanha-a-Nova vencido o torneio por três anos consecutivos. A nova direcção conseguiu saldar todas as dividas que o clube tinha do passado, e aliado ao sucesso que teve no futebol amador, regressou com uma equipa sénior ao campeonato distrital na temporada de 2016/17, o regresso dos "raianos" não podia ter sido melhor, com o clube a terminar o campeonato em 3.º lugar e a vencer a taça de honra.
O Idanhense depressa se tornou num dos clubes favoritos à vitória no campeonato distrital, terminando a época de 2017/18 de novo na 3.ª posição. Na temporada de 2018/19, o Idanhense volta a ter camadas jovens ao "absorver" de certa forma as equipas da ADIN, clube que até então se ocupava do futebol jovem na vila, passando assim todo o futebol a estar concentrado apenas num único clube. O Idanhense continua a ser o clube mais representativo da zona raiana e um histórico do futebol distrital, sendo umas das coletividades mais importantes de Idanha-a-Nova.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Grupo Desportivo Casalense
Fundação: 1973
Localidade: Casal da Serra (Tortosendo), Covilhã
Modalidades: Futebol e Futsal
Casa: Campo do Cabeço
O Grupo Desportivo Casalense surgiu no inicio da década de 70 em Casal da Serra, aldeia pertencente à freguesia do Tortosendo, sendo o aglomerado populacional mais antigo que deu origem à vila. A actividade desportiva nesta terra vinha já dos anos 60, década em que o futebol se começou a popularizar um pouco por todo o país, e se iniciaram os jogos amigáveis contra as localidades vizinhas, a prática desde desporto veio a culminar na criação deste Grupo Desportivo, inspirado nas cores do Boavista Futebol Clube, clube portuense que anos depois o viria a reconhecer como sua filial oficial.
Não só do desportivo viveu este clube, apesar do mesmo se constituir como um dos seus pilares, o Casalense cedo se tornou o centro de convívio da população. que se juntou para construir a sede social que existe até aos dias de hoje. Apesar de se tratar de uma aldeia, o Casal da Serra é visto como um dos "bairros" mais activos da vila do Tortosendo, estando muito presente na sua comunidade com a realização de várias atividades culturais, sociais e desportivas, a par do futebol que sempre foi sendo jogado de forma amadora, houveram também ao longo dos anos equipas de veteranos e de futebol de 5 masculino e feminino, o Casalense contou com outras modalidades desportivas, como o ténis de mesa damas, xadrez, pétanca e provas de ciclismo.
O ano de 1999 fica na história com um dos momentos mais marcantes do clube, com o Grupo Desportivo Casalense a receber a comitiva do Boavista, que oficializou esta coletividade como a sua filial n.º 4, vendo assim reconhecido o seu trabalho após anos de ligação ás cores axadrezadas. Nesta altura começou também a relação entre os dois clubes, numa parceria que inicialmente trouxe alguns benefícios para o Casalense, numa época em que o próprio Boavista se estava a afirmar, com a sua expansão a nível nacional, tendo chegado a ser campeão nacional em 2000/2001. A ligação do Casalense à "casa mãe" terá passado por altos e baixos, fruto também da fase turbulenta que o Boavista depois atravessou, e apesar de continuar a ser uma filial boavisteira, a ligação entre o Casalense e o Boavista tem actualmente pouca ou quase nenhuma expressão.
Nos anos seguintes, o Casalense continuou activo na prática do futsal, tanto masculino como feminino, e chegou a existir ainda por parte da coletividade, a vontade de ver construído um ringue polidesportivo no Casal da Serra, para apoiar as atividades desportivas do clube, mas foi algo que nunca se veio a concretizar, com as equipas a terem jogar nos pavilhões desportivos da Universidade da Beira Interior, ou noutros locais onde se realizavam os torneios em que participava.
O Casalense continua a ser o principal dinamizador da sua aldeia, realizando atividades culturais, sociais e de lazer, na parte desportiva continua a participar esporadicamente em jogos de futebol e torneios de futsal na zona da Covilhã, sendo o mais conhecido o torneio dos núcleos, que junta filiais de vários clubes sediados na Covilhã, com a equipa a manter o padrão axadrezado no seu equipamento, que tanto a caracteriza.
Localidade: Casal da Serra (Tortosendo), Covilhã
Modalidades: Futebol e Futsal
Casa: Campo do Cabeço
O Grupo Desportivo Casalense surgiu no inicio da década de 70 em Casal da Serra, aldeia pertencente à freguesia do Tortosendo, sendo o aglomerado populacional mais antigo que deu origem à vila. A actividade desportiva nesta terra vinha já dos anos 60, década em que o futebol se começou a popularizar um pouco por todo o país, e se iniciaram os jogos amigáveis contra as localidades vizinhas, a prática desde desporto veio a culminar na criação deste Grupo Desportivo, inspirado nas cores do Boavista Futebol Clube, clube portuense que anos depois o viria a reconhecer como sua filial oficial.
Não só do desportivo viveu este clube, apesar do mesmo se constituir como um dos seus pilares, o Casalense cedo se tornou o centro de convívio da população. que se juntou para construir a sede social que existe até aos dias de hoje. Apesar de se tratar de uma aldeia, o Casal da Serra é visto como um dos "bairros" mais activos da vila do Tortosendo, estando muito presente na sua comunidade com a realização de várias atividades culturais, sociais e desportivas, a par do futebol que sempre foi sendo jogado de forma amadora, houveram também ao longo dos anos equipas de veteranos e de futebol de 5 masculino e feminino, o Casalense contou com outras modalidades desportivas, como o ténis de mesa damas, xadrez, pétanca e provas de ciclismo.
O ano de 1999 fica na história com um dos momentos mais marcantes do clube, com o Grupo Desportivo Casalense a receber a comitiva do Boavista, que oficializou esta coletividade como a sua filial n.º 4, vendo assim reconhecido o seu trabalho após anos de ligação ás cores axadrezadas. Nesta altura começou também a relação entre os dois clubes, numa parceria que inicialmente trouxe alguns benefícios para o Casalense, numa época em que o próprio Boavista se estava a afirmar, com a sua expansão a nível nacional, tendo chegado a ser campeão nacional em 2000/2001. A ligação do Casalense à "casa mãe" terá passado por altos e baixos, fruto também da fase turbulenta que o Boavista depois atravessou, e apesar de continuar a ser uma filial boavisteira, a ligação entre o Casalense e o Boavista tem actualmente pouca ou quase nenhuma expressão.
Nos anos seguintes, o Casalense continuou activo na prática do futsal, tanto masculino como feminino, e chegou a existir ainda por parte da coletividade, a vontade de ver construído um ringue polidesportivo no Casal da Serra, para apoiar as atividades desportivas do clube, mas foi algo que nunca se veio a concretizar, com as equipas a terem jogar nos pavilhões desportivos da Universidade da Beira Interior, ou noutros locais onde se realizavam os torneios em que participava.
O Casalense continua a ser o principal dinamizador da sua aldeia, realizando atividades culturais, sociais e de lazer, na parte desportiva continua a participar esporadicamente em jogos de futebol e torneios de futsal na zona da Covilhã, sendo o mais conhecido o torneio dos núcleos, que junta filiais de vários clubes sediados na Covilhã, com a equipa a manter o padrão axadrezado no seu equipamento, que tanto a caracteriza.
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Grupo Cultural Recreativo e Desportivo de Alcongosta
Fundação: 1978
Localidade: Alcongosta, Fundão
Modalidades: Futebol de 11 e Futsal
Casa: Campo de Futebol de Alcongosta / Polidesportivo de Alcongosta
O Grupo Cultural Desportivo e Recreativo de Alcongosta é desde 2018, a nova designação do histórico Clube Académico de Alcongosta, coletividade desportiva (e não só) mais popular da aldeia de Alcongosta, localizada nas planícies da Serra da Gardunha, e conhecida a nível nacional pela sua cereja.
O futebol aparece por estas bandas na década de 30, com a realização dos primeiros jogos contra aldeias vizinhas, em 1946 os jovens da terra organizam-se para criar uma equipa que se auto-intitulava como "Onze Unidos Acongostense" que realizava jogos contra outras equipas da zona. Mas seria apenas nos anos 60, época em que se vivia um auge de popularidade neste desporto, que em Alcongosta se constituiu uma equipa de futebol das que mais ficou na memória, e que dava pelo nome de "Estrelas Vermelhas", influenciado pela cor das camisolas vermelhas que usava, de um grande clube à época, o Estrela Vermelha de Belgrado. Esta equipa terá durante a década seguinte representado a aldeia de Alcongosta em jogos e torneios de futebol, sendo depois sucedida em 1978 pelo Clube Académico de Alcongosta, primeira coletividade oficialmente legalizada, e virada para a juventude da terra, que continuava assim a sua actividade desportiva.
Nos anos que seguem à sua fundação, o clube teve uma forte actividade no atletismo, com participação em provas distritais e nacionais, não esquecendo o futebol, que continuava a ser jogado por esta equipa academista que equipava de branco. Nos anos 80 surge o ringue polidesportivo na aldeia, e com ele começam os jogos de futebol de salão, não só com a participação da equipa em torneios pela zona do Fundão, como também na organização de torneios próprios, não só de equipas masculinas como femininas, no que toca ao futebol, existiam ainda jogos amigáveis e algumas participações em torneios, paralelamente com outras atividades de cultura e lazer.
No final da década de 90 o clube atravessa uma crise humana, pela deslocação de muitas pessoas para fora da aldeia ao longos dos anos, o que fez com a sua actividade abrandasse, no entanto a entrada de uma nova direcção mais jovem salvou a coletividade de um possível fim, mantendo depois o clube em activo durante os anos seguintes, com desportos como jogo da malha, matraquilhos, ping-pong, hóquei em patins, e também com organização e participação em torneios de futsal e futebol, continuando a sua sede a ser um centro de convívio para a população.
O clube entrou depois numa fase decadente, e por questões financeiras e crises directivas, cessa definitivamente a sua actividade em 2014. Até que em 2018, no ano em que comera 40 anos de existência, o clube é reactividado por um grupo de pessoas da terra, que quis trazer de novo o associativismo que faltava em Alcongosta, por questões legais não lhes foi possível manter o mesmo nome, sendo a designação do Clube Académico Académico de Alcongosta alterada para "Grupo Cultural Recreativo e Desportivo de Alcongosta", mantendo na mesma a identidade, desde histórico clube que continua assim, através de atividades culturais e desportivas a manter viva a aldeia.
Localidade: Alcongosta, Fundão
Modalidades: Futebol de 11 e Futsal
Casa: Campo de Futebol de Alcongosta / Polidesportivo de Alcongosta
O Grupo Cultural Desportivo e Recreativo de Alcongosta é desde 2018, a nova designação do histórico Clube Académico de Alcongosta, coletividade desportiva (e não só) mais popular da aldeia de Alcongosta, localizada nas planícies da Serra da Gardunha, e conhecida a nível nacional pela sua cereja.
O futebol aparece por estas bandas na década de 30, com a realização dos primeiros jogos contra aldeias vizinhas, em 1946 os jovens da terra organizam-se para criar uma equipa que se auto-intitulava como "Onze Unidos Acongostense" que realizava jogos contra outras equipas da zona. Mas seria apenas nos anos 60, época em que se vivia um auge de popularidade neste desporto, que em Alcongosta se constituiu uma equipa de futebol das que mais ficou na memória, e que dava pelo nome de "Estrelas Vermelhas", influenciado pela cor das camisolas vermelhas que usava, de um grande clube à época, o Estrela Vermelha de Belgrado. Esta equipa terá durante a década seguinte representado a aldeia de Alcongosta em jogos e torneios de futebol, sendo depois sucedida em 1978 pelo Clube Académico de Alcongosta, primeira coletividade oficialmente legalizada, e virada para a juventude da terra, que continuava assim a sua actividade desportiva.
Nos anos que seguem à sua fundação, o clube teve uma forte actividade no atletismo, com participação em provas distritais e nacionais, não esquecendo o futebol, que continuava a ser jogado por esta equipa academista que equipava de branco. Nos anos 80 surge o ringue polidesportivo na aldeia, e com ele começam os jogos de futebol de salão, não só com a participação da equipa em torneios pela zona do Fundão, como também na organização de torneios próprios, não só de equipas masculinas como femininas, no que toca ao futebol, existiam ainda jogos amigáveis e algumas participações em torneios, paralelamente com outras atividades de cultura e lazer.
No final da década de 90 o clube atravessa uma crise humana, pela deslocação de muitas pessoas para fora da aldeia ao longos dos anos, o que fez com a sua actividade abrandasse, no entanto a entrada de uma nova direcção mais jovem salvou a coletividade de um possível fim, mantendo depois o clube em activo durante os anos seguintes, com desportos como jogo da malha, matraquilhos, ping-pong, hóquei em patins, e também com organização e participação em torneios de futsal e futebol, continuando a sua sede a ser um centro de convívio para a população.
O clube entrou depois numa fase decadente, e por questões financeiras e crises directivas, cessa definitivamente a sua actividade em 2014. Até que em 2018, no ano em que comera 40 anos de existência, o clube é reactividado por um grupo de pessoas da terra, que quis trazer de novo o associativismo que faltava em Alcongosta, por questões legais não lhes foi possível manter o mesmo nome, sendo a designação do Clube Académico Académico de Alcongosta alterada para "Grupo Cultural Recreativo e Desportivo de Alcongosta", mantendo na mesma a identidade, desde histórico clube que continua assim, através de atividades culturais e desportivas a manter viva a aldeia.
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